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Amazonino Mendes discute incentivos fiscais na FIEAM

Antonio Silva entrega Propostas da Indústria para candidatos ao Governo do Estado do Amazonas

Em debate realizado ontem (27), na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), entre as entidades que compõem a Ação Empresarial do Amazonas e o governador Amazonino Mendes, candidato à reeleição, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, sugeriu a suspensão de modificação na Lei 2.826/2003, até que seja definida a Reforma Tributária no Congresso, que regulamenta a política estadual de incentivos fiscais e extra-fiscais nos termos da constituição do Estado.

Amazonino Mendes prometeu fazer a reformulação da lei com a participação dos representantes empresariais. “Já está defasada, pois precisamos hoje enfrentar a história da indústria 4.0. Nós temos que correr para que a Zona Franca não fique obsoleta, e faremos isso a quatro mãos”.

Acrescentou à plateia de empresários da indústria, comércio e agricultura do Amazonas que as mudanças serão feitas de forma participativa.   “Faremos isso a quatro mãos. Vocês (empresários) serão convocados, e vamos pedir que tragam seus técnicos, venham para a reunião não apenas com a mentalidade de empresário, mas venham assessorados para fazermos uma ampla discussão, e tanto quanto possível, dotarmos a ZFM de uma legislação que reduza, pelo menos até o nosso limite, essas maldades e perseguições que ela sofre tanto”, disse.

Antonio Silva enfatizou a necessidade da melhoria da infraestrutura e lembrou que o candidato garantiu a conclusão das obras de pavimentação da BR-319, a despeito de a obra ser de responsabilidade federal. “Sua iniciativa demonstra o interesse para tornar o Amazonas competitivo, o que precisamos com a melhoria dos modais de transporte, algo que poderá ser minimizam do com a aplicação de 3% do PIB estadual para reduzir essa histórica deficiência”, disse.

De acordo com o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM), Wilson Périco, o modelo ZFM torna o Amazonas superavitário, entre oito estados da União.

Citou o empresário que em 2017 foi arrecadado em tributos federais R$ 13.9 bilhões de reais, para um repasse federal de R$ 3.9 bilhões. “Nós devolvemos a união quase três vezes mais do que recebemos, então o que chamam de renúncia fiscal”, indagou. “Os R$ 20 bilhões que apregoam ao modelo, é uma falácia. Todos os estados superavitários são estados que têm algum tipo de incentivo, alguns deles inconstitucionais, como falou o governador, mas são estados que tem algum tipo de incentivo”, frisou Périco.

Participaram do 3º Ciclo de Debates da Ação Empresarial com o candidato Amazonino Mendes representantes da FIEAM, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Associação Comercial do Estado do Amazonas (ACA) e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), que entregaram a Amazonino Mendes documento que sintetiza as propostas do setor produtivo para o novo governo do Amazonas.

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