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ZFM, a decisão pelo desenvolvimento

7 DE MARÇO DE 2014

 As crises por que temos passado desde a criação da Zona Franca de Manaus nos tornou calejados e dispostos a receber todos os tipos de críticas, entretanto sempre é uma surpresa desagradável quando elas vêm de onde menos esperamos. Depois de sentirmos o gosto saboroso de progresso e desenvolvimento, mesmo que sejam negados por muitos, não queremos retornar aos tempos passados, de penúria e desesperança de dias melhores.

Conseguimos romper as cadeias da estagnação econômica e continuaremos com o melhor dos nossos esforços, lutando durante o tempo que for preciso para não retornar àquela situação.

A Zona Franca de Manaus foi a forma do Governo Federal garantir a soberania da região Norte, culminando numa estratégia que forjou para o Estado do Amazonas uma alternativa de desenvolvimento, capaz de fazer mais uma vez reflorescer a esperança de crescimento e progresso.

Para alguns, os rumos que tenha tomado o modelo, com o passar dos anos, talvez não tenha sido o ideal, existem opiniões várias e como estamos num regime democrático, a todas respeitamos.

A decisão tomada há algum tempo atingiu seu propósito e isso é inegável. Isso deve ser revisto? O que devemos fazer? Abrir mão dos mais de cento e vinte mil empregos diretos gerados na indústria e de outros tantos no comércio e serviços, dos investimentos realizados em tecnologia, qualificação, máquinas e equipamentos, da infraestrutura de produção instalada e de tantos e tantos fatores de crescimento e progresso alcançados em todos esses anos? Devemos abrir mão dos resultados de preservação ambiental e do crescimento socioeconômico? Existem resultados negativos, é verdade, isso não se pode negar, mas lutamos por uma comunidade viva, não utópica.

Também é comprovado que nos atuais processos de fabricação ainda existem, sem dúvida, empresas que operam as fases finais de montagem e acabamento do produto, mas também há um grande número de fábricas que fazem a transformação da matéria-prima e toda a fase de desenvolvimento do bem final.

Ambas geram empregos em diversos níveis, ajudando e melhorando as condições de vida dos trabalhadores. Reconhecemos que a diversificação da produção é imprescindível para estabelecermos uma economia autossustentável, não exclusivamente dependente de estímulos fiscais, mediante uso inteligente de nossas vantagens atuais e das potencialidades e vocações regionais, como a indústria naval, a farmacêutica, a fitoterápica, a cosmética e outros setores da nossa economia.

São opções de investimentos que podem transformar a nossa produção fazendo com que tenhamos mais estabilidade econômica, sem os sobressaltos e os reflexos das crises que volta e meia somos obrigados a enfrentar. No discurso de recebimento do Prêmio Nobel de Literatura de 1957, Albert Camus disse: “Todas as gerações, sem dúvida, se julgam fadadas para refazer o mundo. A minha sabe, no entanto, que não poderá refazê-lo. Mas a sua tarefa é talvez maior. Consiste ela em impedir que o mundo se desfaça”. Parafraseando-o, dizemos: Talvez a nossa geração não possa refazer a Zona Franca de Manaus, mas, podemos impedi-la que se desfaça.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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