{"id":12162,"date":"2018-11-06T15:41:57","date_gmt":"2018-11-06T19:41:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fieam.org.br\/sesi\/?p=12162"},"modified":"2018-11-06T15:41:57","modified_gmt":"2018-11-06T19:41:57","slug":"sesi-traz-esperanca-a-jovens-do-viravida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/sesi\/sesi-traz-esperanca-a-jovens-do-viravida\/","title":{"rendered":"SESI traz esperan\u00e7a a jovens do ViraVida"},"content":{"rendered":"
\u201cHoje eu vejo a vida diferente, n\u00e3o odeio meu pai nem meu av\u00f4, na verdade eu torno tudo o que eu passei com eles uma motiva\u00e7\u00e3o di\u00e1ria para estudar e sonhar com algo melhor, que eu ainda n\u00e3o sei o que \u00e9, mas vou aprender o que \u00e9 melhor para mim\u201d, disse a aluna do Programa ViraVida do SESI, Luana Braga* (nome fict\u00edcio) , 17, em depoimento na oficina realizada nesta semana pelo F\u00f3rum Estadual de Preven\u00e7\u00e3o e Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Infantil (Fepeti\/AM) junto aos alunos de Direito da Universidade Estadual do Amazonas (UEA).<\/p>\n
A jovem foi abusada sexualmente diversas vezes na inf\u00e2ncia pelo pai, usu\u00e1rio de drogas, e ainda por seu av\u00f4, enquanto dormia. Hoje Luana\u00a0 aprende a redefinir a sua hist\u00f3ria, enquanto busca uma capacita\u00e7\u00e3o para entrar no mercado de trabalho, como aluna da Educa\u00e7\u00e3o Continuada do SESI.<\/p>\n
\u201cAntes eu n\u00e3o me importava, porque era a minha vida. Hoje levo tudo na brincadeira porque a vida j\u00e1 me fez chorar muito, eu n\u00e3o sabia o que era dar amor para algu\u00e9m, porque nunca recebi. Estou aprendendo isso aos poucos aqui no Programa\u201d, relatou emocionada para a turma de 41 alunos presentes na oficina do Fepeti.<\/p>\n
O coordenador geral do Fepeti\/AM, auditor Emerson Costa, explica que, tamb\u00e9m como professor volunt\u00e1rio da UEA de Direito do Trabalho, pretende estimular tanto o F\u00f3rum – que atua n\u00e3o s\u00f3 na repress\u00e3o do trabalho infantil como na preven\u00e7\u00e3o -, como os alunos da UEA a discutir a tem\u00e1tica de trabalho infantil, aprendizagem e est\u00e1gio.<\/p>\n
\u201cEm cada oficina trazemos pelo menos um profissional da rede de combate ao trabalho infantil para que tamb\u00e9m possam conhecer o p\u00fablico que a gente trabalha, porque o ViraVida tem uma parcela desse universo e busca no Programa uma mudan\u00e7a na vida desses jovens\u201d, explicou Costa.<\/p>\n
A partir de exemplos e hist\u00f3rias, como a gravidez precoce, trabalho infantil, tr\u00e1fico de drogas e abandono de lar, os jovens participantes da oficina foram estimulados a desenvolver o desfecho de hist\u00f3rias que come\u00e7aram com situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade e explora\u00e7\u00e3o e que, posteriormente, podem vir a ter um final diferenciado.<\/p>\n
\u201cEstamos discutindo projetos de vida e mercado de trabalho, sobre qual a import\u00e2ncia de voc\u00ea ter um plano para sua vida para que possa se inserir qualitativamente no mercado, tendo anseios de entrar na faculdade e se capacitar cada vez mais\u201d, frisou ele.<\/p>\n
Jogadora de handebol e estudante do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio, a aluna Sabrina Lacerda* (nome fict\u00edcio), 18, tem o sonho de ingressar na faculdade de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e complementar o aprendizado que j\u00e1 tem na pr\u00e1tica. J\u00e1 o aluno Vin\u00edcius Moraes* (nome fict\u00edcio), 18, quer ser engenheiro e fazer curso t\u00e9cnico na \u00e1rea como complemento para entrar em uma empresa como jovem aprendiz.<\/p>\n
\u201cAlmejo hoje o que nem passava pela minha cabe\u00e7a, h\u00e1 uns meses achava que n\u00e3o precisava de estudos e que era perda de tempo. Percebo agora que estou desenvolvendo muito mais do que imaginava e tenho expectativas para um futuro que eu n\u00e3o tinha antes\u201d, disse Moraes.<\/p>\n
A turma com 41 alunos \u00e9 formada por jovens de 14 a 22 anos, predominantemente, moradores de bairros e comunidades com alto \u00edndice de vulnerabilidade social. Segundo a assistente social do Programa ViraVida, Assun\u00e7\u00e3o Pinheiro, o perfil dos alunos faz parte do p\u00fablico-alvo que precisa de orienta\u00e7\u00e3o para poss\u00edvel inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/p>\n
\u201cA ideia \u00e9 sempre incentiv\u00e1-los a buscar seu desenvolvimento humano, trabalhar o resgate da autoestima, emo\u00e7\u00f5es e comportamento para entrar no mercado de trabalho. As oficinas trazem essa intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico externo, que \u00e9 tamb\u00e9m importante nesse processo\u201d, ressalta Pinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"
\u201cHoje eu vejo a vida diferente, n\u00e3o odeio meu pai nem meu av\u00f4, na verdade eu torno tudo o que eu passei com eles uma motiva\u00e7\u00e3o di\u00e1ria para estudar e sonhar com algo melhor, que eu ainda n\u00e3o sei o que \u00e9, mas vou aprender o que \u00e9 melhor para mim\u201d, disse a aluna do […]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12163,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20,26],"tags":[],"class_list":["post-12162","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-banner-destaque","category-news-destaque"],"yoast_head":"\n