
Com sol a pino e céu limpo, o fim de semana foi do jeito que os atletas do vôlei de praia gostam. No Clube do Trabalhador do Amazonas, no sábado e domingo, 27 equipes dessa modalidade se enfrentaram na etapa estadual dos Jogos SESI. Nas finais, o time da Videolar conquistou o octacampeonato no feminino, e o da Showa, o bicampeonato no masculino.
Abrigadas no chapéu de palha do CTAM, pelo menos 150 pessoas formaram animadas torcidas a favor de colegas industriários ou familiares, no domingo, nas disputas sucessivas das quartas-de-final, semifinal e final, nas duas quadras do vôlei de praia do clube. Neste ano, de acordo com o coordenador de Esportes do SESI, Antonio Júnior, o feminino reuniu 11 equipes e o masculino, 16, o que fez do vôlei de praia uma das modalidades mais disputadas da etapa estadual.
O grande vencedor do dia foi o técnico Leandro Souza, 28, que treinou as duas equipes vitoriosas. Veterano do tênis de quadra, com vários títulos nos Jogos SESI, incluindo vários de âmbito nacional, Leandro está há dois anos no comando da Videolar e há três meses na Showa. Com as meninas da Videolar, ele treina três vezes por semana, e com os rapazes da Showa, duas.
Tendo à frente a experiente atleta Índia (capitã), que esteve nos oito campeonatos conquistados pelo time, a Videolar derrotou a equipe da Salcomp Industrial Eletrônica da Amazônia pelo placar de 2 a 0 (18/14 e 18/7). A Siemens Eletroeletrônica ficou em 3º lugar ao derrotar a Yamaha Motor da Amazônia.
No masculino, a Showa do Brasil derrotou a Moto Honda da Amazônia por 2 a 0 (19/17 e 18/15). Na disputa pelo terceiro lugar, a CCE levou a melhor sobre a Philips, também por 2 a 0.
Ao final de três partidas seguidas, nem todos os atletas demonstravam a mesma disposição que teve o time da Videolar para vencer com facilidade o da Salcomp. Segundo a capitã da equipe da Siemens, Elizabeth, o sol forte acabou favorecendo o desgaste das suas jogadoras. “Começamos a largar mais a bola e paramos de forçar o saque para poupar energia”, disse ela, depois de receber a medalha de bronze.
Romance com final feliz
Na torcida da Videolar, o sotaque gaúcho de Calvin Lendecker, 25, chamava atenção, animando as jogadoras e vibrando a cada ponto. Natural de Bento Gonçalves (RS), ele deixou para trás o emprego na indústria Marcopolo e uma promissora carreira no vôlei, para viver em Manaus o romance iniciado durante os Jogos Nacionais do SESI, no ano passado, em sua cidade natal, com a jogadora da Videolar, a autodenominada Índia.
Já adaptado ao clima local – ele saiu de 2 graus negativos para 35 graus – Calvin chegou a Manaus na última quinta-feira (14.07) e já recebeu proposta para reforçar a equipe de vôlei de uma empresa do Polo Industrial de Manaus (PIM), provavelmente a Yahaha. Segundo ele, o vôlei entre industriários tem crescido muito nos últimos anos, tanto que a maioria dos seus colegas no time da Marcopolo jogam em times profissionais gaúchos.
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