As despesas de 2012 do Ministério da Previdência Social em benefícios concedidos ao trabalhador de Manaus estão crescendo, recursos que coloca a capital amazonense no segundo lugar no ranking, com mais de 49 mil benefícios, atrás apenas do Pará que chegou a beneficiar mais de 113 mil. No ano de 2012 foram disponibilizados quase 5 milhões de benefícios para todo o país, dos quais 86,7% eram previdenciário, 6,7% acidentários e 6,6% assistenciais.
Para tratar deste assunto, diminuir esses índices negativos e criar a cultura industrial de prevenção de acidentes no trabalho, o Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas) realizou quinta-feira (31) no Salão de Eventos Raimar Aguiar, o Painel de Especialistas da Rede SESI de Prevenção de Acidentes. O evento contou com a participação de representantes de empresas como Bertolini Construção Naval da Amazônia Ltda (Beconal), Moto Honda da Amazônia, Eletrobrás, Tai Engenharia e Construções, entre outras.
A engenheira de segurança do SESI Amazonas, Paula Andrea Naranjo, alertou que as empresas podem mudar a situação, principalmente com ações preventivas como a utilização da ferramenta Higiene Ocupacional, que é dividida em Saúde Pública, Gestão da Empresa e Proteção Ambiental.
“Essa medida tem o objetivo de proporcionar ambientes de trabalho salubres, com redução de absenteísmo e o presenteísmo, proteção e promoção da saúde dos trabalhadores, contribuição para um desenvolvimento sócio-econômico e sustentável além de reduzir os acidentes de trabalho na indústria”, alertou Naranjo.
Hoje as empresas buscam envolver suas lideranças para que os riscos de acidentes com os colaboradores diminuam dentro do ambiente de trabalho. A prática de chamar envolvidos no acidente para participar da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) foi adotada pela empresa Beconal que trata do assunto, convidando o encarregado do setor do acidentado a participar de reunião mensal da Cipa para explicar o motivo do problema e a possível solução para que o fato não se repita naquele ambiente.
“O intuito dessa ação é evitar que aconteça esse tipo de acidente novamente naquele setor, até porque nenhum encarregado quer participar de reuniões da Cipa apresentando acidentes”, disse o engenheiro de Saúde e Segurança do Trabalho Cosme Soares da Costa Neto, 33.
O painel deu oportunidade às empresas participantes de conhecerem as ações realizadas entre sim, com a formação de grupos, e debates entre elas, para encontrar novas e melhores ações preventivas.
“Os conhecimentos são sempre bem vindos, pois ficamos informados com as mudanças que ocorrem no mercado, o que nos possibilita a aderir e melhorar o nosso desempenho também”, disse Viviane Tomé de Souza, 39, técnica e especialista de segurança na empresa Moto Honda da Amazônia.
Para Viviane, a troca de experiências de segmentos diferentes faz com que conheça um pouco sobre o outro, e se estão realizando seus procedimentos de forma adequada para diminuir os acidentes de trabalho.
De acordo com dados repassados por Paula Andrea, o setor da construção civil é o segmento de maior índice de acidentes de trabalho em todo o país, totalizando em 2012 mais de 60 mil acidentes, 450 mortes e quase 1 mil e quinhentas vítimas por invalidez. E um dos pontos preocupantes em 2014 é a utilização de aparelhos móveis e seus aplicativos como Whats App, Facebook, Twitter, entre outros, que tiram a atenção do funcionário em seu horário de trabalho, colaborando com o aumento de acidentes no segmento.
[nggallery id=256]



