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SESI cria rede para identificar fatores psicossociais na indústria

15 representantes de empresas participaram do painel
15 representantes de empresas participaram do painel

Cerca de 700 mil trabalhadores sofreram algum tipo de acidente no trabalho em 2012. Desse total, mais de mil acabaram afastados por transtornos psicossociais. A informação foi passada pelo psicólogo do SESI, Adonias Sampaio, apoiado em dados do Ministério da Previdência Social, aos participantes do Painel de Especialistas da Rede SESI de Fatores Psicossociais, nesta quarta-feira (9), na sede daFederação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). Representantes de pelo menos 15 empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) participaram do debate.

De acordo com o psicólogo, em 2012, o custo médio do afastamento do trabalhador por transtornos psicossociais foi de R$ 11,2 milhões. As doenças mais frequentes, segundo Adonias Sampaio, são depressão, fobia social e o uso de drogas e álcool, além do estresse, que provoca desordens musculares, hipertensão,  enfermidades cardiovasculares e alteração das funções imunológicas.

Com o Painel de Especialistas da Rede SESI de Fatores Psicossociais, a instituição propõe uma discussão sobre questões, como presenteísmo, absenteísmo, custos com afastamentos, detecção de transtornos mentais, comportamento seguro, dentre outros. O painel é formado por psicólogo, assistente social, médico do trabalho e enfermeiro do trabalho, que atuam em ações direcionadas aos trabalhadores da indústria e tem por objetivo identificar as reais necessidades das empresas relacionadas aos aspectos psicossociais.

De acordo com Adonias Sampaio, existe uma tendência mundial de aumento dos casos decorrentes de problemas psicossociais, e que esse crescimento implica no investimento em ações que possam reduzir o impacto nesse segmento. Adonias disse que as causas para o adoecimento mental são multifatoriais, podendo estar relacionadas a fatores estressantes no ambiente de trabalho, questões financeiras, violência, insatisfação pessoal, além do uso de drogas, dentre outros. “As ações devem ser preventivas para evitar o alto custo que a indústria tem com as doenças no ambiente de trabalho’, disse.

A gerente de Qualidade de Vida do SESI, Nelsi Luniére, disse que a Instituição está reconfigurando os seus processos e produtos e que a melhor maneira para atingir esse objetivo é por meio da aproximação com a indústria. Segundo Luniére, a proposta do Painel é muito eficaz, porque trabalha dentro da missão da instituição, que é de promover a qualidade de vida do trabalhador, estimulando a gestão socialmente responsável, além de contribuir para a redução do índice de afastamento do trabalho. De acordo com a gerente, é preciso congregar os interesses do SESI e da Indústria, aliando as respectivas demandas.

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