Na terça-feira, 1º de dezembro, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Para conscientizar as pessoas da importância da prevenção ao HIV, o Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas) realiza campanhas de conscientização para trabalhadores nas empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e para comunidade nas dependências do SESISAÚDE com a distribuição de folhetos informativos e preservativos.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), no Amazonas, foram registrados cerca de 11 mil casos da doença, entre 1986 e 2014. Dados da Organização Mundial de Saúde apontam mais de 34 milhões de pessoas mortas devido a problemas de saúde relacionados com a AIDS.
A dermatologista do SESI, Adriana Oliveira, disse que a Aids é uma doença que preocupa as autoridades médicas e que não tem cura, mas tem tratamento e que pode ser evitada com uso de preservativos, mas que o HIV pode ser transmitido também por seringas e agulhas contaminadas de sangue, na gravidez, de mãe para o filho e no parto, esclarecendo que aperto de mão, abraço, uso do mesmo copo, sabonetes e toalhas não transmitem o vírus da doença.
A dermatologista disse também que doença leva à morte se não for tratada e que as medicações são distribuídas pelo Ministério da Saúde, gratuitamente, a todas as pessoas infectadas. De acordo com Adriana, após uma relação sexual sem uso de preservativos e nas relações com vários parceiros, as pessoas devem realizar o exame de HIV entre 30 e 120 dias depois da relação sexual e que quanto mais parceiros, maiores são as possibilidades de transmissão da doença.
“Não adianta fazer o exame logo em seguida a relação desprevenida, porque existe uma janela para que o diagnóstico seja correto”, disse. Segundo a especialista, uma pessoa pode ter o vírus HIV, mas não ser portadora de Aids e que existem homens e mulheres vivendo normalmente há mais de 30 anos com o vírus e graças ao tratamento, ressaltando que várias mulheres com o vírus tiveram filhos sadios porque realizaram um parto seguro e o pré-natal.
Ela disse também que, no início, a Aids atingia apenas pequenos grupos como homossexuais e profissionais do sexo, mas que agora atinge outros segmentos como jovens e adolescentes, e que o caminho é a prevenção, e que a informação é libertadora, porque possibilita a pessoa se prevenir e até cuidar de uma pessoa com a doença. Disse ainda que a Aids se caracteriza por um conjunto de sintomas, como mal-estar geral, febre baixa e manchas no corpo, e que não tem cara, é uma doença de comportamento..
A dermatologista Adriana Oliveira atende no prédio do SESISAÚDE, Av. Getúlio Vargas, 1116, as segundas e quartas, a partir das 8 horas e na sexta, a partir das 14 horas. Informações pelo telefone 3186 6610.
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