Evitar contato com chefias e colegas, culpar os colegas por suas próprias falhas, ficar desleixado com a aparência e vestuário e solicitar empréstimos frequentemente são alguns dos problemas de relacionamento, indicadores de uma saúde mental instável.
O alerta foi feito pela assistente social do SESI Amazonas, Veremity Pereira, durante a palestra Saúde Mental do Trabalhador, ministrada no Seminário “Saúde e Segurança do Trabalhador no Polo Industrial de Manaus”, realizado em 11 de maio, no auditório Floriano Pacheco (sede da Suframa).
Mais de 420 pessoas, entre trabalhadores da Indústria, agentes da área de segurança, saúde de setores públicos e privados, participaram da iniciativa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). O objetivo do evento foi discutir medidas para elevar o nível da saúde e segurança do trabalhador da Indústria.
De acordo, com Veremity Pereira, problemas com os indicadores de desempenho (altos índices de absenteísmo, atrasos, rotatividade) e de produção (aumento do número de falhas, perda de interesse no trabalho, não cumprimento de prazos e datas-limites) também devem ser encarados como alerta para um futuro quadro de fadiga.
“O trabalho é uma parcela significativa da vida. Ele pode tanto gerar prazer e bem-estar, quanto trazer angústia e sofrimento. Só podemos considerar um trabalhador mentalmente saudável, se ele estiver apto a desenvolver suas habilidades, enfrentar o estresse normal da vida e trabalhar de maneira produtiva e frutífera. Independente de problemas de saúde. Estar saudável mentalmente não é sinônimo de ausência de doença”, enfatizou.
A assistente social falou sobre a Síndrome Subjetiva Comum da Fadiga Nervosa, que se caracteriza pela invasão dos hábitos do trabalho em sua rotina em casa. A síndrome também é responsável pela manutenção do ritmo de trabalho durante as férias, manifestada pela sensação de irritação. “Tem gente que entra de férias e continua acordando no mesmo horário, respondendo os e-mails da instituição ou mesmo nos fins de semana continua atendendo o telefone como se estivesse na empresa ou dando ordens na família como se estive no trabalho, comentou.
Veremity apresentou, ainda, o modelo do Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida aplicado pelo SESI nas Indústrias. O Dr. Jorsinei Dourado do Nascimento, procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho, 11ª Região, falou sobre a importância da atuação do SESI na luta pela diminuição dos problemas com Saúde e Segurança do Trabalhador (SST).
De acordo com Nascimento, essa parceria é estratégica. “Contamos com o apoio de todas as entidades do Sistema S, em especial do SESI, que já atua com programas destinados a SST. A intenção é fazer um Fórum a cada seis meses, para que possamos fortalecer essa causa e diminuir esses índices juntamente com o apoio destas instituições, empresários e demais profissionais da área” disse.



