Mais de 500 alunos entre nove e 15 anos de idade, de 60 equipes de quase todo o país, realizaram
pesquisas sobre desastres naturais e programaram e operaram robôs para enfrentá-los
A equipe AC/DC/EG, do Colégio Eduardo Gomes, escola particular de São Caetano do Sul, em São Paulo, foi a grande vencedora, entre 60 equipes de estudantes entre nove e 15 anos de idade, vindos de 14 estados, do Torneio de Robótica First Lego League de 2014, encerrado domingo, 23 de fevereiro, na escola do Serviço Social da Indústria (SESI) de Taguatinga, no Distrito Federal. A AC/DC/EG e outras seis equipes garantiram vagas em torneio internacionais idênticos nos Estados Unidos, Espanha e Canadá, a serem realizados este ano.
Depois de dois dias de disputa, iniciada no sábado, 22, com muita festa e confraternização entre mais de 500 estudantes, obtiveram o segundo e terceiro lugares as equipes Itaperobota, do SESI de Itapetininga, e Jedi’s, do SESI de de Jundiaí, ambas em São Paulo. As equipes Ironbot, do SESI de Álvares Machado ( SP); Big Bang Birigui, do SESI de Birigui (SP); Lego Lords, do Centro Educacional São Camilo, escola particular de Cachoeiro de Itapemirim (ES), e Fênix, do SESI de Bauru (SP), ficaram em quarto, quinto, sexto e sétimo lugares, respectivamente.
Para o estudante Gilmar Corrêa Jerônimo, integrante da equipe campeã AC/DC/EG, a dedicação foi fundamental para a vitória. “Mesmo em casa, a gente pensava na robótica. O segredo é treinar bastante e amar o que faz. Sabíamos das dificuldades, mas, mesmo assim, não desanimamos e conseguimos superar. Quando começamos o torneio nem imaginávamos que chegaríamos no alto do pódio”, disse, após os gritos de comemoração e abraços efusivos da equipe.
Atrair o interesse pelo estudo das ciências, tecnologia e matemática, tanto no ensino fundamental quanto no médio, ampliando a criatividade, o raciocínio lógico e a capacidade de inovação é o objetivo da competição. O torneio foi realizado pelo SESI, em conjunto com os parceiros fundadores Lego, empresa dinamarquesa de brinquedos com forte atuação em sistemas de educação, e a organização americana First (For Inspiration and Recognition of Science and Technology). Esta foi a primeira edição nacional sob integral responsabilidade do SESI, após nove outras realizadas anteriormente no país.
“Queremos, com o torneio, despertar a vocação de cientistas e engenheiros, áreas em que o Brasil é carente e que são essenciais para a prática da inovação e o desenvolvimento tecnológico”, explica o diretor de Operações do SESI nacional, Marcos Tadeu de Siqueira. Para a gerente de Projetos Educacionais do SESI nacional, Mara Fernandes, o problema da inclusão escolar já está praticamente resolvido no país. “O desafio, hoje, é melhorar a qualidade da educação básica. E o Torneio de Robótica faz parte da estratégia de avançar nessa melhoria”, destaca.
O tema deste ano foi a Fúria da Natureza. Entre outros desafios, os estudantes tiveram de montar, programar e operar robôs para solucionar, em três partidas de até 2min30, problemas com desastres naturais, como avalanches, deslizamentos de terra, enchentes, tsunamis e tempestades. Outras etapas do torneio incluíram pesquisas sobre desastres naturais, o design do robô e o trabalho de equipe.
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