A Rede SESI Amazonas de Educação deu início ao ano letivo 2018, nesta segunda-feira (29), com a volta às aulas das Escolas SESI “Dr. Francisco Garcia”, no Distrito Industrial, e “Emina Barbosa Mustafa”, no bairro São José. Com as escolas dos municípios de Itacoatiara, Iranduba e Parintins, que retomam suas atividades no dia 5 de fevereiro, a Rede deve começar o ano com cerca de 3,5 mil alunos matriculados.
Na Creche SESI, que integra a escola do Distrito Industrial, o primeiro dia, sempre cheio de emoção, foi marcado por muita alegria na chegada e muito choro na saída, principalmente dos pais no momento da separação. Considerada uma das maiores e mais bem equipadas do Brasil, a creche do Serviço Social da Indústria, no Amazonas, recebe, em sua maioria, filhos e outros dependentes de trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM), além de crianças da comunidade.

Como acontece há quase dez anos, o SESI recebeu os alunos, nesta segunda-feira, com o projeto “Acolhendo com Alegria – um novo jeito de olhar a criança”, que proporciona aos filhos e pais um ambiente de tranquilidade, seguro e acolhedor, minimizando as dificuldades e os impactos da adaptação na escola, pelo menos nas três primeiras semanas, conforme a gerente da Escola, Maria Acilda Santos.
Para as crianças da creche, filhas dos trabalhadores do PIM, a jornada começa muito cedo, principalmente para aquelas que pegam as rotas das empresas, como é o caso de Gabriel, 2 anos, que veio acompanhado do pai, o operador de linha da Samsung, Giovanni Azevedo, 27 anos. Ele pega a condução às 5h30, no bairro Cidade de Deus, na zona Leste, para chegar às 6h na empresa, junto com outros trabalhadores e seus filhos, no Distrito Industrial, zona Sul. De lá, a criança segue, agora acompanhada de monitores da própria empresa, até a escola, onde chega normalmente às 6h30. “É a primeira vez que meu filho vem à escola, e não podia deixar de acompanhar esse percurso para dar uma força a ele. Espero que o SESI cuide bem do meu filho”, disse Giovani ao deixar o filho na escola.
Para muitos pais que vivem essa mesma rotina, há uma preocupação muito grande quanto à maneira como suas crianças estão sendo tratadas pelos transportadores e monitores no percurso casa-empresa-escola. A responsabilidade é grande, como atesta o motorista Jiliony Muniz, 32 anos, que transporta os filhos dos trabalhadores da empresa Siemens há pelo menos três anos.

“Transportar essas crianças é uma felicidade diária, mas tem que gostar, e eu gosto muito” disse Jiliony, que faz o primeiro contato com os pais e crianças, todos os dias, a partir das 5h15 da manhã, horário em que muitas delas vêm dormindo, e seguem assim até chegar à escola, o que não ocorre normalmente na volta, quando estão mais agitadas e exigem mais atenção, o que para ele já é normal.
Nesse processo de adaptação muitos se sentem acolhidos pela escola, em seu primeiro dia, como o bebê Ana Elisa, de 1 ano e 4 meses, que se adaptou rápido causando surpresa nos pais de primeira viagem, Pedro Pontes, 35, chefe de intendência da Marinha do Brasil, e a advogada Patrícia, 34.
“Pesquisamos muito para encontrar uma escola em que nos sentíssemos seguros para deixar nossa filha. Por conta das referências decidimos conhecer a Creche do SESI e nos encantamos com a estrutura e os profissionais”, ressalta Patrícia, que fez questão de mostrar a escola para a filha antes do início das atividades como uma espécie de apresentação para facilitar na sua adaptação.

Na escola, o tratamento é sempre especial para todos, não apenas para os pequenos, mas também para os pais, que muitas vezes precisam de uma atenção individualizada, como é o caso de Rafaela Figueiredo, 25, mãe de Eliza, 1 ano e 6 meses, pela primeira vez no SESI, que precisou acalmar o coração, nesse processo de adaptação da filha na creche.
“O ambiente é pensado para o desenvolvimento da criança, preparado com muito amor e carinho e com profissionais especializados para atender aos filhos e principalmente aos pais, que ficam aflitos ao deixar seus pequenos”, frisou a psicóloga da Creche SESI, Déborah Moreira.
De acordo com a pedagoga do maternal III da Escola Dr. Francisco Garcia, Jezidalva Gama, diferente dos outros anos, o SESI iniciou mais cedo o acolhimento diferenciado para os pais e crianças, tendo nesse primeiro dia um espaço especial para atender aos pais nesse processo de adaptação, no qual possibilitou conhecer mais as necessidades deles e das crianças, que em grande parte do tempo ficarão aos cuidados do SESI.
No “acolhimento com alegria”, a equipe de profissionais da Escola, formada por professoras, pedagoga, psicóloga, médica pediatra, enfermeira e nutricionista, contou com o reforço da Turma do Sesinho para receber a todos com muita festa, deixando pais e crianças mais tranquilos em seu primeiro dia de aula.
