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Campanha “Não desvie o olhar” em ação na Copa do Mundo

Coordenadora de projetos sociais do SESI, Silvane Almeida, fala sobre os procedimentos da campanha em Manaus
Coordenadora de projetos sociais do SESI, Silvane Almeida, fala sobre os procedimentos da campanha em Manaus

O Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas), em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) e Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) deu início, nesta terça-feira (10), em Manaus, à campanha de sensibilização “Não Desvie o Olhar”, de combate à exploração sexual de crianças e jovens durante a Copa do Mundo. A iniciativa, do Conselho Nacional do SESI e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), aconteceu simultaneamente nos aeroportos das 12 cidades-sede da Copa, com entrega de panfletos e orientações aos turistas.

Pelo menos 200 turistas foram abordados, durante a ação no desembarque do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na tarde de terça-feira, por cerca de 60 voluntários recrutados pelo SESI, Seas e Semasdh. A orientação dada é que o crime deve ser denunciado ou ao Conselho Tutelar ou ao Disque 100.

De acordo com a coordenadora de projetos sociais do SESI, Silvane Almeida, a campanha percorrerá os portos de Manaus e pontos de taxis, com orientações sobre como realizar as denúncias por ações suspeitas de exploração sexual, contando com as parcerias para que juntas consigam alcançar um número muito maior de pessoas que apoiem essa causa.

“A sociedade deve se mobilizar para combater a exploração sexual de criança e adolescentes. Não podemos aceitar que nossas crianças sejam violentadas dessa maneira”, disse Silvane.

A diretora do Departamento de Proteção Social e Especial da Semasdh, Gecilda Albano, disse que as ações de combate à exploração sexual de crianças, como essa, mostram aos turistas que Manaus está preparada para recebê-los, mas disposta a barrar toda e qualquer ação criminosa contra esse público alvo.

“Temos muitos problemas com trotes, o que dificulta o trabalho da secretaria, mas nada que nos impeça de realizar o nosso trabalho contra essa agressão. Pedimos que denuncie, disque 100, a ligação é gratuita, e a participação de todos é necessária”, disse Gecilda.

Além da exploração sexual de crianças e adolescentes, a campanha também denunciou o tráfico de pessoas, que movimenta, de acordo com  dados da Organização das Nações Unidas (ONU), movimenta mais de 32 bilhões de dólares por ano, o que torna essa atividade uma das mais lucrativas do mundo do crime.

Globalmente, 4,5 milhões são vítimas de tráfico para exploração sexual de acordo com pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT/2002). Desse total, 76% das vítimas são do sexo feminino e 26% são crianças e adolescentes.

 

Mobilização permanente

 

Ao serem abordados, os turistas mostraram interesse em saber mais sobre a campanha, mas também criticaram as mobilizações feitas apenas em megaeventos. O militar Hélio de Souza, que veio de Tefé, a 516 quilômetros de Manaus, disse que a ação é de extrema importância, mas que deve acontecer permanentemente, principalmente em locais onde o índice de exploração sexual de crianças e adolescentes é alto como em Manaus.

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