
“O racismo ainda está presente na sociedade brasileira e se manifesta de diversas formas, na escola, no trabalho e no dia a dia das pessoas”. O alerta é do professor de história, do SESI, Manuel Clóvis Braga, ao abordar o tema História e Significado da Consciência Negra, que constou da programação realizada ontem (29) na Unidade de Educação Básica de Jovens e Adultos (EJA), no Centro Integrado do Trabalhador Dolores Garcia, bairro da Alvorada, zona Centro-Oeste.
Para o professor, são 200 anos de luta contra o racismo, mas é preciso que todos estejam conscientes da gravidade dos problemas causados pela intolerância. Braga lembrou que o racismo é crime inafiançável, mas que existem crianças trabalhando como escravas e as pessoas de origem humilde são as mais humilhadas.
Ele disse que a programação desenvolvida na Unidade causa grande impacto passando informações técnicas aos alunos e que ajuda na conscientização do problema.
Cerca de 250 alunos do turno da noite da Unidade participaram da programação que teve por objetivo levar os alunos a refletir sobre o tema, além da percepção dos problemas causados pelo racismo.
A programação constou de exposição de cartazes e enquetes abordando os temas “Navios Negreiros” e “Preconceito Racial”.
O esquete sobre “Preconceito Racial”, com interpretação dos alunos do Ensino Médio, mostrou que o racismo atinge segmentos importantes da sociedade, como mercado de trabalho, escola e estádios de futebol.
De acordo com a narrativa do texto, uma das características marcantes do mercado brasileiro é a desigualdade de oportunidades entre os grupos étnicos, e que o negro é discriminado na busca por trabalho, e que na escola a relação estabelecida entre crianças brancas e negras numa sala de aula pode estabelecer o primeiro espaço de vivências das tensões raciais.

O esquete foi encerrado com a leitura do discurso “Eu tenho um sonho”, em inglês, português e libras, do pastor evangélico Martin Luther King (1929-1968), ativista norte-americano que lutou em defesa dos direitos sociais para negros e mulheres, combatendo o preconceito e o racismo, numa luta pacífica baseada no amor.
Na dramatização “Navios Negreiros”, alunos do Ensino Fundamental (5º ao 9º ano), mostraram as humilhações sofridas pelos escravos no porão do navio. No esquete alunos caracterizados de escravos são chicoteados e acorrentados e obrigados a trabalhar de forma humilhante.
A gerente da Unidade de Educação Básica de Jovens e Adultos, Cassandra Augusta, destacou a qualidade da programação, que possibilitou aos alunos o conhecimento de informações importantes sobre um tema muito evidente e discutido no País, além de possibilitar aos alunos o desenvolvimento de habilidades culturais.
Cassandra destacou ainda o trabalho dos professores na realização do evento. A Unidade de Educação de Base de Jovens e Adultos beneficia industriários e o público em geral nos turnos da tarde e noite com o Ensino Fundamental e Médio, por intermédio da metodologia SESIEDUCA, votada para atender às necessidades do trabalhador.
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