
Alunos do 8º e 9º ano da escola Emina Barbosa Mustafa, do Serviço Social da Indústria (SESI), tiveram ontem em uma só experiência aula de história, matemática, criptografia, computação, informática e design. A oportunidade ocorreu na Mostra Itinerante “Alan Turing: Legados para a computação e a humanidade”, na Arena do SESI, que prossegue até sexta-feira, 23, no Clube do Trabalhador do Amazonas – CTAM (Alameda Cosme Ferreira, 799- São José I), das 8h às 12h. A entrada é franca e também está disponível para os alunos da rede pública.
Alan Turing (1912 – 1954) foi, além de matemático, lógico, criptoanalista e um dos pioneiros da ciência da computação. Segundo o pedagogo do SESI, Sérgio de Oliveira, a mostra faz parte das comemorações pelo centenário de nascimento do cientista e tem como objetivo levar a toda sociedade, inclusive os alunos do SESI, a reflexão sobre o papel e impacto das transformações tecnológicas propiciadas pelas tecnologias de informação e comunicação, tendo como Turing um dos precursores da computação.
A realização da mostra é do Museu da UFRGS e do Instituto de Informática, juntamente como o Consulado Geral Britânico.
Além da exposição, que conta com painéis sobre a vida e legados de um dos pais da computação, a programação do 1º dia contou com palestra do pesquisador da UFRGS, Ivan Jorge Boesing, que explicou como o cientista britânico foi um dos primeiros a vislumbrar a possibilidade de as máquinas se tornarem inteligentes. “Turing criou um modelo matemático teórico para o computador universal, antes que os primeiros equipamentos desse tipo de fato existissem. O invento é conhecido como Máquina de Turing e serviu de base para a moderna computação”, relatou.
Além da contribuição acadêmica, Alan teve forte contribuição na Segunda Guerra Mundial com a criação da máquina Enigma. O ponto alto da palestra, assim como da mostra, é a apresentação de uma verdadeira máquina Enigma, utilizada pelos nazistas para se comunicar.
Boesing revelou ainda que Turing trabalhou de forma fundamental para que os aliados pudessem interpretar as mensagens criptografadas das máquinas Enigma.
“Adquirimos a máquina em parceria com o Ministério da Educação e nosso objetivo, além de resgatar a história, é fazer um incentivo a novas profissões aos alunos, inclusive com as capacitações que trouxemos”, disse.
A máquina e a mostra percorrem vários estados do Brasil, principalmente universidades.
A mostra está sendo realizada pela manhã, e pela tarde os alunos participam de oficinas de vídeo das categorias 2D, 3D, Spot Mudion, fotografia e luz, som, áudio e web, blog. Alunos ainda farão uma simulação das máquinas com LEGO.
O aluno do João Victor Babosa (13), do 8º ano, descobriu a possibilidade da criptografia e se encantou. “Todo esse conhecimento reforçou minha vontade de fazer um curso de informática do futuro”, disse.
O colega de classe, Samuel Baberlli (13) acrescentou sobre a importância histórica para a percepção do contexto atual. “Tudo hoje envolve tecnologia e nos esquecemos de conhecer onde tudo começou, neste caso sobre o início da computação”, falou.
CURIOSIDADE
Talvez poucos conheçam o nome de Turing, mas não há quem não reconheça a homenagem feita a ele pela marca Apple, de computadores. Ela é registrada por uma maçã mordida. Pois a imagem é em alusão à morte de Turing, envenenado por cianureto, mas ainda duvidosa quanto a assassinato ou suicídio. Ao lado do corpo, uma maçã mordida, que à época (1954) não fora analisada para concluir se estava com veneno.
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