
A um passo de completar a maioridade, a Mostra de Dança de Manaus, a Modama, veio com novidades em 2013. No último domingo (2), depois de mais de duas centenas de trabalhos coreográficos apresentados em três dias por cerca de 100 grupos da cidade, a edição de número 17 da mostra, que começou com a participação especial da bailarina clássica Giovanna Lamboglia, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, foi encerrada no ritmo das ruas.
Realizada pela Companhia Corpo em Movimento, em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Social do Comércio (Sesc), a Modama recebeu este ano a inscrição de mais de 250 trabalhos de grupos profissionais e amadores de Manaus e também do município de Itacoatiara. De acordo com a coordenadora da mostra, a coreógrafa Ana Mendes, pela primeira vez o evento teve atração de nível nacional. A bailarina Giovanna Lamboglia fez um solo do balé “Quebra Nozes”, adaptado pelo bailarino e coreógrafo Ronaldo Martins, do mesmo teatro carioca, convidado para ministrar duas oficinas durante a mostra.
Em meio à maior diversidade de estilos e grande variedade de gêneros de dança, a 17ª Modama reuniu, no Ginásio Domício Vellozo, no Clube do Trabalhador do Amazonas, na sexta-feira (31), cerca de 60 coreografias, na programação dedicada ao balé clássico e ao jazz; no sábado, o programa foi inteiramente dos grupos voltados à dança infantil, com mais de 40 trabalhos; e no domingo, foi a vez da dança de rua (street dance), dança étnica e folclórica e grupos da terceira idade, que reuniram cerca de 50 coreografias. Nos três dias, a mostra atraiu um público de 2.972 pessoas.
Segundo Ana Mendes, neste ano não houve aumento do número de grupos participantes, em compensação, houve maior preocupação dos grupos com a qualidade dos trabalhos, com o aperfeiçoamento técnico e com o acabamento das coreografias e figurinos. “É claro que ainda falta alguns grupos se adequarem ao regulamento, como por exemplo, no tempo de duração dos trabalhos que não pode exceder os 5 minutos, e aquele pessoal que quer inscrever várias coreografias com vários nomes de grupo. Mas, no geral, a maioria já entendeu a proposta da Modama”, diz a coordenadora.
Há 17 anos à frente da mostra, que fundou com a colaboração do radialista Eduardo Monteiro de Paula, Ana Mendes diz que a Modama amadureceu ao longo desse tempo graças ao amadurecimento da equipe, tanto da Companhia Corpo em Movimento, que ela dirige, quanto dos parceiros SESI e Sesc. “Depois de tanto tempo, as coisas não têm mais como sair erradas”, diz ela.
Entre os destaques da 17ª edição da Modama, Ana Mendes reconhece alguns nomes que construíram um trabalho sólido ao longo dos últimos anos em Manaus, como o coreógrafo Rodrigo Vieira, que assinou coreografias de forte impacto dramático para sua Companhia Arte 21. Já o Núcleo SESI de Dança, apresentou trecho do balé Lago dos Cisnes, adaptado pelas professoras Rafaela Nascimento e Sara Masulo para as alunas do SESI.
O público que acompanhou a Modama nos três dias teve à disposição uma feirinha montada no corredor central do Clube do SESI, com guloseimas, artesanato e roupa. Entre os estandes, chamava atenção o da loja Ballet & Cia, especializada em produtos para a prática do balé clássico. Segundo a comerciante Simone Folly, dona da loja, o que mais saiu nos três dias da mostra foram bijuterias e sapatilhas.
Oficinas
Durante a Modama, o bailarino e coreógrafo Ronaldo Martins, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, ministrou duas oficinas de balé clássico, uma destinada aos bailarinos do Companhia de Dança do Amazonas, do Teatro Amazonas, e a outra aberta à comunidade.
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