
O Brasil joga fora 40% dos produtos alimentícios que produz. Um brasileiro desperdiça, em média, 37 quilos de alimentos por ano. As informações foram dadas ontem (29) pela nutricionista do SESI, Evely Medeiros para participantes do 2º Encontro de Ideias “Café com Responsabilidade, promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI) para cerca de 60 pessoas entre representantes de empresas do Polo Industrial de Manaus(PIM), representantes de empresas da área de alimentação e colaboradores do SESI, no auditório do Comfort Hotel, Distrito Industrial
A sustentabilidade alimentar para a qualidade de vida dos trabalhadores da indústria foi o tema do encontro. De acordo com a nutricionista, a sustentabilidade alimentar é viável economicamente justa e socialmente
igualitária, e deve facilitar o acesso permanente de alimentação de qualidade, respeitando as diversidades ambientais, econômicas e culturais.
Ela disse que o Programa Cozinha Brasil orienta a população a consumir produtos de boa procedência e de forma integral, como talos, cascas, sementes e folhas que têm alto valor nutritivo e que geram redução de despesas.
Segundo a nutricionista, após os cursos, os participantes conseguem ter redução nos gastos alimentares de R$ 354,00 por ano, que podem ser investidos em outras áreas, como saúde, educação e pagamento de outras despesas.
Para Medeiros, o trabalhador bem alimentado produz mais, contribui para a redução das taxas de absenteísmo, obesidade e hipertensão na empresa, e passa a ter novo estilo de vida, além de conscientizar a família sobre alimentaç
ão saudável.
Em 2010, os cursos de reeducação alimentar do programa Cozinha Brasil beneficiaram 25 mil alunos, entre merendeiras, pessoas da comunidade, profissionais que manipulam alimentos, que receberam orientação de como utilizar alimentos na forma natural, como, verduras, legumes e frutas e produtos de baixo teor de gordura (peixes e carnes magras), além de cuidados com a higienização e conservação.

A nutricionista do SESI/São Paulo, Silvana Sanvito, apresentou o “Programa Alimente-se Bem – A ideia que deu certo”, desenvolvido no Estado desde 2000, e que já beneficiou cerca de um milhão de pessoas em 284 municípios paulistas.
Silvana Sanvito disse que o programa agrega valores na culinária do trabalhador brasileiro com custo menor. Disse que o programa gera renda para as pessoas que, após o curso, utilizam as receitas do curso para produzir e comercializar produtos.
De acordo com Silvana, o programa mudou o estilo de vida das pessoas que começaram a consumir o alimento como um todo e a entender à diversidade dos alimentos, melhorando a alimentação.
Para a nutricionista, o programa agrega valor orientando as pessoas, principalmente de baixa renda, como ter alimentação saudável, com qualidade de vida, ressaltando que o “Alimente-se bem” não tem a pretensão de acabar com a fome no mundo, e que pode ser utilizado por todas as camadas sociais.
O diretor da Sameka Modas Ltda, Samir Nakadi, abordou o tema Boas práticas em alimentação saudável. Samir disse que a empresa Sameka Modas – indústria têxtil do município de Birigui (SP) -, adotou o Alimente-se Bem em 2004. “Hoje os resultados refletem na melhoria da qualidade de vida dos funcionários e na maior produtividade”, disse.

Ele disse que todos os colaboradores da empresas passam pelos cursos do “Alimente-se Bem” e que repassam as informações para os familiares e amigos.
Segundo o diretor da Birigui, a empresa complementa a alimentação dos colaboradores, servindo uma salada verde, tornando o alimento nutritivo e saboroso. Para o diretor da empresas, as informações que o colaborador recebe no curso e na empresas são fundamentais para que possa utilizar uma alimentação balanceada.
De acordo com o diretor da Sameka, a cidade de Birigui concentra o maior polo de produção de calçados infantis do Brasil e beneficia 15 mil trabalhadores com o programa Alimente-se Bem.
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