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Unir educação e trabalho é saída para melhorar a vida dos jovens latino-americano

Presidente da Colômbia afirma, na abertura do WorldSkills Americas, que ensino técnico

pode ajudar jovens da região a enfrentara concorrência do mundo globalizado

 

 

Hoje, em Bogotá,  186 jovens de 17 países começam uma maratona de provas que escolherá os melhores profissionais técnicos do continente americano. Eles participam da terceira edição do

WorldSkills Americas, que ocorre na capital da Colômbia até o próximo sábado, 6 de abril. A competição, que espera receber 40 mil visitantes,  ajudará a elevar a educação profissional a um novo patamar na Colômbia.

 

O presidente do país, Juan Manuel Santos, destacou, nesta segunda-feira, 1º de abril, na abertura do torneio, que a união entre trabalho e educação é uma saída para que os povos encontrem a equidade e a justiça social.  Ele disse acreditar que  a formação profissional pode reduzir as taxas de desemprego registradas nos países latino-americanos. Para os jovens, é uma alternativa de preparação para enfrentar a concorrência do mundo globalizado. “Nossa meta é chegar a 2025 como o país mais bem educado da América Latina. A educação técnica faz parte desse desafio”, afirmou Santos.

 

O WorldSkills Américas integra o esforço internacional de avaliação da educação técnica. Além do torneio intercontinental, os 17 países que participam da competição promovem disputas nacionais. No Brasil,  é chamada de Olimpíada do Conhecimento, organizada a cada dois anos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Esses concursos, cujas provas desafiam os competidores a realizar tarefas do dia a dia do trabalho nas empresas, avaliam competências profissionais e pessoais dos jovens e ajudam a melhorar a qualidade da educação profissional no mundo.

Nas duas primeiras edições do WorldSkills Americas, realizadas no Rio de Janeiro, em 2010, e em São Paulo, em 2012, o Brasil conquistou o maior número de medalhas entre os países que disputavam o torneio. Em São Paulo, foram 26 ouros, quatro pratas e três bronzes. Este ano, o Brasil  participa da competição com 34 estudantes de cursos técnicos e de aprendizagem profissional. Eles disputam medalhas em 31 ocupações profissionais. Conheça quem são os competidores brasileiros:

Alvenaria

Ariel Bertoluci

Cabeleireiro

Juliana Almeida Bezerra

CAD

Gabriel de Castro Freitas

Confecção de roupas

Mariana Mariah Vieira de Freitas

Confeitaria

Luiz Gustavo Brant

Cozinha

Poliana Aparecida do Nascimento

Design Gráfico

Paulo Henrique Castro Pereira

Desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis

Guilherme Lima Hernandez Rincão e Micael Brito de Jesus

DryWall

Rudimar Braga dos Santos

Eletricidade industrial

Caique Ferreira de Faria

Eletricidade predial

Leandro Figueiredo Oliveira

Eletrônica

Mauri Saraiva dos Santos

Enfermagem

Rita de Cassia Rocha Agliardi

Fresagem CNC

Henrique da Silva Santana

Fresagem

Wesley Silvestre dos Santos

Instalação hidráulica

Pablo Facchin

Instalação e manutenção de PC

Edson Geovani dos Santos

Marcenaria

Selimar Dias dos Santos Filho

Mecânica de auto

Mateus Zitkoski

Mecatrônica

Diego Basso e Mateus Gaspary de Freitas

Polimecânica

Alexandre Sampaio Luz

Refrigeração

Gabriel de Souza Cardoso

Revestimento cerâmico

Junior Renato Ferreira

Robótica

Carlos Adriano Vieira e Victor Gabriel Veríssimo Brandão

Serviço de restaurante

Anderson Fonseca de Almeida

Soluções em tecnologia da informação

Eliza Thais Neves Amâncio

Soldagem

Rafael Wenderson Moais Pereira

Tecnologia da moda

Isadora Micaela Guercovich

Tornearia

Marcio Venâncio Aurélio Caetano

Tornearia CNC

José Augusto Costa Ferreira

Web Design

Mateus Paulino da Silva Santos

 

AVALIAÇÃO – Responsável por receber a competição que, pela primeira vez tem sede fora do Brasil, a presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem (SENA), Gina Parody, classifica essa mobilização não apenas como um grande torneio, mas também como um caminho para se alcançar excelência. “Há muito por trás disso. Estarmos aqui é uma maneira rápida de elevar a qualidade do que desenvolvemos em nossas instituições”, disse. Segundo ela, o desafio assumido pela Colômbia, ao sediar a WorldSkills Américas, é o de mostrar aos jovens que ser um técnico vale a pena. “Com mais técnicos e tecnólogos, teremos uma saída mais rápida para reduzir as taxas de desemprego”.

Durante a cerimônia de abertura da competição, O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, lembrou que os desafios nas Américas para a educação são muitos e que os envolvidos no campeonato são responsáveis em mudar esse cenário. “Vocês, competidores, representam a excelência da educação profissional nas Américas. Vocês inspiram os jovens de seus países a valorizar a educação profissional como opção de carreira e de caminho de vida”.

O presidente do WorldSkills International – a entidade mundial que coordena a iniciativa nos diversos países – recomendou aos participantes que levassem da experiência da competição para seus países e ajudassem a melhorar a educação profissional no mundo.


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