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Competidor de marcenaria revela “estratégia” para a Olimpíada

Aluno do SENAI Amazonas diz ter desenvolvido três estratégias para vencer adversários na competição. Curso atende exigências do mercado de trabalho

Alan Moreira acompanha o aprendizado profissional de Joel
Alan Moreira acompanha o aprendizado profissional de Joel

O aluno Joel Oliveira, de 20 anos, um dos competidores do SENAI Amazonas na Olimpíada do Conhecimento 2014, desenvolveu pelo menos três estratégias que, segundo ele, vão fazer a diferença na ocupação marcenaria de móveis, na qual terá 11 concorrentes na competição. Uma das estratégias é dar prioridade, ao começar os trabalhos, às peças de maior complexidade de fabricação, como portas e gavetas. Joel será um dos 13 alunos da delegação do Amazonas na 8ª edição do evento, que será realizado de 3 a 6 de setembro em Belo Horizonte (MG).

Sem revelar as outras estratégias – “para não entregar o ouro aos concorrentes”, Joel vem dedicando em média 8 horas diárias aos preparativos para a competição. Ele estuda marcenaria de móveis na Escola SENAI Demóstenes Travessa, localizada no bairro Distrito Industrial, na zona Sul de Manaus, unidade voltada basicamente para a construção civil.

“Não estou preocupado com a quantidade de competidores que vão participar em marcenaria, pois meu foco está no aperfeiçoamento do que já aprendi no SENAI. Darei o meu melhor na Olimpíada, mostrando meu controle pessoal e técnica profissional na execução dos projetos”, disse.

Para Joel, participar de um evento onde os melhores alunos do SENAI estarão reunidos é sua principal conquista desde que ingressou na instituição há três anos. O competidor refere-se ao SENAI como se fosse uma segunda mãe, onde encontrou além da formação profissional, educação e esperança num futuro melhor.

“Todos falam que educação vem de casa, mas para mim, ela veio do SENAI. Aqui tive todas as oportunidades que jamais poderia ter se tivesse nos canteiros de obra, local que conheço desde os 14 anos. Na construção civil aprendi muita coisa, inclusive maus hábitos dos ‘peões’. Por um lado foi bom, pois tive meu emprego de auxiliar de pintor até os 18 anos e depois resolvi estudar e entrar no SENAI”, conta o aluno.

Crescimento profissional

 

No decorrer desses três anos de SENAI, Joel se qualificou em vários segmentos produtivos da indústria da construção civil, passando pelos cursos de pintor de obras, eletricista, gestão industrial e marcenaria. No aprendizado de marcenaria, o instrutor Alan Moreira acompanha o crescimento profissional do competidor, execução das tarefas, habilidades e tomada de decisões.

Alan lembra que as atividades do marceneiro estão em transformação, pois com as mudanças tecnológicas da indústria de móveis, o mercado passou exigir cada vez mais do profissional, além das habilidades manuais, na utilização de instrumentos e ferramentas de corte, perfuração, medição, entalho, ajuste e fixação.

“Hoje o marceneiro precisa saber utilizar softwares que são aplicados em máquinas de Comando Numérico Computadorizado (CNC), pois a indústria visa precisão das medidas, otimização de tempo e redução de custo, resultados que só podem ser obtidos com a tecnologia das máquinas a CNC”, explica o instrutor do SENAI.

A demanda é grande por esse novo profissional, como atesta o ex-aluno Adriano Frois, 22, que já atua na indústria de marcenaria de Manaus. Há mais de um ano, Adriano trabalha numa fábrica de móveis planejados e é um dos poucos trabalhadores que possuem a qualificação para operar máquina a CNC na indústria moveleira local. Adriano foi competidor da Olimpíada do Conhecimento de 2012, em São Paulo e diz que, desde o seu retorno, as oportunidades de emprego aumentaram significativamente para ele.

“Não tenho dúvidas de que estou bem empregado hoje por conta de tudo que aprendi no SENAI. Umas das maiores oportunidade que tive na minha vida foi poder participar da Olimpíada do Conhecimento em São Paulo, pois tive uma noção do padrão profissional em marcenaria pelo Brasil a fora”, disse Frois.

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