
A comemoração dos 60 anos do SENAI no Amazonas, completados neste sábado, dia 16, ganhou sessão especial na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta quinta-feira (14) com a presença de gestores, instrutores e alunos da instituição. A homenagem foi marcada por discursos emocionados e a entrega de placas de honra ao mérito ao diretor regional do SENAI, Rogério Azevedo.
Fundado em 16 de dezembro de 1957, com a inauguração da Escola de Aprendizagem de Manaus, o SENAI teve a sua trajetória nos primeiros anos ligada a essa unidade, mais tarde rebatizada de Escola SENAI Waldemiro Lustoza, localizada no bairro Cachoeirinha. Ali, funcionam atualmente pelo menos 40 cursos das áreas de metalmecânica, automotiva, soldagem e plástico.
Autora do projeto da homenagem, a vereadora Therezinha Ruiz, presidente da comissão de Educação da CMM, disse que a sessão foi uma forma de agradecer ao SENAI pela maturidade com que sempre realizou o trabalho de formação profissional no Estado. “Quero fazer um reconhecimento a cada profissional que ajudou a construir essa história de sucesso em nosso Estado”, disse a vereadora.
O secretário de Estado do Trabalho, Dallas Filho, convidado a compor a mesa, disse que a homenagem aos 60 anos do SENAI Amazonas representa um momento histórico porque reconhece a importância da instituição na formação e qualificação de mão de obra para as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Ele disse que, desde que assumiu a Setrab, há dois meses, vem conversando com diretores de grandes empresas do PIM, em busca de parcerias para resolver o grave desemprego que já atinge 215 mil pessoas só em Manaus, e, nessas conversas, segundo ele, tem percebido o quanto a indústria reconhece a qualidade do trabalhador egresso do SENAI.
Outro convidado a compor a mesa da solenidade, o padre Valdecir Molinari, da Paróquia São Geraldo, disse que, além da admiração pelo trabalho desenvolvido pelo SENAI, ele queria expressar gratidão por ter a instituição compreendido o difícil trabalho de sua paróquia no acolhimento aos migrantes haitianos que chegam a Manaus. “Os gestores do SENAI tiveram a sensibilidade para abrir as portas para profissionalizar, capacitar e dar mais dignidade a esses migrantes, num gesto de solidariedade e compaixão”, disse.

Ao encerrar a homenagem, o diretor regional do SENAI, Rogério Pereira, disse que a história do SENAI se confunde com a história da industrialização, não só do Amazonas, mas do país como um todo.
“O SENAI foi criado pela indústria para enfrentar os desafios que surgiam a partir do processo da industrialização brasileira, isso lá pela década de 1940 e 1950. Desde então, o primeiro sentido da nossa existência está voltada ao desenvolvimento e competitividade da indústria brasileira”, afirmou o diretor.
Segundo Rogério, tradicionalmente o SENAI foi criado para trabalhar com a educação profissional, mas agora está à frente também de outros desafios, tanto no que diz respeito às novas tecnologias quanto à inovação.
Além dessas vertentes voltadas exclusivamente para a indústria, o SENAI, disse ele, realiza um trabalho de ação social que tem modificado a vida de milhares de pessoas nesses 60 anos. Rogério citou o trabalho desenvolvido pelos barcos-escolas Samaúma I e II, e as ações por meio do Programa SENAI de Ações Inclusivas, que na última terça-feira (12) recebeu o Prêmio Ser Humano, na categoria Gestão de Pessoas – Sustentabilidade. Desde que o programa foi criado, em 2001, o SENAI Amazonas atendeu cerca de 4.500 pessoas, e, nos últimos cinco anos, foram 322 pessoas com deficiência, 883 migrantes haitianos, 53 indígenas e 287 idosos.
A homenagem ao SENAI, que contou com apresentação de um coral de servidores da Câmara Municipal, além da Camerata de Violão do Centro de Artes Cláudio Santoro, foi encerrada com a entrega de diplomas de Honra ao Mérito para os gerentes das quatro escolas SENAI de Manaus, entre outros gestores.




