Encontro em Brasília terá como tema cooperação nas áreas de educação profissional.
Nos últimos quatro anos, entidade triplicou número de projetos no exterior voltados a essa área
O Briefing Diplomático – que tem sua segunda edição – faz parte de um esforço da CNI para se aproximar diretamente com as representações de outros países no Brasil. A primeira edição, realizada em junho deste ano, teve como tema infraestrutura. A escolha do tema sobre educação profissional e tecnologia foi definida pelos próprios diplomatas.
INTERESSE – O interesse pelo tema da educação se explica pelo fortalecimento do SENAI como ator da cooperação internacional brasileira. Nos últimos quatro anos, a instituição triplicou o número de parcerias internacionais. Saiu de 22 em 2010 para 68 em 2014, quando os valores chegaram a R$ 154 milhões, e as ações, a todos os continentes.
Entre as ações de maior destaque está a construção de nove centros de formação profissional em outros países. O mais novo deles será inaugurado em dezembro em Lima (Peru). Os outros têm sede na Guatemala, Jamaica, Paraguai, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Timor-Leste. A atuação dessas unidades é sempre ligada a educação profissional, inovação ou tecnologia. O SENAI, em conjunto com equipes locais, define o escopo técnico (formato e equipamentos) e o perfil da equipe que ficará responsável pelas unidades. Depois disso, os próprios países mantêm o funcionamento.
Além dessa cooperação, o SENAI também vem estabelecendo parcerias com países desenvolvidos – foram 25 entre 2010 e 2014. Segundo o gerente executivo de Relações Internacionais do SENAI, Frederico Lamego, essa é uma forma de manter-se atualizado em relação à tecnologia. A entidade recorreu, por exemplo, ao Instituto Fraunhofer, da Alemanha, apoio na elaboração dos planos de negócios para a gestão da rede de 26 Institutos de Inovação e Tecnologia. Trata-se de um conjunto de unidades do SENAI voltada à pesquisa aplicada e inovação para que empresas de grande, médio e pequeno porte transformem suas ideias em produtos e processos inovadores.
“Buscamos tecnologia em países mais desenvolvidos e a repassamos a empresas brasileiras aqui ou no exterior, por meio da formação de profissionais e da prestação de assessoria e de serviços técnicos e tecnológicos”, afirma.
Graças a essa experiência – diz ele – o SENAI passou a atender também empresas brasileiras no exterior. Atualmente, das 21 indústrias nacionais com atuação na África e na América Latina, 11 já receberam ou estão negociando algum tipo de apoio técnico do SENAI no exterior.
Veja abaixo algumas experiências do SENAI:
Centros de formação
O Centro de Formação Profissional Angola-Brasil, na cidade de Cazenga, apoiou a reconstrução nacional do país africano com formação e reciclagem de trabalhadores desmobilizados em função da guerra civil que perdurou por mais de 40 anos. De 1999 a 2006, mais de 3.000 angolanos foram formados pelo Centro.
Primeiro projeto iniciado em Timor-Leste pelo governo brasileiro, a criação do Centro de Promoção Social, Formação Profissional e Desenvolvimento Empresarial de Becora contou com a participação do SENAI que capacitou profissionais nas áreas de construção civil, marcenaria, costura industrial, hidráulica, eletricidade, panificação e informática. O Centro foi erguido nas antigas instalações de uma antiga escola que, nos anos de conflito, havia sido destruída. O trabalho de recuperação desse espaço serviu como parte do treinamento dos alunos. De 2002 até hoje, 1,6 mil pessoas concluíram os cursos oferecidos pelo Centro.
Cooperação triangular
A primeira experiência com esse tipo cooperação envolveu Brasil (por meio do SENAI), Alemanha e Peru na construção do Centro de Tecnologias Ambientais Brasil-Peru, localizado em Lima, a ser inaugurado em dezembro de 2014. A unidade – ligada ao governo nacional – oferecerá formação para profissionais e desenvolvimento de tecnologias nas áreas de água e saneamento, eficiência energética e mecanismos de desenvolvimento limpo e, dessa forma, apoiará o país andino a seguir o que determina o Protocolo de Quioto. Firmada em agosto de 2010, a parceria no valor de R$ 8 milhões, pretende atender os setores produtivos e, em especial, a indústria local.
Empresas brasileiras no exterior
Em novembro de 2013, o SENAI assinou contrato com a Biocom. A joint venture do setor sucroalcooleiro e bioenergético, da qual a Odebrecht faz parte, tem sede cidade de Cacuso, em Angola. Em 2013 e 2014, 770 angolanos foram capacitados nas ocupações de operador de processo da indústria sucroalcooleira e bioenergética, analista de laboratório industrial, mecânico e eletricista industrial, soldador, caldeireiro e segurança no trabalho, dentre outras. Os cursos de curta e média duração foram executados pelo SENAI da cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. A região é um importante polo sucroalcooleiro e bioenergético brasileiro. Nos últimos dois anos, qualificou mais de 6 mil pessoas para o setor. Em 2010, um grupo de 60 angolanos, que também trabalham na Odebrecht em Angola, recebeu treinamento em Mato Grosso do Sul.
SERVIÇO
Encontro de representantes do SENAI com embaixadores sobre educação profissional
Data: quinta-feira, 27/11/2014
Horário: 9h
Local: Sede da CNI, no Salão de eventos do 2º subsolo
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