A preparação de mão de obra para o polo de duas rodas no Polo Industrial de Manaus, pelo SENAI Amazonas, ganhou reforço em 29 de janeiro, com a doação de cinco motocicletas de 660, 250 e 150 cilindradas pela Yamaha Motor da Amazônia. Os veículos também vão fazer parte dos kits didáticos utilizados nos cursos de mecânica de motos dos barcos-escolas Samaúma e Samaúma II, a partir deste ano.
Ao repassar as motos ao diretor regional do SENAI, Aldemurpe Barros, o diretor executivo da planta da Yamaha em Manaus, Seijiro Teramae, lembrou a parceria industrial em nível nacional entre as duas instituições e disse que a doação tem dois objetivos: a preparação do profissional para o polo de duas rodas suprindo a demanda por trabalhadores da fábrica, concessionárias e municípios distantes de Manaus, e ampliar o conhecimento do mercado e clientes sobre motos, motores e equipamentos Yamaha.
Aldemurpe Barros destacou que a iniciativa de doação é uma prática constante da Yamaha, que vem contribuindo ao longo dos anos com a capacitação de profissionais no interior do Estado, bem como na capital. “As motos doadas têm fins didáticos que atendem a finalidade de apresentar as ferramentas que os alunos vão passar a conhecer no curso profissionalizante, preparando-os para o mercado de trabalho”, explica.
O diretor lembrou que as ações descentralizadas do ensino/aprendizagem disseminado pelo SENAI, por meio do Samaúma, abrangem quase toda a região Norte, sabendo que o barco-escola já aportou em municípios de seis dos sete Estados que compõem o Norte do Brasil.
“Nos municípios da região Norte, motos são transporte de massa e a circulação deste veículo vem crescendo nas cidades interioranas, daí a importância da formação de mecânicos para atender este mercado em expansão”, disse Aldemurpe.
Na avaliação do diretor executivo da Yamaha, a aproximação da empresa com o SENAI é gratificante, pois passa a ajudar diretamente na formação de novos trabalhadores e a contribuir com a sociedade como um todo. Teramae ressaltou o interesse da Yamaha em ampliar a parceria com a instituição, visando a participação efetiva no desenvolvimento e crescimento do Amazonas e do Brasil.
“O japonês possui uma organização sequencial voltada à tecnologia, porém é receoso em momentos de mudança, já o brasileiro é rápido em sua produção e corajoso em suas decisões. Somos povos de culturas diferentes e podemos aprender um com o outro para aprimorar o que temos de melhor”, disse Seijiro Teramae.

