
A 3ª edição da Feira de Projetos dos alunos de aprendizagem da Escola SENAI Antônio Simões reuniu grande número de visitantes e estudantes de outras instituições na última terça-feira (21), no hall da unidade, localizada na Avenida Rodrigo Otávio, 2394, Distrito Industrial.
Foram 36 trabalhos de conclusão de curso, expostos por mais de 200 alunos das turmas de aprendizagem de auxiliar administrativo, assistente administrativo industrial, instalador eletroeletrônico, manutenção de computadores e periféricos, e operador de linha de montagem.
Desde a ideia, levantamento das necessidades até a conclusão, os projetos foram desenvolvidos nas salas e laboratórios do SENAI com acompanhamento e supervisão dos instrutores e técnicos da instituição.
“Nesta Feira temos a oportunidade de mostrar a qualidade do ensino realizado nos cursos de aprendizagem industrial, expondo a materialização do conhecimento adquirido pelos jovens aprendizes da Escola SENAI Antônio Simões”, diz a coordenadora da III Feipro, pedagoga Maria do Carmo Teixeira.
Segundo a pedagoga, com a importância mundial da preservação do meio ambiente, assunto tratado nas disciplinas transversais dos cursos do SENAI, ganhou a atenção de nove dos 36 projetos. Os temas sobre qualidade de vida, saúde e segurança do trabalhador e estudante também despertaram interesses dos alunos que projetaram sete trabalhos nestas áreas.
“Essa é mais uma demonstração que a influência do SENAI vai além de sua missão, capacitando não só profissionais qualificados para o mercado de trabalho, mas também formando cidadãos conscientes de sua responsabilidade com o meio ambiente e o ser humano”, avalia Maria do Carmo.

Na busca pela facilidade de disponibilizar as informações no mundo digital, os alunos do curso de Auxiliar Administrativo lançaram os projetos do Museu Virtual do SENAI, resgatando as origens com tecnologia e a Implantação de uma biblioteca digital no Centro Cultural dos Povos da Amazônia.
“Identificamos que quase todos os jovens não gostam de ir ao museu para conhecer mais da história do homem, cultura, religião e outros aspectos da região. Pensando nesta perda do interesse, inovamos com a proposta de viabilizar o Museu Virtual do SENAI, regatando fotografias, objetos e um pouco da história desta instituição para ser disponibilizado e acessível aos alunos internautas e qualquer pessoa”, explica a aluna Bianca Corrêa.
Para ativar o funcionamento da biblioteca do Centro Cultural Povos da Amazônia, cinco alunos promoveram uma pesquisa para implantar um espaço de leitura nesta biblioteca que atualmente encontra-se fechada.
“Há uma enorme carência de espaços para pesquisas escolares na Zona Sul de Manaus, porém a ausência de local não é o único problema, falta inclusive estrutura para acomodar acervos e profissionais para manter os livros. Por isso, sugerimos a implantação de uma biblioteca moderna, aderindo às novas tecnologias digitais”, vislumbra a aluna Jordana dos Santos, lembrando que a biblioteca do Centro Cultural Povos da Amazônia está desativada e seria o espaço ideal para acomodar computadores e toda uma infraestrutura tecnológica para que o usuário faça pesquisas e leituras.
Para o instrutor Marcos Rogério, a idéia da biblioteca digital é um incentivo à educação, acessibilidade aos conhecimentos, bem como mais uma ferramenta que gera interesse do aluno na busca pela informação.
A proposta de criar um Núcleo Permanente da Cultura Amazonense no SENAI foi apresentada por oito alunos que valorizam as produções culturais do Amazonas. Segundo o aluno Herbert Medeiros, a instituição pode ser um agente formador de opinião ao disponibilizar em seus espaços e cursos a devida importância da cultura amazonense.
“O hall da escola é o local ideal para divulgarmos a nossa cultura, além de poder aproveitar os próprios cursos para disseminarmos o que a população do norte tem de bom, como por exemplo, incluir receitas regionais nos cursos de alimentos”, conclui Herbert.
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