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Retomada lenta

9 DE MAIO DE 2017

 O aumento do desemprego, o endividamento elevado da população e a escassez das linhas de crédito atrapalham a retomada da produção no Brasil como um todo e do Polo Industrial da Zona Franca de Manaus, em particular. A persistência dos fatores conjunturais que impedem um melhor dinamismo da indústria e da economia está patente nos dados divulgados pelo IBGE, haja vista o resultado da produção industrial brasileira que retornou ao patamar de dezembro de 2008, operando 20,8% abaixo do ponto mais elevado registrado em junho de 2013.

Se por um lado, no primeiro trimestre deste ano a produção industrial brasileira avançou 0,6% em comparação com o mesmo período de 2016, por outro, não altera o desempenho negativo do ano, acumulando perda de 2,1% na produção. Esta perda de produção em nível nacional também se revela na indústria do PIM, mostrando alto grau de ociosidade, provocado principalmente pela queda constante da demanda, do crescimento do desemprego e da redução da capacidade monetária da população.

Isto é perfeitamente explicável, porque o grau de confiança nas medidas que estão sendo viabilizadas ainda é muito baixo. O povo não consome por se sentir vulnerável na manutenção do emprego. O empreendedor não arrisca em investir, com receio do insucesso na produção, venda e retorno do dinheiro empregado.

Para que a indústria possa esboçar uma reação mais substancial é imperativo modernizar a legislação que regula as relações do trabalho, dando segurança jurídica aos empreendedores e simplificando regras tributárias, retirando entraves ao funcionamento das empresas e à contratação de mão de obra.

A diminuição dos litígios trabalhistas é um dos componentes que podem impulsionar uma relação mais dinâmica e amistosa entre patrões e empregados, espantando a recessão e criando maiores chances de criação de empregos.

Para interromper esse processo de deterioração da economia, necessita-se impedir o avanço dessa bola de neve de percalços, criando algo novo que vença a inércia política e econômica que atravessamos no país. Muitos empresários estão à espera de cenário mais favorável para voltar a investir, mas é preciso criar condições para que sejam renegociadas as dívidas financeiras, afim de que possam regularizar seus compromissos fiscais e trabalhistas.

O acesso às linhas de financiamento é essencial para a manutenção da operação regular das empresas, as más condições de financiamento, como custo e prazo, são empecilhos quase intransponíveis para o desenvolvimento dos negócios e expansão das empresas. Para complicar ainda mais a conjuntura atual, temos a turbulência política, em nível nacional e local. São situações que em nada contribuem para melhorar o ambiente de negócios, entretanto, precisam ser enfrentadas com trabalho e planejamento. Devemos, portanto, ficar mais vigilantes ainda, para que os adversários do Projeto Zona Franca de Manaus não se aproveitem da oportunidade para desferir novos ataques ao modelo.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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