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Resultados preocupantes

2 DE SETEMBRO DE 2014

 A indústria é um setor indispensável ao desenvolvimento consistente do Brasil e, sem ele, o crescimento fica comprometido. Prova disso, foi o resultado apurado do PIB brasileiro do segundo trimestre deste ano, de menos 0,6% em relação ao primeiro, ficando em R$ 1,27 trilhão, conforme dados divulgados pelo IBGE na última sexta-feira. A indústria teve uma queda de (-) 1,5% na sua participação e o setor serviços de (-) 0,5%, crescendo apenas o setor agropecuário, com parcos 0,2%.

Muito embora o PIB tenha avançado 0,5% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado e acumule uma alta de 1,4% em 12 meses até junho, se a comparação for feita do segundo trimestre de 2014 com o segundo trimestre de 2013, a queda se acentua, indo para (-) 0,9%, com a indústria recuando 3,4%, a agropecuária sem crescimento (0)% e serviços crescendo apenas 0,2%.

Inegavelmente, a indústria brasileira tem se atrofiado por uma conjugação de fatores que provoca a desindustrialização, são os juros elevados, a falta de investimentos, câmbio sobrevalorizado e exagerada abertura comercial que provocam resultados pífios para a economia de um país como o Brasil. Entre o primeiro trimestre de 2011 e o primeiro de 2014 os investimentos encolheram, passando de 19,5% para 17,7% do PIB. A crescente perda de competitividade internacional da indústria brasileira é resultante dessa combinação de fatores, facilmente demonstrada ao considerarmos que a participação das exportações de produtos industriais caiu entre 1995 e 2013, de 56,2% para 39,3%. A participação da produção manufaturada no PIB brasileiro em 2012 foi de apenas 13,3%. Seja qual for o (a) presidente eleito (a), o maior desafio será restaurar essa competitividade que começou a se degradar no fim da década de 1990.

Na Zona Franca de Manaus, estamos também enfrentando resultados insatisfatórios, o faturamento do Polo Industrial, em dólar, no segundo trimestre deste ano em comparação com o primeiro, caiu 2,23% e em relação ao mesmo período de 2013 ficou 8,04% menor. Comparando-se o primeiro semestre de 2014 frente ao mesmo período do ano passado recuou 2,5%. As exportações do PIM que não são tão expressivas, no segundo trimestre cresceram 17,8% em relação ao primeiro, mas comparando-se com o mesmo período de 2013, encolheram 0,68%. A mão de obra sentiu também os efeitos desses fracos resultados, apresentando uma redução no emprego de 5,92%.  São reflexos preocupantes de deterioração da participação da indústria no processo de crescimento econômico do Brasil, provocando uma estagnação da produção em todo o País e que resulta no recuo do crescimento do PIB. Infelizmente nós na ZFM não estamos imunes a esses fatores e precisamos mais do que nunca trabalhar para superá-los.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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