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Resgatar a indústria

4 DE ABRIL DE 2017

 Desde os anos 80 alguns economistas acham que a abertura da economia sem restrições, expondo a indústria aos ventos benfazejos da globalização, é a forma adequada para crescer em competitividade e qualidade no mercado.

Entretanto, os ventos da globalização nem sempre sopram favoráveis a uma economia emergente. Na realidade, as dificuldades se multiplicam, os concorrentes ficam de olho tanto no mercado interno do Brasil, quanto na sua participação no mercado externo. Procuram sempre impedir sua progressão, preocupados em não perder posições conquistadas e continuar penetrando em novos mercados.

Todos concordam, entretanto, que para o Brasil avançar, é preciso renovar e inovar as formas de financiamento, de incentivos e as estratégias de proteção. Todas as nações protegem sua indústria, inclusive a americana que tem uma longa trajetória protecionista, agora mais intensificada com a administração Trump.

Para o resgate da participação da indústria brasileira no PIB, necessitamos manter uma articulação planejada entre empresas públicas e empresas privadas, mobilizando capacidade de coordenação, planejamento e indução do Estado.

A ação estatal deve priorizar os investimentos em infraestrutura, como plataformas apoiadoras das empresas industriais preparadas para a refrega da concorrência global.

Os bancos devem abastecer o crédito com condições adequadas de custo e prazo para os setores escolhidos, que demonstrarem maior competitividade na estratégia da política industrial planejada.

É necessário estabelecer o circuito virtuoso do financiamento para o investimento, deste para a produção, desta para o mercado interno e a exportação, e destes para o lucro.

Nesse cenário o comércio exterior tem uma participação importante para impulsionar o crescimento e modernização da indústria brasileira. Isso não é utopia, desde que haja planejamento estratégico com comprometimento de todos os agentes, públicos e privados, engajados num objetivo comum em que exista sinceridade de propósito.

A manufatura pode não ser o carro chefe da economia, o setor agrícola e o de serviços talvez estejam à frente, entretanto, a indústria mostra sua importância.

Quando se fecham fábricas, fecham-se centros comerciais, consultórios, escritórios, oficinas, hotéis, restaurantes etc. Também as receitas tributárias de estados e municípios desaparecem e os empregos e serviços públicos são eliminados.

Para que exista uma economia sólida de longo prazo, necessitamos ajustar nossas estratégias de industrialização às realidades da concorrência global, implantando uma forte base manufatureira que estimule a inovação tecnológica.

Vamos produzir aquilo que sabemos fazer com competência e competitividade. Tentar a recuperação econômica sem essa base manufatureira e com aumento de impostos redunda em fracasso, pois consumiremos muitos produtos importados, perdendo divisas e empregos para os países exportadores. O investimento e o emprego são vitais. Isso tanto vale para o Brasil quanto para a ZFM.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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