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Pensando no pós-crise

Manaus, 26 de maio de 2020

Os setores produtivos do Amazonas foram muito afetados pelo Covid-19, em razão da redução das atividades e negócios. Ninguém sabe, ao certo, a duração dessa pandemia que suprime vidas preciosas e corrói a economia amazonense.

As medidas de prevenção e contenção desse mal são prejudiciais ao consumo de bens e serviços não essenciais, porém necessárias, para evitar maior número de vítimas, entre as quais perecem crianças e idosos, que têm fator de risco muito aumentado quando apresentam comorbidades, como diabetes e obesidade.

Temos esperança de que por mais uma ou duas semanas, dependendo da situação pandêmica, possamos tornar menos rígido o funcionamento das atividades econômicas, com critérios e planejamento, com relativa segurança, atendendo as orientações sanitárias de prevenção e enfrentamento ao Covid-19.

Pesquisa realizada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no período de 12 a 17 do corrente mês, aponta que 30% das fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) paralisaram 100% de suas atividades; 20% funcionaram normalmente; 22% paralisaram entre 25% e 50% as suas operações; 12% paralisaram até 25% das suas tarefas; e 16% paralisaram entre 50% a 75% suas laborações.

Esses dados nos dão a visão do que ocorre no PIM, o porquê da queda da arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais. O comércio, por sua vez, sofre de restrições de funcionamento, agravando a situação, porque sem consumo não há como manter investimentos, produção e empregos.

Entretanto, não quero dizer que devamos liberar indiscriminadamente o funcionamento dos setores econômicos sem planejamento e cuidados imprescindíveis ao combate e prevenção dessa doença. A indústria vem tomando todos os cuidados com a saúde dos trabalhadores, tanto é que apresenta números reduzidos de contaminação.

Segundo a sondagem da Suframa, 32% das empresas não tiveram funcionários atingidos pelo Covid-19; 52% disseram ter entre 1 a 10 funcionários da área operacional contaminados; apenas 6% informaram que foram contaminados mais de 21 funcionários da área operacional; 20% afirmaram ter entre 1 a 10 funcionários da área administrativa com a doença; e apenas 4%, com mais de 21 funcionários da administração contaminados.

A pandemia provoca previsões tenebrosas sobre o PIB do Brasil. Estima-se que possa haver uma queda de 5,12% a 7,7%. O pós-pandemia também nos preocupa, por isso a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) lançaram no último dia 22 a Agenda Legislativa da Indústria do Amazonas 2020.

Trata-se de uma pauta estratégica em busca do desenvolvimento e fortalecimento do setor industrial amazonense. Na discussão da reforma tributária no Congresso, teremos que lutar pela segurança jurídica e fortalecimento do modelo, mediante o bom diálogo político, construindo algum consenso. Se conseguirmos executar essa agenda, teremos tudo para crescer e tornar a ZFM mais forte após essa pandemia.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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