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Paradoxo econômico

Terça-feira de carnaval, blocos de foliões pela rua, alegria espantando a tristeza, o povo festejando a vida, porque ninguém é de ferro. A parada momentânea e momesca serve para desanuviar um pouco a cabeça das preocupações do dia a dia, dos problemas econômicos e políticos.

Não que haja uma alienação, considero mais como uma válvula de escape, que como uma panela de pressão deixa que um pouco dessa tensão político-econômica se esvaia antes que chegue a um ponto de erupção indesejável.

Protestos na forma de marchinhas e fantasias demonstram o descontentamento de muitos pelo estado atual da economia e da política. A indústria entra em recesso por poucos dias, toda a sociedade dá uma parada, uns para se divertirem, outros aproveitam para repousar em locais mais tranquilos.

Alguns incansáveis aproveitam para repensar estratégias que permitam alcançar os objetivos econômicos desejados. Os anos de experiência no comércio e na indústria me mostraram que o crescimento econômico não traz só vantagens, mas também cria certos inconvenientes.

Por exemplo, a produção de bens de capital só poderá aumentar com o deslocamento dos recursos da produção de bens de consumo para a produção de bens de capital. Ou seja, aportes de longo prazo no setor que produz máquinas e equipamentos para atender  à demanda futura. Pois o aumento do investimento, fator-chave para o crescimento, exige que os indivíduos estejam dispostos a sacrificar-se em relação ao nível de vida presente, ou seja, o aumento do investimento implica na redução do consumo.

Com a redução do consumo, logicamente diminuem os níveis de variáveis que influenciam diretamente a vida cotidiana, reduzem a produção, a geração de empregos, o recolhimento de impostos que são utilizados para o pagamento da máquina pública etc.

Apesar de todos querermos entender, a economia exige pessoas capacitadas e experientes para lidar com toda essa gama de variáveis, pois ainda que o crescimento de estoque de capital aumente as possibilidades da produção de bens de consumo no futuro, no presente os indivíduos precisam reduzir seu consumo.

São os chamados “efeitos colaterais” ou externalidades negativas. Destacam possíveis conflitos entre estabelecer-se como objetivo um crescimento elevado e a aspiração de certa qualidade de vida, em razão das consequências sociais e econômicas a que esse objetivo leva.

Por esse motivo, o governador Amazonino Mendes, na primeira reunião de Diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), comprometeu-se publicamente em ouvir com especial interesse as sugestões e opiniões da classe produtiva, bem como viabilizar a participação das entidades nas discussões que envolvem avaliar e propor alterações na política econômica do Estado do Amazonas, firmando simbolicamente um pacto de ajuda mútua para, com sua liderança, alcançar êxito nas necessidades do povo em geral e no nosso desenvolvimento econômico.

Esteja certo governador Amazonino, que estaremos prontos a colaborar a fim de que tenhamos um melhor ambiente de negócios na ZFM. Feliz carnaval para todos, sem violência e com muita paz.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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