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Para garantir o crescimento

27 DE MARÇO DE 2012

 A desaceleração da indústria brasileira em 2011 foi fruto da elevação dos juros e restrições ao crédito, medidas estas adotados pelo Governo para conter a escalada inflacionária que se desenhava. Entretanto, parece que a dose foi excessiva, pois provocou uma acentuada desaceleração da economia, refletida no PIB de 2011 que obteve um crescimento de apenas 2,7%. As projeções para 2012, em que pese o otimismo do Governo, eram de um crescimento moderado, haja vista a crise na Europa ter recrudescido e os Estados Unidos continuar patinando na sua arrancada para reativar sua economia.

Os reflexos no mundo globalizado logo chegaram ao Brasil, representados principalmente pela enxurrada de dólares que ingressavam no país provocando a supervalorização do real. Consequentemente o país foi invadido por produtos importados, tendo em vista os preços baixíssimos que retiravam a competitividade da indústria brasileira no mercado interno e principalmente, para disputar mercados externos. Resultado, nossa indústria diminuía sua produção, perdia espaço no consumo interno que era alimentado pelo crescimento das importações. Essas perspectivas pouco alvissareiras levou o Governo brasileiro, a reagir com medidas que visam recuperar a trajetória econômica que ostentava em 2010.  A vista desse cenário reduziu a Selic em 0,75 pontos, para segurar a supervalorização do real, efetuou mudanças tributárias no IOF, reduziu o custo dos encargos da folha de pagamento e o Banco Central complementando essas ações vem intervindo no câmbio e reduzindo a taxa Selic. Não resta dúvida, são medidas que têm por objetivo ativar a economia para gerar um PIB em 2012 acima de 3,5% e manter  a inflação dentro da meta estabelecida.

No curto prazo, essas medidas surtem efeito e dão fôlego à indústria nacional, entretanto, no médio e longo prazo deve ser atacada de frente a perda da competitividade, reduzindo o custo Brasil. São problemas como carga tributária excessiva, logística precária, burocracia, etc., que tornam o produto brasileiro mais caro.

O Estado do Amazonas e o seu Parque Industrial, sofrem também de todos esses percalços que prejudicam o seu desempenho econômico. Pensando evitar esses obstáculos o Governo do Estado está elaborando um Plano Estratégico de longo prazo para o desenvolvimento socioeconômico do Estado, da mesma forma as classes empresariais também estão empenhadas em elaborar um plano de ação que municie tanto o Governo Federal como o Estadual, na estratégia desse planejamento para podermos explorar novas alternativas de produção e excluir os entraves que impedem o desenvolvimento sustentável do Estado e da indústria local.

Antonio Silva – Presidente da FIEAM

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