{"id":18558,"date":"2026-09-14T21:45:44","date_gmt":"2026-09-14T21:45:44","guid":{"rendered":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/?p=18558"},"modified":"2026-09-14T21:45:44","modified_gmt":"2026-09-14T21:45:44","slug":"industria-cobra-dos-candidatos-uma-agenda-de-competitividade-para-o-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/industria-cobra-dos-candidatos-uma-agenda-de-competitividade-para-o-amazonas\/","title":{"rendered":"Ind\u00fastria cobra dos candidatos uma agenda de competitividade para o Amazonas"},"content":{"rendered":"
A ind\u00fastria amazonense colocou nesta segunda-feira (14) o desenvolvimento econ\u00f4mico no centro da agenda eleitoral ao reunir, na sede da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Amazonas (FIEAM), quatro candidatos ao Governo do Estado do Amazonas: David Almeida (Avante), Omar Aziz (PSD), Roberto Cidade (Uni\u00e3o Brasil) e Maria do Carmo Seffair (PL). Promovido em parceria pela FIEAM e pelo Centro da Ind\u00fastria do Estado do Amazonas (CIEAM), o encontro \u201cA Ind\u00fastria na Agenda dos Candidatos ao Governo do Estado do Amazonas\u201d buscou confrontar propostas para temas considerados decisivos pelo setor produtivo, como competitividade, reforma tribut\u00e1ria, infraestrutura, log\u00edstica, educa\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o, sustentabilidade, bioeconomia e desenvolvimento regional.<\/p>\n
Ao abrir o encontro, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, destacou a import\u00e2ncia do di\u00e1logo entre o setor produtivo e os candidatos para alinhar uma agenda de defesa da economia e da ind\u00fastria amazonense. Segundo ele, a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM) deve caminhar junto com a diversifica\u00e7\u00e3o da matriz econ\u00f4mica, investimentos em infraestrutura e responsabilidade fiscal. \u201c\u00c9 uma oportunidade \u00fanica e muito importante para ampliarmos e aprofundarmos o nosso debate, as nossas demandas e discutir os caminhos que temos para o futuro, para que todos n\u00f3s juntos consigamos construir e alinhar as pautas em torno da intransigente defesa da economia do nosso Estado e, em especial, da ind\u00fastria amazonense.\u201d<\/p>\n
Silva ressaltou ainda a contribui\u00e7\u00e3o do setor produtivo para o desenvolvimento do Amazonas e defendeu novas frentes econ\u00f4micas, citando o potencial do pot\u00e1ssio e da cadeia de fertilizantes. \u201cTemos ainda o desafio de buscar caminhos alternativos, como estamos fazendo no caso do pot\u00e1ssio, seremos o maior polo de fertilizantes do mundo e outros e outros e outros, da nossa matriz econ\u00f4mica e com o necess\u00e1rio apoio pol\u00edtico\u201d, afirmou.<\/p>\n
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Para o presidente da FIEAM, o fortalecimento da economia exige controle fiscal, amplia\u00e7\u00e3o da capacidade de investimento p\u00fablico e atra\u00e7\u00e3o de capital nacional e internacional. Nesse sentido, defendeu parcerias para ampliar a infraestrutura e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de competitividade do Estado.<\/p>\n
O presidente do CIEAM, Luiz Augusto Rocha, colocou a reforma tribut\u00e1ria como um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o para o setor produtivo nos pr\u00f3ximos anos. Segundo ele, a regulamenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 decisiva para garantir a preserva\u00e7\u00e3o das vantagens competitivas da Zona Franca de Manaus. \u201cA reforma tribut\u00e1ria \u00e9 o grande ponto de inflex\u00e3o\u201d e a manuten\u00e7\u00e3o da competitividade do modelo depender\u00e1, sobretudo, da etapa de regulamenta\u00e7\u00e3o, afirmou.<\/p>\n
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Para Luiz Augusto, o governador ter\u00e1 papel relevante na interlocu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica durante a transi\u00e7\u00e3o. \u201cO jogo n\u00e3o acabou. A regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 onde ser\u00e1 efetivamente vencida a batalha da manuten\u00e7\u00e3o da Zona Franca de Manaus, dos seus empregos e do impacto positivo que traz para a nossa sociedade\u201d, disse.<\/p>\n
Ele tamb\u00e9m defendeu uma vis\u00e3o de desenvolvimento que combine atividade econ\u00f4mica, quest\u00f5es sociais, prote\u00e7\u00e3o ambiental e integra\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n
BR-319 e competitividade<\/strong><\/p>\n Davi Almeida colocou a infraestrutura e a log\u00edstica entre as prioridades para o desenvolvimento do Estado e defendeu a uni\u00e3o da classe pol\u00edtica para viabilizar a pavimenta\u00e7\u00e3o da BR-319, apontada como alternativa estrat\u00e9gica para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o do Polo Industrial de Manaus (PIM). \u201cA BR-319 n\u00e3o ser\u00e1 o projeto de um pol\u00edtico, mas de toda a classe pol\u00edtica. E a\u00ed sim, n\u00f3s vamos ter uma alternativa para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o do Polo Industrial de Manaus\u201d, afirmou.<\/p>\n <\/p>\n O candidato tamb\u00e9m defendeu que o Amazonas assuma uma posi\u00e7\u00e3o mais estrat\u00e9gica no debate ambiental. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, a floresta deve ser vista como ativo econ\u00f4mico e ambiental capaz de gerar novas oportunidades para o Estado. \u201cN\u00f3s n\u00e3o somos problemas para ningu\u00e9m. N\u00f3s somos a solu\u00e7\u00e3o para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e n\u00f3s que protegemos a floresta precisamos ser remunerados efetivamente\u201d, disse.<\/p>\n Omar prop\u00f5e vigil\u00e2ncia sobre reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n Omar Aziz destacou a necessidade de preservar as vantagens comparativas da Zona Franca durante a transi\u00e7\u00e3o para o novo sistema tribut\u00e1rio. O candidato prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o de um comit\u00ea reunindo FIEAM, entidades do com\u00e9rcio e especialistas para acompanhar eventuais mudan\u00e7as que possam afetar a competitividade do modelo. \u201cQualquer ru\u00eddo a gente tem que agir com anteced\u00eancia para n\u00e3o perder essa competitividade\u201d, afirmou.<\/p>\n Segundo Omar, mudan\u00e7as aparentemente pontuais podem gerar impactos relevantes para as empresas instaladas no Estado. Ele tamb\u00e9m defendeu novos investimentos em infraestrutura portu\u00e1ria para reduzir os efeitos das estiagens sobre o custo do transporte de insumos e produtos. \u201cVoc\u00ea tem que incentivar a construir novos portos aqui, n\u00e3o tem jeito\u201d, afirmou, ao defender uma estrat\u00e9gia log\u00edstica que combine transporte fluvial, rodovi\u00e1rio e a\u00e9reo.<\/p>\n Roberto defende novas matrizes no interior<\/strong><\/p>\n Roberto Cidade concentrou parte de sua apresenta\u00e7\u00e3o na necessidade de reduzir a depend\u00eancia dos munic\u00edpios do interior em rela\u00e7\u00e3o ao poder p\u00fablico e criar alternativas de gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda. O candidato citou atividades como petr\u00f3leo, minera\u00e7\u00e3o, terras raras e pot\u00e1ssio como oportunidades que podem ampliar a base econ\u00f4mica do Estado. \u201cN\u00f3s temos petr\u00f3leo, n\u00f3s temos min\u00e9rios, n\u00f3s temos terras raras, n\u00f3s temos tudo que h\u00e1 de bom aqui no nosso Estado\u201d, afirmou.<\/p>\n <\/p>\n Para o candidato, o desafio \u00e9 transformar essas riquezas em oportunidades sustent\u00e1veis para a popula\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s precisamos identificar a forma de gerar emprego, gerar renda e vai ser isso que a gente vai fazer. N\u00f3s vamos planejar o nosso Estado para o futuro\u201d, disse.<\/p>\n Roberto Cidade tamb\u00e9m defendeu a cria\u00e7\u00e3o de alternativas econ\u00f4micas capazes de manter os moradores no interior. \u201cN\u00f3s precisamos trazer outras matrizes para o Estado do Amazonas, como j\u00e1 est\u00e1 acontecendo em Silves, o pot\u00e1ssio de Autazes. N\u00f3s precisamos identificar a forma de gerar emprego, gerar renda\u201d, afirmou.<\/p>\n Maria do Carmo quer incentivar bioeconomia<\/strong><\/p>\n Maria do Carmo defendeu uma estrat\u00e9gia de desenvolvimento que v\u00e1 al\u00e9m do Polo Industrial de Manaus (PIM) e fortale\u00e7a atividades como agricultura, piscicultura, agroneg\u00f3cio e produ\u00e7\u00e3o de commodities no interior. Para ela, a Zona Franca deve ser compreendida como parte de uma estrat\u00e9gia econ\u00f4mica mais ampla. \u201cQuando a gente fala em Zona Franca, tem que pensar no todo, e n\u00e3o apenas no Polo Industrial de Manaus, porque o Polo Industrial j\u00e1 est\u00e1 consolidado, ele s\u00f3 precisa ser rejuvenescido, fortalecido com novos incentivos.\u201d<\/p>\n A candidata tamb\u00e9m defendeu o fortalecimento da bioeconomia e o aproveitamento sustent\u00e1vel das potencialidades da floresta. Segundo ela, o desenvolvimento de novas cadeias produtivas precisa estar associado \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de renda para as popula\u00e7\u00f5es do interior. Na \u00e1rea de log\u00edstica, Maria do Carmo prop\u00f4s um planejamento integrado da infraestrutura de transporte, combinando ramais e terminais fluviais para reduzir o tempo e o custo de deslocamento at\u00e9 as comunidades mais distantes.<\/p>\n Ao reunir os quatro candidatos em condi\u00e7\u00f5es iguais de participa\u00e7\u00e3o, FIEAM e CIEAM colocaram a agenda econ\u00f4mica no centro do debate eleitoral, com foco em quest\u00f5es estruturais que ultrapassam o calend\u00e1rio pol\u00edtico. Competitividade, reforma tribut\u00e1ria, infraestrutura, log\u00edstica, qualifica\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o, sustentabilidade e diversifica\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica foram tratados como elementos de uma mesma estrat\u00e9gia de desenvolvimento.<\/p>\n Para Luiz Augusto, o desafio do pr\u00f3ximo governo ser\u00e1 manter a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica necess\u00e1ria para proteger as vantagens competitivas do Amazonas e, ao mesmo tempo, criar condi\u00e7\u00f5es para novos investimentos. A s\u00edntese apresentada pelas entidades do setor produtivo foi a defesa de uma agenda de longo prazo para o Estado: preservar o que funciona, como a Zona Franca de Manaus (FZM), e criar novas alternativas capazes de ampliar empregos, investimentos, arrecada\u00e7\u00e3o e oportunidades no interior.<\/p>\n Estiveram presente tamb\u00e9m, o vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo; o presidente Sindicato das Ind\u00fastrias de Alimenta\u00e7\u00e3o de Manaus (Siam), Pedro Monteiro; o presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de Aparelhos e Componentes El\u00e9tricos e Eletr\u00f4nicos do Estado do Amazonas (Sinaees-AM), Rildo Oliveira; o presidente do Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Amazonas (Sinduscon-AM); Frank Souza; a presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias de Panifica\u00e7\u00e3o e Confeitaria do Estado do Amazonas (Sindpan-AM), Zeina Russo; o presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias Gr\u00e1ficas do Estado do Amazonas (Sindusgraf-AM), Roberto Caminha, presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de Serrarias e Carpintarias no Estado do Amazonas (Sindmad\/AM), Miron Foga\u00e7a, e o presidente-executivo do CIEAM, L\u00facio Fl\u00e1vio Oliveira, diretor da FIEAM, Jo\u00e3o Batista Mezari.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" A ind\u00fastria amazonense colocou nesta segunda-feira (14) o desenvolvimento econ\u00f4mico no centro da agenda eleitoral ao reunir, na sede da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Amazonas (FIEAM), quatro candidatos ao Governo do Estado do Amazonas: David Almeida (Avante), Omar Aziz (PSD), Roberto Cidade (Uni\u00e3o Brasil) e Maria do Carmo Seffair (PL). 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