{"id":18079,"date":"2026-05-15T20:31:39","date_gmt":"2026-05-15T20:31:39","guid":{"rendered":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/?p=18079"},"modified":"2026-05-15T20:31:39","modified_gmt":"2026-05-15T20:31:39","slug":"rebecca-garcia-vai-receber-merito-industrial-moyses-israel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/rebecca-garcia-vai-receber-merito-industrial-moyses-israel\/","title":{"rendered":"Rebecca Garcia vai receber M\u00e9rito Industrial Moyses Israel"},"content":{"rendered":"
A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastria do Estado do Amazonas (FIEAM) vai premiar a economista formada nos Estados Unidos, ex-deputada federal e hoje diretora de Planejamento Estrat\u00e9gico e presidente do Conselho ESG da GBR Componentes da Amaz\u00f4nia<\/em><\/p>\n O som ritmado das m\u00e1quinas, a precis\u00e3o das linhas de montagem e o fluxo constante de placas eletr\u00f4nicas produzidas no Polo Industrial de Manaus (PIM) contrastam com um passado pol\u00edtico conhecido do p\u00fablico amazonense. Entre equipamentos industriais e projetos de inova\u00e7\u00e3o, Rebecca Garcia vive hoje uma fase diferente da trajet\u00f3ria profissional: a de conduzir a transforma\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da GBR Componentes da Amaz\u00f4nia, com investimentos em tecnologia, ESG e novos modelos industriais.<\/p>\n \u201cEu sempre fui uma pessoa de querer fazer muita coisa. E voc\u00ea percebe que, se n\u00e3o estiver nos espa\u00e7os de decis\u00e3o, muitas vezes suas ideias n\u00e3o s\u00e3o colocadas em pr\u00e1tica\u201d, afirma a empreendedora que no dia 27 no SESI Clube do Trabalhador vai receber, em solenidade da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Amazonas (FIEAM), a outorga da Ordem do M\u00e9rito Industrial Moyses Israel, em reconhecimento aos relevantes servi\u00e7os prestados \u00e0 ind\u00fastria amazonense.<\/p>\n Em sua fala Rebecca explica a carreira marcada por transi\u00e7\u00f5es, do mercado financeiro \u00e0 ind\u00fastria, da pol\u00edtica \u00e0 gest\u00e3o empresarial, mas conectada por um mesmo eixo: a tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n Economista de forma\u00e7\u00e3o, com experi\u00eancia no mercado financeiro internacional e na pol\u00edtica, Rebecca est\u00e1 \u00e0 frente da Diretoria de Planejamento Estrat\u00e9gico da GBR Componentes da Amaz\u00f4nia e preside o Conselho ESG da companhia, do grupo Garcia. Depois de uma trajet\u00f3ria que passou pela C\u00e2mara dos Deputados, secretarias de governo e pela Superintend\u00eancia da Zona Franca de Manaus (Suframa), voltou \u00e0 iniciativa privada em 2017 com uma miss\u00e3o clara: fortalecer a ind\u00fastria local sem perder de vista os novos desafios tecnol\u00f3gicos e ambientais.<\/p>\n Forma\u00e7\u00e3o internacional e vis\u00e3o estrat\u00e9gica<\/strong><\/p>\n Muito antes da vida p\u00fablica, Rebecca iniciou a carreira no universo das finan\u00e7as. Formada em Economia pela Universidade de Boston, nos Estados Unidos, construiu experi\u00eancia profissional ainda durante o per\u00edodo acad\u00eamico, com passagens por uma corretora em Boston e por uma consultoria de comunica\u00e7\u00e3o financeira em Paris. Ao retornar ao Brasil, foi aprovada no processo seletivo do ent\u00e3o Banco Pactual, hoje BTG Pactual, onde trabalhou entre 1995 e 2000, no Rio de Janeiro.<\/p>\n A experi\u00eancia no mercado financeiro ajudou a moldar uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica que hoje aplica ao setor industrial. \u201cFoi um aprendizado importante para entender planejamento, risco e sustentabilidade financeira dos neg\u00f3cios\u201d, resume.<\/p>\n Quando voltou a Manaus, Rebecca passou pelas empresas da fam\u00edlia antes de ingressar na pol\u00edtica. Trabalhou inicialmente na Garcia Industrial, f\u00e1brica de pr\u00e9-moldados do grupo familiar, e depois atuou na TV Rio Negro, hoje afiliada da Band no Amazonas. Antes da vida p\u00fablica, tamb\u00e9m se dedicou a a\u00e7\u00f5es sociais por meio da ONG Maria Bonita, da qual foi uma das fundadoras. A rela\u00e7\u00e3o com o ambiente empresarial, por\u00e9m, come\u00e7ou muito antes.<\/p>\n Rebecca cresceu acompanhando a expans\u00e3o dos neg\u00f3cios familiares, iniciados pelos av\u00f3s imigrantes, que chegaram ao Amazonas com poucos recursos e come\u00e7aram uma pequena padaria no Centro de Manaus.<\/p>\n A partir dali o grupo empresarial se expandiu para diferentes segmentos at\u00e9 chegar \u00e0 ind\u00fastria eletr\u00f4nica. \u201cO maior aprendizado da minha fam\u00edlia foi empreender dentro de um risco calculado. Primeiro voc\u00ea se capitaliza, depois aposta em algo novo. Se der errado, voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 devendo a ningu\u00e9m\u201d, afirma.<\/p>\n O retorno \u00e0 ind\u00fastria<\/strong><\/p>\n Depois de mais de uma d\u00e9cada dedicada \u00e0 vida p\u00fablica, Rebecca decidiu voltar \u00e0 iniciativa privada. A decis\u00e3o, segundo ela, foi planejada. \u201cQuando entrei na pol\u00edtica, decidi que dedicaria um per\u00edodo da minha vida \u00e0quilo. Quando sa\u00ed, voltei para onde tamb\u00e9m poderia colocar ideias em pr\u00e1tica.\u201d<\/p>\n Foi na GBR Componentes da Amaz\u00f4nia que encontrou um novo campo de atua\u00e7\u00e3o. Fundada em 4 de novembro de 2002 no Polo Industrial de Manaus (PIM), a empresa atua principalmente na fabrica\u00e7\u00e3o de placas e componentes eletr\u00f4nicos utilizados por fabricantes instalados na Zona Franca de Manaus (ZFM). Os componentes s\u00e3o empregados na montagem de produtos como televisores e smartphones, em parceria com marcas do setor, como Hikvision, Tellescom, Gertec, Jovi, EFL e Zyxel. Hoje, a GBR re\u00fane mais de mil colaboradores e busca ampliar sua atua\u00e7\u00e3o em novas frentes industriais.<\/p>\n Rebecca divide a condu\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios com o irm\u00e3o Francisco Garcia Filho, enquanto o pai, o empres\u00e1rio e ex-deputado federal Francisco Garcia participa das decis\u00f5es estrat\u00e9gicas da companhia, um modelo que mistura tradi\u00e7\u00e3o familiar e profissionaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO desafio de uma empresa familiar \u00e9 justamente profissionalizar sem perder a agilidade e a proximidade humana\u201d, explica.<\/p>\n O maior desafio: mudar a cultura<\/strong><\/p>\n Ao contr\u00e1rio do que muitos imaginam, Rebecca diz que o principal obst\u00e1culo da transforma\u00e7\u00e3o industrial n\u00e3o est\u00e1 na tecnologia. \u201cA maior dificuldade n\u00e3o \u00e9 implementar um processo novo. \u00c9 convencer toda a cadeia de pessoas de que aquele \u00e9 o melhor caminho\u201d, afirma.<\/p>\n Segundo ela, a ind\u00fastria vive hoje uma mudan\u00e7a profunda de cultura organizacional. Se antes \u00e1reas como recursos humanos tinham papel apenas t\u00e9cnico, agora passaram a ocupar espa\u00e7o estrat\u00e9gico dentro das empresas.<\/p>\n A GBR tem buscado incorporar esse novo olhar com iniciativas ligadas ao bem-estar dos funcion\u00e1rios, reten\u00e7\u00e3o de talentos e qualifica\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n Uma das a\u00e7\u00f5es citadas por Rebecca foi a implanta\u00e7\u00e3o de uma sala de apoio \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o para colaboradoras, iniciativa que recebeu reconhecimento federal como pr\u00e1tica de empresa cidad\u00e3.<\/p>\n A l\u00f3gica, segundo ela, \u00e9 simples: empresas mais humanas tendem a ser mais sustent\u00e1veis. \u201cPassamos mais tempo no trabalho do que em casa. Se as pessoas est\u00e3o bem, os neg\u00f3cios prosperam.\u201d<\/p>\n O futuro passa pela inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n Palavra recorrente na lida da empres\u00e1ria \u00e9: transforma\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos anos, a GBR passou a investir fortemente em um Hub de Inova\u00e7\u00e3o voltado \u00e0 ind\u00fastria 4.0, bioeconomia e intelig\u00eancia artificial. Oficialmente lan\u00e7ado este ano, o espa\u00e7o nasce com uma proposta ambiciosa: conectar startups, desenvolver novos neg\u00f3cios e preparar trabalhadores para um mercado cada vez mais tecnol\u00f3gico. Desenvolvido em parceria com a Venture Hub e desenvolvida com recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o (PD&I) da Lei de Inform\u00e1tica da ZFM, o projeto recebeu investimento de R$ 3,04 milh\u00f5es por meio do Programa Priorit\u00e1rio de Fomento ao Empreendedorismo Inovador (PPEI).<\/p>\n Em um programa recente da companhia, mais de 470 startups se inscreveram em um processo seletivo para incuba\u00e7\u00e3o. A proposta vai al\u00e9m do desenvolvimento de produtos. H\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o crescente com os impactos da automa\u00e7\u00e3o sobre o emprego industrial nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n Rebecca observa experi\u00eancias internacionais em pa\u00edses como China, Alemanha e Jap\u00e3o, onde as linhas de produ\u00e7\u00e3o exigem cada vez menos m\u00e3o de obra humana. A pergunta, segundo ela, precisa come\u00e7ar a ser feita desde agora: o que far\u00e3o os filhos e netos dos atuais trabalhadores da ind\u00fastria? \u201cPrecisamos preparar essas novas gera\u00e7\u00f5es para compet\u00eancias que o mercado vai exigir. Intelig\u00eancia artificial, novas tecnologias, inova\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um debate urgente.\u201d<\/p>\n Bioeconomia: promessa e desafio<\/strong><\/p>\n Entre os projetos que mais mobilizam Rebecca est\u00e1 a bioeconomia, tema que ela v\u00ea como uma alternativa real de desenvolvimento para a Amaz\u00f4nia, embora ainda distante de atingir escala.<\/p>\n A GBR desenvolve atualmente projetos ligados \u00e0 bioind\u00fastria, mas Rebecca faz um alerta: transformar biodiversidade em desenvolvimento econ\u00f4mico exige planejamento de longo prazo. \u201cA bioeconomia pode ser um caminho, mas ainda temos gargalos muito grandes.\u201d<\/p>\n Entre eles, est\u00e3o problemas hist\u00f3ricos de log\u00edstica e, principalmente, a baixa escala de produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas amaz\u00f4nicas. \u201cHoje, se eu desenvolvo um produto e algu\u00e9m pede toneladas para o mercado internacional, eu ainda n\u00e3o consigo atender porque n\u00e3o existe mat\u00e9ria-prima suficiente.\u201d<\/p>\n Para ela, esse \u00e9 um problema que ultrapassa a capacidade da iniciativa privada. \u201cIsso exige pol\u00edtica p\u00fablica, planejamento estrat\u00e9gico e vis\u00e3o de Estado.\u201d<\/p>\n Manaus e o Polo: uma rela\u00e7\u00e3o ainda distante<\/strong><\/p>\n Apesar de defender o modelo Zona Franca, Rebecca acredita que Manaus ainda aproveita pouco o potencial do Polo Industrial. Ela avalia que falta maior integra\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria, cidade e setor p\u00fablico. \u201cMuita gente de fora chega aqui e fica impressionada com o n\u00edvel t\u00e9cnico das f\u00e1bricas. O Polo Industrial poderia at\u00e9 fazer parte de uma rota de turismo industrial.\u201d<\/p>\n Na vis\u00e3o da empres\u00e1ria, a cidade ainda est\u00e1 \u201cde costas\u201d para o PIM, desperdi\u00e7ando oportunidades de desenvolvimento conjunto.<\/p>\n Parcerias voltadas \u00e0 revitaliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os urbanos, apoio a estruturas tur\u00edsticas e fortalecimento da identidade industrial da capital poderiam aproximar dois universos que ainda caminham paralelamente.<\/p>\n Determina\u00e7\u00e3o como legado<\/strong><\/p>\n Ao ser questionada sobre qual palavra definiria sua trajet\u00f3ria, Rebecca confirma, \u201cDeterminada.\u201d<\/p>\n A defini\u00e7\u00e3o parece resumir uma carreira constru\u00edda entre mundos distintos (finan\u00e7as, pol\u00edtica, gest\u00e3o empresarial), mas sempre guiada pela ideia de construir solu\u00e7\u00f5es de longo prazo.<\/p>\n Hoje, longe das disputas eleitorais, Rebecca afirma n\u00e3o planejar uma volta \u00e0 pol\u00edtica. O foco est\u00e1 na ind\u00fastria, na inova\u00e7\u00e3o e em um projeto que considera essencial: pensar o futuro econ\u00f4mico da Amaz\u00f4nia. Para ela, desenvolvimento e floresta preservada n\u00e3o precisam caminhar em dire\u00e7\u00f5es opostas. \u201cO interior do Amazonas tem um caminho vi\u00e1vel sem destruir a floresta: a bioeconomia. Mas isso precisa ser constru\u00eddo de forma s\u00e9ria, gradual e sustent\u00e1vel.\u201d<\/p>\n Ind\u00fastria homenageia lideran\u00e7as empresariais e destaque na exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n Durante a solenidade, tamb\u00e9m ser\u00e3o homenageadas as empres\u00e1rias da ind\u00fastria Mariana Reis Barrella, da Tutiplast, que receber\u00e1 o t\u00edtulo de Industrial do Ano, e Zeina Russo, da Requinte P\u00e3es e Tortas, homenageada com o t\u00edtulo de Microindustrial do Ano. A Recofarma ser\u00e1 reconhecida como Exportadora do Ano de 2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastria do Estado do Amazonas (FIEAM) vai premiar a economista formada nos Estados Unidos, ex-deputada federal e hoje diretora de Planejamento Estrat\u00e9gico e presidente do Conselho ESG da GBR Componentes da Amaz\u00f4nia O som ritmado das m\u00e1quinas, a precis\u00e3o das linhas de montagem e o fluxo constante de placas eletr\u00f4nicas produzidas no […]<\/p>\n","protected":false},"author":18,"featured_media":18080,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[30],"tags":[],"class_list":["post-18079","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news_destaque"],"yoast_head":"\n
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