{"id":17988,"date":"2026-04-10T20:20:25","date_gmt":"2026-04-10T20:20:25","guid":{"rendered":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/?p=17988"},"modified":"2026-04-10T20:20:25","modified_gmt":"2026-04-10T20:20:25","slug":"joaquim-levy-aponta-cenario-favoravel-para-crescimento-economico-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/joaquim-levy-aponta-cenario-favoravel-para-crescimento-economico-do-pais\/","title":{"rendered":"Joaquim Levy aponta cen\u00e1rio favor\u00e1vel para crescimento econ\u00f4mico do Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"
Apesar da conjuntura de dificuldades, controle dos gastos e da infla\u00e7\u00e3o no m\u00e9dio prazo resultar\u00e3o em investimentos e alta do PIB<\/em><\/p>\n A conjuntura econ\u00f4mica Pa\u00eds \u00e9 de estabilidade, com um cen\u00e1rio favor\u00e1vel para o crescimento no m\u00e9dio prazo se o governo seguir medidas como controle de gastos e da infla\u00e7\u00e3o, com impactos positivos na gradativa queda dos jutos, aumento dos investimentos e do Produto Interno Bruto (PIB), as riquezas geradas na economia. O cen\u00e1rio foi tra\u00e7ado pelo ex-ministro da Fazenda e atual diretor de Estrat\u00e9gia Econ\u00f4mica e Rela\u00e7\u00f5es com o Mercado do Banco Safra, Joaquim Levy, em palestra para empres\u00e1rios na noite da \u00faltima quinta-feira (9), a convite da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Amazonas (FIEAM).<\/p>\n <\/p>\n O presidente da FIEAM, Antonio Silva, agradeceu a presen\u00e7a de Levy, pela segunda vez, a convite da entidade representante l\u00edder do setor produtivo, para apresentar do cen\u00e1rio da economia, especialmente para o Amazonas, que tem forte sustenta\u00e7\u00e3o, com o Polo Industrial de Manaus.<\/p>\n Para Levy, o Brasil deve aproveitar o cen\u00e1rio externo e tocar a economia para uma gradual estabilidade e aumento dos investimentos, o que dever\u00e1 se consolidar com um cen\u00e1rio de crescimento do PIB em torno de 2,5% ao ano, meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 0,5% do PIB, as despesas maiores que as receitas, e infla\u00e7\u00e3o pouco acima dos 3%, que hoje est\u00e1 tensionada pelo choque do petr\u00f3leo. \u201cTemos um cen\u00e1rio favor\u00e1vel para o crescimento\u201d, destacou.<\/p>\n Sobre a economia do Amazonas, apontou que uma boa not\u00edcia \u00e9 o aumento dos investimentos na ind\u00fastria naval, com a constru\u00e7\u00e3o de balsas, empurradores e demais embarca\u00e7\u00f5es que ajudar\u00e3o a reduzir os impactos que a log\u00edstica na regi\u00e3o t\u00eam sobre a atividade econ\u00f4mica local.<\/p>\n Com gr\u00e1ficos e dados do Banco Central e dos demais agentes econ\u00f4micos do mercado e do Banco Safra, Levy apontou que, apesar dos recentes problemas da economia mundial como o conflito no Oriente M\u00e9dio e a press\u00e3o nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis, com desacelera\u00e7\u00e3o das economias, al\u00e9m das sobretaxas pontuais aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a conjuntura internacional para o Brasil \u00e9 adequada para a manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade. E destacou que a alta de pre\u00e7o do petr\u00f3leo no mercado internacional eleva as receitas do governo.<\/p>\n Sobre os EUA, citou que a infla\u00e7\u00e3o dever\u00e1 subir e o consumo cair, mas sem que haja necessidade de tomada de medidas exageradas do FED, o banco central americano. E citou a proposta or\u00e7ament\u00e1ria expansionista do governo Trump, que apesar de ter cortado US$ 70 bilh\u00f5es, ao enxugar a m\u00e1quina, aumentar\u00e1 em US$ 500 bilh\u00f5es as despesas com defesa.<\/p>\n Levy tamb\u00e9m citou os fortes parceiros, como a China, que superou a crise imobili\u00e1ria e mant\u00e9m uma taxa de crescimento do PIB com demanda dos produtos prim\u00e1rios brasileiros, o que contribui para o super\u00e1vit comercial, especialmente nas commodities agropecu\u00e1rias e energ\u00e9ticas, com destaque para soja e petr\u00f3leo.<\/p>\n Engenheiro naval, com doutorado em Economia pela Universidade de Chicago, Levy tra\u00e7ou o atual cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico de estabilidade e crescimento, se forem seguidas as estimativas para a redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit p\u00fablico do Pa\u00eds e a necessidade de cumprimento da Lei das Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n O executivo exemplificou que o d\u00e9ficit prim\u00e1rio do Brasil, de -0,4% do PIB, est\u00e1 em conformidade com as economias dos pa\u00edses em desenvolvimento, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico, com super\u00e1vit de 1,5%, mas segue o da \u00c1frica do Sul, de -0,35%, Chile, -0,62%, Turquia, -0,73% e da \u00cdndia, de -1,83%.<\/p>\n Mencionou ainda, que as despesas discricion\u00e1rias excluindo sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o t\u00eam ca\u00eddo, ao passarem de 1,5% do PIB, em 2010, para menos de 1%, neste ano, mesma tend\u00eancia com pessoal e encargos.<\/p>\n Para tanto, Levy aponta as metas de super\u00e1vit prim\u00e1rio, as receitas do governo central acima das despesas, projetadas em 0,5% do PIB, em 2027, 1,0%, em 2028 e 1,25%, em 2029, conforme a estimativa do governo federal. Nesse aspecto, citou o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, que em arrigo destacou o resultado prim\u00e1rio de 1% e 2% do PIB ao longo dos pr\u00f3ximos anos estimularia um c\u00edrculo virtuoso da economia. A resposta, segundo Levy, \u00e9 estimulada pelo investimento privado. \u201cEmpres\u00e1rio \u00e9 um bicho diferente e v\u00ea as oportunidades\u201d, disse, ao apontar a expans\u00e3o dos aportes que dispararam em rela\u00e7\u00e3o ao PIB de antes da pandemia de Covid.<\/p>\n J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, apesar da expans\u00e3o do emprego com press\u00e3o no consumo, destacou as medidas do Banco Central que ajudaram a segurar a demanda desde a metade do ano passado, com o aperto no cr\u00e9dito para as fam\u00edlias o que come\u00e7ou a frear e reduzir a tend\u00eancia de alta da elevada taxa de inadimpl\u00eancia, que chegou a perto de 3% do PIB, em 2021, na pandemia, e em janeiro deste ano caiu para menos de -2% do PIB, comportamento semelhante para as empresas.<\/p>\n Antonio Silva destaca potencial competitivo do Amazonas <\/strong><\/p>\n O presidente da FIEAM, Antonio Silva, destacou a import\u00e2ncia de se acompanhar de perto as transforma\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio global e refor\u00e7ou o potencial competitivo do Amazonas, ao comentar a abordagem feita por Joaquim Levy para a plateia de convidados da institui\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 fundamental estarmos atualizados e preparados para os desafios futuros. O Amazonas tem potencial e j\u00e1 demonstra avan\u00e7os importantes, inclusive na \u00e1rea de log\u00edstica e constru\u00e7\u00e3o naval, que reduzem custos e ampliam a competitividade\u201d, afirmou.<\/p>\n Neste contexto, ele destacou o fortalecimento da log\u00edstica regional e da ind\u00fastria naval do Amazonas. \u201cHoje j\u00e1 se produz aqui embarca\u00e7\u00f5es, rebocadores, balsas. Isso muda completamente a l\u00f3gica de custos no transporte e fortalece a economia local. Quem diria que a constru\u00e7\u00e3o naval estaria ganhando essa for\u00e7a na Amaz\u00f4nia?\u201d, pontuou.<\/p>\n A palestra reuniu representantes de diversos segmentos produtivos e institui\u00e7\u00f5es, refor\u00e7ando o compromisso da FIEAM em promover o di\u00e1logo e a qualifica\u00e7\u00e3o do setor industrial diante das transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas globais.<\/p>\n
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