{"id":17354,"date":"2025-07-31T20:40:12","date_gmt":"2025-07-31T20:40:12","guid":{"rendered":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/?p=17354"},"modified":"2025-07-31T20:40:12","modified_gmt":"2025-07-31T20:40:12","slug":"estados-mais-dependentes-do-mercado-dos-eua-enfrentam-impacto-bilionario-com-tarifaco-americano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/estados-mais-dependentes-do-mercado-dos-eua-enfrentam-impacto-bilionario-com-tarifaco-americano\/","title":{"rendered":"Estados mais dependentes do mercado dos EUA enfrentam impacto bilion\u00e1rio com tarifa\u00e7o americano"},"content":{"rendered":"
Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo e Para\u00edba t\u00eam alta concentra\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es para os EUA. Para 11 estados, vendas aos americanos representam entre 10 e 20% das exporta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n O aumento das tarifas de importa\u00e7\u00e3o pelos Estados Unidos, previstas para 6\u00a0de agosto, pode provocar impactos econ\u00f4micos relevantes e desiguais entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, com perdas superiores a R$ 19 bilh\u00f5es para os estados brasileiros. Estados como o Cear\u00e1 e o Esp\u00edrito Santo t\u00eam alta depend\u00eancia do mercado americano, representando quase metade das exporta\u00e7\u00f5es cearenses e um ter\u00e7o das capixabas. Em outros 11 estados, os EUA t\u00eam participa\u00e7\u00e3o entre 10 e 20% nas vendas externas.<\/p>\n Segundo levantamento da\u00a0Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI)<\/a>, com dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC<\/a>), em 2024, os Estados Unidos representaram 44,9% das exporta\u00e7\u00f5es do Cear\u00e1, seguido pelo Esp\u00edrito Santo (28,6%), Para\u00edba (21,6%), S\u00e3o Paulo (19,0%) e Sergipe (17,1%). A ind\u00fastria responde pela maior parte das vendas. A forte presen\u00e7a americana na pauta d\u00e1 a dimens\u00e3o da import\u00e2ncia e depend\u00eancia de mercados como os EUA para o com\u00e9rcio exterior regional.<\/p>\n “A imposi\u00e7\u00e3o do expressivo e injustific\u00e1vel aumento das tarifas americanas traz impactos significativos para a economia nacional, penalizando setores produtivos estrat\u00e9gicos e comprometendo a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. H\u00e1 estados em que o mercado americano \u00e9 destino de quase metade das exporta\u00e7\u00f5es. Os impactos s\u00e3o muito preocupantes”, avalia Ricardo Alban, presidente da CNI.<\/p>\n Veja a pauta e impactos para os estados com maior participa\u00e7\u00e3o dos EUA nas exporta\u00e7\u00f5es:<\/p>\n Cear\u00e1\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n Estado com maior depend\u00eancia do mercado americano, Cear\u00e1 exportou US$ 659,1 milh\u00f5es, especialmente bens da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que respondeu por 96,5% das exporta\u00e7\u00f5es estaduais destinadas aos EUA. O setor mais relevante foi o de metalurgia, que respondeu por US$ 441,3 milh\u00f5es, seguido pelos setores de alimentos (US$ 112,2 milh\u00f5es, 17%) e de couros e cal\u00e7ados (US$ 52,6 milh\u00f5es, 8%). A tarifa de 50% pode representar perdas de R$ 190 milh\u00f5es ao estado.<\/p>\n Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n Em 2024, os Estados Unidos foram o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito Santo, com um valor total de US$ 3,1 bilh\u00f5es, representando 28,6% de todas as vendas externas do estado. oind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o teve papel central nesse fluxo, respondendo por 80,9% das exporta\u00e7\u00f5es destinadas ao mercado norte-americano. Os principais setores exportadores foram a metalurgia (US$ 1,14 bilh\u00e3o, 37,2%), minerais n\u00e3o met\u00e1licos (US$ 680,1 milh\u00f5es, 22,2%), celulose e papel (US$ 559,8 milh\u00f5es, 18,2%) e a extra\u00e7\u00e3o de minerais met\u00e1licos (US$ 387 milh\u00f5es, 12,6%).\u00a0O tarifa\u00e7o pode representar perdas de R$ 605 milh\u00f5es ao estado.<\/p>\n Para\u00edba<\/strong><\/p>\n Com um total de US$ 35,6 milh\u00f5es, que corresponde a 21,6% das exporta\u00e7\u00f5es do estado, os EUA foram o segundo principal destino das exporta\u00e7\u00f5es da Para\u00edba. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o teve papel dominante nesse com\u00e9rcio, respondendo por 96,9% das exporta\u00e7\u00f5es para o mercado norte-americano. Os principais setores exportadores foram o de alimentos, com destaque absoluto (US$ 30,5 milh\u00f5es, 85,5%), e o de couro e cal\u00e7ados (US$ 3,6 milh\u00f5es, 10,2%). O impacto negativo para o estado pode ser de mais de R$ 101 milh\u00f5es.<\/p>\n S\u00e3o Paulo\u00a0<\/strong><\/p>\n Segundo o estudo, em 2024, os EUA foram o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es de S\u00e3o Paulo, com um valor total de US$ 13,5 bilh\u00f5es, o que representa 19% de tudo que o estado exportou no ano. Al\u00e9m disso, 92,1% do que o estado vendeu ao pa\u00eds americano veio da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, ou seja, de produtos que passaram por algum tipo de processamento (e n\u00e3o apenas mat\u00e9rias-primas). Para a maior economia brasileira, o preju\u00edzo com as tarifas pode ultrapassar R$ 4,4 bilh\u00f5es, representando uma queda de 0,13% do PIB do estado.<\/p>\n Em volume, preju\u00edzo \u00e9 maior e bilion\u00e1rio para Sul e Sudeste\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n Em termos de impacto financeiro, os estados do Sudeste e do Sul ser\u00e3o os mais prejudicados, apesar de contarem com maior diversifica\u00e7\u00e3o de mercados na pauta exportadora.<\/p>\n Depois de S\u00e3o Paulo, que acumula maior perda financeira, Rio Grande do Sul e Paran\u00e1 s\u00e3o os estados mais afetados, com base em dados da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n Ocupando o segundo lugar de estado com maior impacto com o tarifa\u00e7o, com potencial de retra\u00e7\u00e3o de R$ 1,917 bilh\u00e3o no PIB, o Rio Grande do Sul, teve os Estados Unidos como 3\u00ba maior destino de exporta\u00e7\u00f5es, que totalizaram US$ 1,8 bilh\u00e3o, representando 8,4% do total exportado. Os principais setores exportadores do estado s\u00e3o produtos de metal (US$ 322 mi, 17,4%), fumo (US$ 237 mi, 12,8%), couro e cal\u00e7ados (US$ 188 mi, 10,1%).<\/p>\n No caso do Paran\u00e1, os EUA tamb\u00e9m aparecem como o 3\u00ba principal destino comercial. Em 2024, o estado exportou US$ 1,5 bilh\u00e3o ao mercado americano, o que corresponde a 6,8% do total exportado no ano, sendo 97,5% provenientes da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o. Madeira (US$ 614 mi, 38,7%), alimentos (US$277, 14,3%) e m\u00e1quinas e equipamentos (US$ 217 mi, 13,7%) est\u00e3o entre os principais setores exportados. O PIB estadual pode perder R$ 1,914 bilh\u00e3o com o tarifa\u00e7o de Donald Trump.<\/p>\n Santa Catarina aparece em quarto lugar na lista de maior preju\u00edzo financeiro (R$ 1,7 bi), mas \u00e9 o estado com a segunda maior queda no PIB prevista: -0,31%. Quase tudo que o estado vende aos EUA v\u00eam da ind\u00fastria (99%): madeira (US$ 650,7 milh\u00f5es, 37,2%), autom\u00f3veis (US$ 258,6 mi, 14,8%) e m\u00e1quinas e materiais el\u00e9tricos (US$ 232,5 mi, 13,3%).<\/p>\n Em 5\u00ba lugar, Minas Gerais pode amargar perdas de R$ 1,6 bilh\u00e3o (-0,15% no PIB). A participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nas exporta\u00e7\u00f5es aos EUA foi de 66,1% em 2024. No total, Minas exportou US$ 4,6 bi aos americanos no ano passado, com destaque para metalurgia (US$ 1,7 bi, 37,6%); produ\u00e7\u00e3o vegetal, animal e ca\u00e7a (US$ 1,5 bi, 33,6%) e alimentos (US$ 276 mi, 6%).\u00a0OS EUA s\u00e3o o 3\u00ba maior destino das vendas externas do estado.<\/p>\n Centro-Oeste, Nordeste e Norte s\u00e3o menos dependentes, mas impactos s\u00e3o significativos\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n No Centro-Oeste, Goi\u00e1s, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul acumulam preju\u00edzos superiores a R$ 1,9 bilh\u00e3o. J\u00e1 no Nordeste, as perdas s\u00e3o menores, mas ainda relevantes: Bahia (R$ 404 mi), Pernambuco (R$ 377 mi) e Cear\u00e1 (R$ 190 mi) lideram na regi\u00e3o.<\/p>\n J\u00e1 os cinco estados menos impactados financeiramente s\u00e3o: Roraima (R$ 13 milh\u00f5es), Sergipe (R$ 30 mi), Acre (R$ 31 mi), Piau\u00ed (R$32 mi) e Amap\u00e1 (R$ 36 mi).<\/p>\n Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 depend\u00eancia das exporta\u00e7\u00f5es americanas, os estados brasileiros Roraima, com apenas 0,3%, seguido por Mato Grosso (1,5%), Distrito Federal (2,6%), Piau\u00ed e Tocantins (ambos com 3%), Goi\u00e1s (3,3%) e Rond\u00f4nia (4,7%), somam perdas financeiras de R$ 1,87 bilh\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo e Para\u00edba t\u00eam alta concentra\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es para os EUA. 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