{"id":14587,"date":"2020-08-02T21:54:54","date_gmt":"2020-08-03T01:54:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fieam.org.br\/fieam\/?p=14587"},"modified":"2020-08-02T21:54:54","modified_gmt":"2020-08-03T01:54:54","slug":"fieam-conta-a-historia-da-industria-em-seis-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/fieam-conta-a-historia-da-industria-em-seis-decadas\/","title":{"rendered":"FIEAM conta hist\u00f3ria da Ind\u00fastria em seis d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"
Em 3 de agosto de 1960, quando a FIEAM foi criada, ainda n\u00e3o havia Zona Franca de Manaus. Havia apenas a secular promessa dos governos de dotar a regi\u00e3o de um projeto desenvolvimentista que a integrasse pelo menos territorialmente ao restante do pa\u00eds.<\/p>\n At\u00e9 chegar \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o do projeto ZFM, pelo Decreto-Lei n\u00ba 288, de 28 de fevereiro de 1967, o Amazonas passou por longos per\u00edodos de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u2013 interrompidos por dois surtos de crescimento, ambos provocados pela explora\u00e7\u00e3o da borracha, o primeiro entre 1887 e 1910, o chamado \u201cciclo da borracha\u201d, e o segundo, mais curto, na d\u00e9cada de 1940, com a retomada da produ\u00e7\u00e3o agora voltada para os esfor\u00e7os de guerra. L\u00e1 atr\u00e1s, no auge, a regi\u00e3o chegou a produzir mais de 40 mil toneladas anuais de l\u00e1tex, tornando o Brasil o principal fornecedor mundial do produto.<\/p>\n Esses dois segmentos, borracha e bebidas, estavam bem representados quando finalmente foi fundada a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Amazonas, com sede provis\u00f3ria no pr\u00e9dio da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Amazonas. O perfil industrial do Estado ia ent\u00e3o do beneficiamento de produtos extrativistas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo.<\/p>\n A ata de funda\u00e7\u00e3o foi assinada pelos mais ilustres l\u00edderes sindicais da \u00e9poca, os empres\u00e1rios Antonio de Andrade Sim\u00f5es<\/strong>, do Sindicato de Panifica\u00e7\u00e3o, Petr\u00f4nio Augusto Pinheiro<\/strong>, do Sindicato das Ind\u00fastrias de Bebidas, Francisco das Chagas Menezes<\/strong>, do Sindicato da Extra\u00e7\u00e3o de Borracha, Alcides Ramos Paes<\/strong>, do Sindicato de Cal\u00e7ados de Manaus, e Moyses Benarr\u00f3s Israel<\/strong>, do Sindicato das Ind\u00fastrias de Carpintarias e Serrarias de Manaus.<\/p>\n <\/p>\n Na sess\u00e3o de funda\u00e7\u00e3o, foi aclamada a Diretoria Provis\u00f3ria da entidade, formada por:<\/p>\n <\/p>\n O fundador e primeiro presidente foi um aut\u00eantico representante do extrativismo na Amaz\u00f4nia, o empres\u00e1rio Abrah\u00e3o Sabb\u00e1<\/strong>, de tradicional fam\u00edlia de empreendedores da regi\u00e3o, com atividades que iam da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo ao beneficiamento da juta.<\/p>\n Em setembro de 1961, foi eleita a primeira Diretoria, sendo Abrah\u00e3o Sabb\u00e1 reconduzido ao cargo.<\/p>\n Em sequ\u00eancia, passaram pela presid\u00eancia da FIEAM, al\u00e9m de Abrah\u00e3o Sabb\u00e1, os empres\u00e1rios Ant\u00f4nio Sim\u00f5es, Jo\u00e3o de Mendon\u00e7a Furtado, Francisco Garcia Rodrigues, Jos\u00e9 Nasser e Antonio Silva.<\/p>\n J\u00e1 na \u00e9poca da funda\u00e7\u00e3o da FIEAM, o aspecto conservador da ind\u00fastria amazonense come\u00e7ava a mudar s\u00f3 com os preparativos para o lan\u00e7amento do projeto Zona Franca de Manaus, em andamento nos bastidores. Ainda em 1960, \u00e9 nomeado o primeiro superintendente da ZFM, o deputado e autor da Lei que criou o modelo, ainda como Porto Livre, Francisco Pereira da Silva.<\/p>\n No ano seguinte \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da ZFM, em 1968, \u00e9 lan\u00e7ada a pedra fundamental do Distrito Industrial, sendo o projeto da empresa Beta S\/A Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio aprovado com o Certificado n\u00ba 1, fornecido pela Suframa, para produ\u00e7\u00e3o de joias.<\/p>\n Criadas as condi\u00e7\u00f5es para implanta\u00e7\u00e3o de projetos industriais na ZFM pelo menos 35 empresas receberam aprova\u00e7\u00e3o da Suframa para entrar em atividade ainda no final da d\u00e9cada de 1960. Em meados da d\u00e9cada de 1970, o n\u00famero de projetos j\u00e1 passava de 130. No final da d\u00e9cada eram mais de 200. Hoje, fica em torno de 600 o n\u00famero de\u00a0 empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus.<\/p>\n Ao longo de 60 anos \u00e9 poss\u00edvel observar a transforma\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva regional, da fase inicial como processadora de mat\u00e9rias-primas aos pilares atuais da economia, centrada nos polos eletroeletr\u00f4nico e de duas rodas, principalmente.<\/p>\n Os Sindicatos<\/strong><\/p>\n A FIEAM \u00e9 composta por 27 sindicatos patronais<\/a> que representam o segmento industrial do Amazonas.\u00a0Por meio do seu Departamento de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho (DRT), a FIEAM atua na gest\u00e3o e assessoramento jur\u00eddico voltados para os 27 sindicatos patronais filiados \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de oferecer os mesmos servi\u00e7os a empresas industriais n\u00e3o organizadas em sindicatos.<\/p>\n Entre os servi\u00e7os que oferece aos sindicatos, a FIEAM orienta e ajuda a elaborar os processos eleitorais, cuida do c\u00e1lculo emiss\u00e3o de Guias da Contribui\u00e7\u00e3o Sindical e participa, por meio do seu Departamento Jur\u00eddico, das negocia\u00e7\u00f5es das categorias trabalhistas e patronais.<\/p>\n
<\/a>Em 60 anos, a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Amazonas<\/strong> saiu da condi\u00e7\u00e3o de entidade meramente sindical, de representa\u00e7\u00e3o daqueles segmentos industriais que a fundaram, para se tornar o mais importante f\u00f3rum de debate com foco nos interesses da ind\u00fastria amazonense, mas tamb\u00e9m no desenvolvimento social e econ\u00f4mico do Estado, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o do modelo Zona Franca de Manaus, na defesa de suas prerrogativas constitucionais, e hoje na urgente constru\u00e7\u00e3o de novas matrizes econ\u00f4micas para o Estado do Amazonas.<\/p>\n
<\/a>Com aquele sistema ainda rudimentar de produ\u00e7\u00e3o da borracha nativa, a ind\u00fastria dava seus primeiros passos no Amazonas, embora, com nome e sobrenome, a primeira iniciativa formal do g\u00eanero a figurar na hist\u00f3ria tenha sido a funda\u00e7\u00e3o da F\u00e1brica de Gelo Cristal, em 1905, pertencente \u00e0 empresa Miranda Corr\u00eaa & Cia. Esse mesmo grupo inaugurou, em 1912, a F\u00e1brica de Cerveja Amazonense para produ\u00e7\u00e3o de cerveja em garrafa e chope em barris. A cerveja XPTO era o principal cart\u00e3o de visitas da empresa.<\/p>\n
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<\/a>Porto Livre, Zona Franca<\/strong><\/p>\n