<\/a>Outras empresas que faturam na crise, na avalia\u00e7\u00e3o do professor, s\u00e3o as que est\u00e3o ligadas \u00e0 tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e os processos de transforma\u00e7\u00e3o digital que levam empresas a usar mais a internet. \u201cCompanhias, como a Amazon, est\u00e3o crescendo de maneira avassaladora, com suas a\u00e7\u00f5es muito valorizadas. Empresas que vendem pela internet recursos de TI tamb\u00e9m t\u00eam tido grande produtividade\u201d, avaliou.<\/p>\nEntre os setores que representam uma grande incerteza para o futuro, Augusto Rocha citou o de petr\u00f3leo, que experimentou pre\u00e7os negativos nas \u00faltimas semanas. \u201cO que vai acontecer com a ind\u00fastria de energia, de g\u00e1s, por exemplo, como vai ficar a ind\u00fastria automobil\u00edstica, nesse contexto, ser\u00e1 que v\u00e3o conseguir retomar as vendas que ca\u00edram de maneira assustadora?\u201d, questionou.<\/p>\n
Ao responder a uma das quest\u00f5es levantadas pela audi\u00eancia, na live, quanto \u00e0 amea\u00e7a de compra de empresas nacionais por fundos de investimentos estrangeiros, Augusto Rocha disse que a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real torna essa amea\u00e7a poss\u00edvel. \u201cTudo fica muito barato para estrangeiros, para comprar a Embraer, a Petrobras, enfim, quem tem recurso pode adquirir o Brasil de maneira muito forte\u201d, disse. Comprar os falidos, como disse na live o pesquisador Stefan Keppler, mas tamb\u00e9m os rent\u00e1veis. \u201cA ind\u00fastria nacional est\u00e1 muito amea\u00e7ada neste momento porque est\u00e1 muito barato comprar uma empresa brasileira\u201d, disse.<\/p>\n
Segundo Rocha, no Polo Industrial de Manaus, as empresas est\u00e3o extremamente nervosas, reconfigurando as suas cadeias de suprimento. \u201cE eu acredito que vai existir, no m\u00e9dio prazo, uma verticaliza\u00e7\u00e3o dessas cadeias, o que n\u00e3o deixa de ser uma mega oportunidade para o PIM\u201d.<\/p>\n
Nelson Azevedo lembrou que a Zona Franca de Manaus quando foi criada tinha como grande m\u00e9rito ser \u201csubstituidora de importa\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cQuando se fala em abertura da economia n\u00f3s temos que olhar como isso deve ocorrer. N\u00f3s j\u00e1 tivemos uma ind\u00fastria de bens intermedi\u00e1rios bem mais forte e que perdeu competitividade. S\u00f3 precisamos olhar as oportunidades e ver de que forma vamos reduzir o custo Brasil, a burocracia, a carga tribut\u00e1ria, previdenci\u00e1ria, tudo que onera, para atrair para o PIM a ind\u00fastria nacional\u201d, disse o vice-presidente da FIEAM.<\/p>\n
Para Augusto Rocha, de fato, o momento \u00e9 muito oportuno para a ind\u00fastria nacional e para novas ind\u00fastrias virem para o Polo Industrial de Manaus, uma vez que, al\u00e9m da oportunidade de produzir com os incentivos fiscais do modelo Zona Franca, estar\u00e3o operando em real e n\u00e3o em d\u00f3lar.<\/p>\n
Infraestrutura p\u00edfia<\/strong><\/p>\nO problema com o PIM e a Zona Franca continua sendo a log\u00edstica da regi\u00e3o, de acordo com Rocha. \u201cO Norte do Brasil \u00e9 muito isolado do restante do pa\u00eds. Vivemos um s\u00e9culo de falta de investimento em infraestrutura. \u00c9 um problema hist\u00f3rico na nossa regi\u00e3o. Pouco ou nada se investe em infraestrutura de transporte, e o que temos \u00e9 o investimento p\u00edfio ao longo de d\u00e9cadas. Esse \u00e9 o desafio que perdura no momento presente\u201d.<\/p>\n
Outro desafio que fica para a p\u00f3s-pandemia \u00e9 transformar o Estado brasileiro, pesado, caro. \u201cN\u00f3s estamos acostumados com governos muito pesados nas costas, pesado e caro\u201d, disse Rocha. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, o que vai surgir depois desse momento de crise deve ser uma nova consci\u00eancia coletiva do pa\u00eds frente a esse cen\u00e1rio. \u201cEspero que tenhamos a capacidade de simplificar a burocracia, de dar mais liberdade para as empresas e que as pessoas aumentem o seu n\u00edvel de poupan\u00e7a para que possam estar mais preparadas para enfrentar momentos como esse que estamos vivendo\u201d.<\/p>\n
Ao encerrar sua participa\u00e7\u00e3o no debate, Augusto Rocha disse que \u00e9 grande a oportunidade para a ind\u00fastria brasileira renascer e que esse renascimento vir\u00e1 a partir da simplifica\u00e7\u00e3o da burocracia, da retomada da produ\u00e7\u00e3o no solo brasileiro, a partir da verticaliza\u00e7\u00e3o de processos que foram transferidos para mercados estrangeiros quando temos capacidade, conhecimento e tecnologia nacional para fazer isso.<\/p>\n
\u201cA ind\u00fastria nacional pode ser sustent\u00e1vel\u201d, disse Augusto Rocha. \u201cE pode contar com o apoio da universidade brasileira, desde que se permita maior participa\u00e7\u00e3o da academia nos meios produtivos. A universidade brasileira n\u00e3o vem sendo explorada porque os marcos legais nos atrapalham muito. Precisamos de governos que apoiem o ensino, a tecnologia e a produ\u00e7\u00e3o\u201d, disse o professor.<\/p>\n
O momento, disse o professor, \u00e9 de reflex\u00e3o e consterna\u00e7\u00e3o. \u201cA gente est\u00e1 no meio de uma trag\u00e9dia. \u00c9 assustadora a perda de vidas no nosso pa\u00eds, mas precisamos seguir adiante, precisamos dar os pr\u00f3ximos passos. Passada a consterna\u00e7\u00e3o, precisamos tirar li\u00e7\u00f5es: o Brasil nunca viveu uma grande guerra em seu territ\u00f3rio. Temos pequenos registros de guerra na nossa hist\u00f3ria, mas n\u00f3s temos uma grande hist\u00f3ria de vit\u00f3rias nessas guerras que o Brasil enfrentou. N\u00f3s estamos no meio de uma grande guerra, com perdas de vidas, e precisamos transformar isso numa vit\u00f3ria. E o \u00faltimo desafio \u00e9 como transformar isso numa vit\u00f3ria para todos n\u00f3s que sobreviveremos\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"
A retomada da atividade industrial logo ap\u00f3s a pandemia do Covid-19 vai ser um dos maiores desafios j\u00e1 enfrentados pelo setor: quem souber se posicionar de maneira adequada tem maiores chances de acertar o rein\u00edcio. Um bom resultado vai depender tamb\u00e9m de medidas efetivas de apoio ao emprego e uma forte inje\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos […]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14371,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28,30],"tags":[],"class_list":["post-14363","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-banner-destaque","category-news_destaque"],"yoast_head":"\n
FIEAM avalia poss\u00edveis cen\u00e1rios no p\u00f3s-Covid-19 - FIEAM<\/title>\n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n \n\t \n\t \n\t \n