{"id":12443,"date":"2019-03-15T16:17:00","date_gmt":"2019-03-15T20:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fieam.org.br\/fieam\/?p=12443"},"modified":"2019-03-15T16:17:00","modified_gmt":"2019-03-15T20:17:00","slug":"custos-da-industria-brasileira-sobem-88-informa-cni","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/custos-da-industria-brasileira-sobem-88-informa-cni\/","title":{"rendered":"Custos da ind\u00fastria brasileira sobem 8,8%, informa CNI"},"content":{"rendered":"
Estudo mostra que a alta registrada em 2018 foi a maior desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, em 2006. <\/em>Os custos com energia aumentaram 18,2% e, os com bens intermedi\u00e1rios, 13,4%<\/em><\/p>\n <\/p>\n Pressionados pelos aumentos da energia e dos pre\u00e7os dos bens intermedi\u00e1rios, os custos da ind\u00fastria brasileira subiram 8,8% em 2018 frente a 2017. Foi a maior alta registrada desde o in\u00edcio da s\u00e9rie em 2006, informa o\u00a0Indicador de Custos Industriais<\/a>, divulgado nesta sexta-feira, 15 de mar\u00e7o, pela\u00a0Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI<\/a>). Enquanto os custos subiram 8,8%, os pre\u00e7os dos produtos industrializados aumentaram 8,4%, conforme o \u00cdndice de Pre\u00e7os de Manufaturados Dom\u00e9sticos (IPA – Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o), medido pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas. Isso mostra que a ind\u00fastria reduziu sua margem de lucro pois enfrentou dificuldades para repassar o aumento de custos aos consumidores.<\/p>\n O Indicador de Custos Industriais \u00e9 formado pelos \u00edndices de custo tribut\u00e1rio, de custo com capital de giro e com custo de produ\u00e7\u00e3o. O \u00fanico componente do indicador que caiu no ano passado foi o custo com capital de giro, que recuou 15,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2017. O \u00edndice de custo tribut\u00e1rio subiu 3,6% e o de produ\u00e7\u00e3o aumentou 10,9% em 2018 na compara\u00e7\u00e3o com 2017.<\/p>\n O \u00edndice de custo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 composto pelos \u00edndices de custos com pessoal, energia e bens intermedi\u00e1rios (insumos e mat\u00e9rias-primas utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o de um produto). O campe\u00e3o dos aumentos no ano passado foi o custo com energia, que subiu 18,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2017. \u201cFoi o segundo maior aumento da s\u00e9rie iniciada em 2006, atr\u00e1s apenas do aumento de 41,3% verificado em 2015\u201d, diz o estudo da CNI. A energia el\u00e9trica subiu 12,8% e o \u00f3leo combust\u00edvel aumentou 41,3% no per\u00edodo.<\/p>\n Os custos de produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram impulsionados pela alta de 13,4% nos custos com bens intermedi\u00e1rios. O custo com intermedi\u00e1rios dom\u00e9sticos subiu 11,9%, o maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, que come\u00e7ou em 2006. Na avalia\u00e7\u00e3o da CNI, al\u00e9m da eleva\u00e7\u00e3o dos custos com energia, a greve dos caminhoneiros, a tabela de pre\u00e7o m\u00ednimo dos fretes rodovi\u00e1rios e a alta de 22,3% nos insumos e mat\u00e9rias-primas importados tamb\u00e9m contribu\u00edram para o aumento dos bens intermedi\u00e1rios. O aumento dos custos com bens intermedi\u00e1rios importados \u00e9 resultado da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar ao longo de 2018.<\/p>\n C\u00c2MBIO E COMPETITIVIDADE<\/strong>\u00a0– Entretanto, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real ajudou a melhorar a competitividade dos produtos brasileiros. Isso porque, enquanto os custos da ind\u00fastria nacional cresceram 8,8%, o pre\u00e7o dos manufaturados importados aumentou 22,5% em reais na compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia de 2017. A ind\u00fastria brasileira tamb\u00e9m ganhou competitividade no mercado externo, pois os pre\u00e7os dos produtos manufaturados nos Estados Unidos subiram 20,8% no mesmo per\u00edodo em que os custos no Brasil subiram 8,8%. \u201cA redu\u00e7\u00e3o dos custos industriais \u00e9 essencial para melhorar a competitividade da ind\u00fastria brasileira no longo prazo, sem depender de desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial\u201d, diz a economista da CNI Maria Carolina Marques.<\/p>\n A CNI destaca que a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real tem dois efeitos sobre a competitividade brasileira.\u00a0 No curto prazo, h\u00e1 um impacto positivo porque a valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar encarece os produtos estrangeiros. No m\u00e9dio prazo, o impacto \u00e9 negativo pois o d\u00f3lar mais caro eleva os custos da ind\u00fastria com insumos e mat\u00e9rias-primas importadas, o que acaba elevando os custos do produto nacional.<\/p>\n <\/p>\n ATENDIMENTO \u00c0 IMPRENSA<\/strong> (61) 3317-9578 \/ 9895 SITE<\/strong> REDES SOCIAIS<\/strong>
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