{"id":12200,"date":"2018-12-13T12:45:15","date_gmt":"2018-12-13T16:45:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fieam.org.br\/fieam\/?p=12200"},"modified":"2018-12-13T12:45:15","modified_gmt":"2018-12-13T16:45:15","slug":"economia-brasileira-crescera-27-e-industria-tera-expansao-de-3-em-2019-preve-cni-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/economia-brasileira-crescera-27-e-industria-tera-expansao-de-3-em-2019-preve-cni-2\/","title":{"rendered":"Economia brasileira crescer\u00e1 2,7% e ind\u00fastria ter\u00e1 expans\u00e3o de 3% em 2019, prev\u00ea CNI"},"content":{"rendered":"
Concretiza\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio positivo depende do ajuste das contas p\u00fablicas e das reformas <\/em>previdenci\u00e1ria e tribut\u00e1ria. Desempenho do PIB em 2018 frustrou as expectativas<\/em><\/p>\n <\/p>\n A economia brasileira crescer\u00e1 2,7% no pr\u00f3ximo ano, impulsionada pela expans\u00e3o de 3% da ind\u00fastria e de 6,5% do investimento. O consumo das fam\u00edlias, outro importante motor do crescimento, aumentar\u00e1 2,9% em 2019. As previs\u00f5es est\u00e3o na edi\u00e7\u00e3o especial do\u00a0Informe Conjuntural \u2013 Economia Brasileira<\/a>, que a\u00a0Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI)<\/a>\u00a0divulga nesta quarta-feira, 12 de dezembro. No entanto, esse cen\u00e1rio s\u00f3 se confirmar\u00e1 se o governo eleito fizer o ajuste duradouro nas contas p\u00fablicas, avan\u00e7ar nas reformas estruturantes, como a previdenci\u00e1ria e a tribut\u00e1ria, e adotar medidas para melhorar o ambiente de neg\u00f3cios, entre as quais est\u00e3o a desburocratiza\u00e7\u00e3o. \u201cO pa\u00eds deve se unir em favor de medidas que impulsionem o desenvolvimento econ\u00f4mico e social\u201d, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.<\/p>\n Al\u00e9m das estimativas positivas para o pr\u00f3ximo ano, o Informe Conjuntural destaca que h\u00e1 espa\u00e7o para um crescimento maior e sustentado. \u201cSe os avan\u00e7os na agenda da transforma\u00e7\u00e3o e das reformas forem substantivos, a resposta dos agentes econ\u00f4micos poder\u00e1 ser mais r\u00e1pida e potencializar o crescimento\u201d, avalia a CNI. \u201cOs consumidores ter\u00e3o confian\u00e7a para suas decis\u00f5es de consumo e os empres\u00e1rios maior disposi\u00e7\u00e3o para investir e contratar\u201d, afirma o estudo. Com esse cen\u00e1rio, a taxa anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) poder\u00e1 alcan\u00e7ar 3% ou mais no segundo semestre.<\/p>\n Por isso, Robson Andrade destaca que n\u00e3o h\u00e1 tempo a perder. \u201cAs tarefas s\u00e3o urgentes. \u00c9 hora de avan\u00e7armos mais decididamente na total remo\u00e7\u00e3o dos obst\u00e1culos ao crescimento, com o enfrentamento de quest\u00f5es antigas, como as graves distor\u00e7\u00f5es do atual sistema previdenci\u00e1rio, que est\u00e1 \u00e0 beira da inviabilidade financeira, e a complexidade do sistema tribut\u00e1rio\u201d, diz o presidente da CNI.<\/p>\n Essas e outras medidas priorit\u00e1rias para o Brasil voltar a crescer est\u00e3o na Agenda dos 100 Dias – Brasil 2019, que a CNI apresentou \u00e0 equipe de transi\u00e7\u00e3o do governo de Jair Bolsonaro. As sugest\u00f5es foram selecionadas nos 42 documentos que a CNI apresentou aos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, em julho deste ano. \u201cH\u00e1 uma expectativa muito grande que o governo Bolsonaro far\u00e1\u00a0 a reforma da Previd\u00eancia\u201d, afirma Robson Andrade. \u201cSe o governo n\u00e3o conseguir reformar a Previd\u00eancia ter\u00e1 de apontar outros caminhos para reduzir o d\u00e9ficit p\u00fablico\u201d, completa.<\/p>\n DESEMPREGO E INFLA\u00c7\u00c3O<\/strong>\u00a0– Outras previs\u00f5es da ind\u00fastria para o pr\u00f3ximo ano indicam que a taxa de desemprego cair\u00e1 para 11,4%, a infla\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 em 4,1%, a taxa nominal de juros b\u00e1sicos da economia alcan\u00e7ar\u00e1 7,50% ao ano no fim de 2019 e a cota\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do d\u00f3lar ser\u00e1 de R$ 3,78.\u00a0 A balan\u00e7a comercial fechar\u00e1 2019 com um saldo positivo de US$ 45 bilh\u00f5es. A d\u00edvida p\u00fablica continuar\u00e1 subindo e alcan\u00e7ar\u00e1 79,5% do PIB.<\/p>\n Mas h\u00e1 riscos, sobretudo internos, \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio virtuoso previsto pela ind\u00fastria. De acordo com o Informe Conjuntural, se o pa\u00eds optar por reformas limitadas ou incompletas, a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios e consumidores diminuir\u00e1, o que conduzir\u00e1 o pa\u00eds \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o da economia, como ocorreu em 2017 e 2018. O pior, no entanto, \u00e9 o adiamento ou a op\u00e7\u00e3o por n\u00e3o fazer as reformas.<\/p>\n \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ter um afeito devastador na confian\u00e7a dos agentes, causando r\u00e1pida deteriora\u00e7\u00e3o dos indicadores de risco-pa\u00eds, ativos financeiros e taxa de c\u00e2mbio, com reflexos na taxa de juros dom\u00e9stica. Nesta situa\u00e7\u00e3o, seria poss\u00edvel at\u00e9 mesmo o retorno do quadro de recess\u00e3o que marcou o meio da d\u00e9cada atual\u201d, adverte a CNI.<\/p>\n FRUSTRA\u00c7\u00c3O EM 2018<\/strong>\u00a0\u2013 O adiamento das reformas foi um dos fatores que prejudicou o desempenho da economia e da ind\u00fastria neste ano. O Informe Conjuntural lembra que o crescimento de 2018 ficou aqu\u00e9m do estimado no fim de 2017. O PIB do pa\u00eds deve fechar o ano com crescimento de 1,3%, abaixo dos 2,6% previstos inicialmente. O PIB da ind\u00fastria tamb\u00e9m deve crescer apenas 1,3%, menos do que os 3% estimados no in\u00edcio do ano.<\/p>\n A expans\u00e3o de 1,3% da economia brasileira est\u00e1 distante do crescimento m\u00e9dio de 3,7% estimado para a economia mundial. \u201cO Brasil segue, portanto, aumentando o hiato que nos separa das economias avan\u00e7adas e das emergentes\u201d, informa a CNI.<\/p>\n Al\u00e9m do adiamento das reformas, sobretudo a da Previd\u00eancia, o\u00a0estudo<\/a>\u00a0lembra que as incertezas sobre as elei\u00e7\u00f5es, a greve que paralisou os transportes no pa\u00eds e o desemprego elevado prejudicaram a recupera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica em 2018.\u00a0 Esses fatos impediram que a infla\u00e7\u00e3o baixa e a queda dos juros tivessem um efeito mais positivo sobre a economia.<\/p>\n ATENDIMENTO \u00c0 IMPRENSA<\/strong> (61) 3317-9578 \/ 9895 SITE<\/strong> REDES SOCIAIS<\/strong>
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