{"id":12012,"date":"2018-10-11T10:44:34","date_gmt":"2018-10-11T14:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fieam.org.br\/fieam\/?p=12012"},"modified":"2018-10-11T10:44:34","modified_gmt":"2018-10-11T14:44:34","slug":"brasil-perde-quase-us-1-bi-em-um-ano-com-medidas-de-defesa-comercial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/brasil-perde-quase-us-1-bi-em-um-ano-com-medidas-de-defesa-comercial\/","title":{"rendered":"Brasil perde quase US$ 1 bi em um ano com medidas de defesa comercial"},"content":{"rendered":"
CNI analisou o comportamento das exporta\u00e7\u00f5es a partir de 13 ferramentas aplicadas contra o pa\u00eds desde 2015. Ind\u00fastria defende mais apoio ao exportador e fortalecimento do sistema de defesa comercial brasileiro<\/em><\/p>\n <\/p>\n A aplica\u00e7\u00e3o de medidas de defesa comercial contra o Brasil representa uma perda anual da ordem de US$ 1 bilh\u00e3o em exporta\u00e7\u00f5es para as empresas brasileiras, revela estudo da\u00a0Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI)<\/a>. Em m\u00e9dia, quando uma medida \u00e9 aplicada contra um produto brasileiro, as vendas desse bem para o exterior caem 86% ao longo de um per\u00edodo de 12 meses.<\/p>\n A an\u00e1lise considerou o comportamento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras a partir de 13 medidas de defesa comercial aplicadas contra o Brasil entre 2015 e 2017. Elas est\u00e3o divididas em medidas antidumping, antissubs\u00eddios (ou compensat\u00f3rias) e salvaguardas. O estudo avaliou o valor das exporta\u00e7\u00f5es sempre 12 meses antes e 12 meses ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o desses instrumentos.<\/p>\n Os setores mais afetados s\u00e3o os de metais (oito medidas), papel (tr\u00eas medidas) e a\u00e7\u00facar (duas medidas). Os Estados Unidos foram os principais aplicadores dessas ferramentas contra o Brasil no per\u00edodo analisado. Ao todo, os americanos utilizaram cinco instrumentos de defesa comercial contra o pa\u00eds, sendo tr\u00eas referentes a metais, um a papel e um a borracha.<\/p>\n O estudo mostra ainda que a aplica\u00e7\u00e3o dos instrumentos de defesa comercial contra o Brasil cresce em ritmo acelerado. O n\u00famero de novas medidas passou de duas em 2015 para seis em 2016 e nove em 2017.<\/p>\n DEFESA X PROTECIONISMO<\/strong>\u00a0– Na avalia\u00e7\u00e3o da CNI, o aumento do uso dos instrumentos antidumping, antissubs\u00eddios e salvaguardas contra o Brasil mostra que o pa\u00eds precisa apoiar mais os exportadores nesse processo e fortalecer o seu sistema de defesa comercial.<\/p>\n No apoio aos exportadores, o governo precisa acompanhar, ao menos nos produtos em que o Brasil \u00e9 competitivo, o comportamento de outros mercados para analisar que medidas de defesa comercial eles v\u00eam tomando e se antecipar \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de algum instrumento contra o Brasil.\u00a0 Depois, uma vez que uma investiga\u00e7\u00e3o contra um produto \u00e9 iniciada, o governo pode apoiar o exportador nesse processo \u2013 por exemplo, acelerando a libera\u00e7\u00e3o, para as empresas, de documentos que elas precisam entregar aos outros pa\u00edses. Se uma medida \u00e9 finalmente adotada por outro pa\u00eds contra o Brasil, o Executivo precisa acompanhar se ela est\u00e1 sendo conduzida de acordo com as regras multilaterais estabelecidas para a pr\u00e1tica. Muitas vezes, o Brasil \u00e9 alvo de medidas de defesa comercial que n\u00e3o respeitam normas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do com\u00e9rcio (OMC).<\/p>\n No que diz respeito ao fortalecimento do sistema, o Brasil precisa usar tecnicamente os instrumentos de defesa comercial, que n\u00e3o se confundem com protecionismo, contra outros pa\u00edses. \u201cEnquanto o mundo amplia a utiliza\u00e7\u00e3o das ferramentas de defesa comercial, n\u00f3s n\u00e3o estamos dando valor \u00e0 defesa comercial aplicada sobre os par\u00e2metros da OMC. A CNI \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de medidas de defesa contra outros pa\u00edses com embasamento t\u00e9cnico e com o objetivo de combater pr\u00e1ticas desleais. H\u00e1, no entanto, \u00f3rg\u00e3os do governo que sequer seguem o roteiro t\u00e9cnico e politizam a aplica\u00e7\u00e3o das medidas\u201d, disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.<\/p>\n QUEDA DE 93% EM EXPORTA\u00c7\u00d5ES<\/strong>\u00a0– Em valores, as salvaguardas impostas pela China contra o a\u00e7\u00facar brasileiro foram a medida que representou a maior perda para o Brasil no per\u00edodo analisado. Em 2017, depois de alegar um surto de importa\u00e7\u00f5es do produto brasileiro, a China aplicou uma tarifa adicional para volumes de a\u00e7\u00facar que ultrapassem uma cota anual de 1,945 milh\u00e3o de toneladas. Segundo o levantamento da CNI, durante o primeiro ano de vig\u00eancia dessa medida da China, as exporta\u00e7\u00f5es do a\u00e7\u00facar brasileiro do pa\u00eds asi\u00e1tico ca\u00edram 93% ou US$ 712,6 milh\u00f5es, de US$ 767,5 milh\u00f5es para US$ 54,9 milh\u00f5es.<\/p>\n Em segundo lugar, destacam-se as medidas antidumping e anti-subs\u00eddio aplicadas simultaneamente pelos Estados Unidos em 2016 contra os laminados a frio do Brasil. As exporta\u00e7\u00f5es desse produto para os americanos ca\u00edram de 81,9% ou US$ 61,4 milh\u00f5es nos 12 meses seguintes \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o das taxas, de US$ 74,9 milh\u00f5es para US$ 13,5 milh\u00f5es.<\/p>\n Tanto a medida aplicada pela China quanto \u00e0 aplicada pelos Estados Unidos est\u00e3o sendo questionadas pelo Brasil na OMC.<\/p>\n Em seguida, outro instrumento aplicado pelos Estados Unidos contra o Brasil \u2013 uma medida antidumping em 2016 contra o papel n\u00e3o revestido brasileiro \u2013 causou uma redu\u00e7\u00e3o de US$ 59 milh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es ao longo de um ano, de US$ 124,2 milh\u00f5es para US$ 65,2 milh\u00f5es.<\/p>\n Outra medida antidumping aplicada pela \u00cdndia contra os laminados a quente no Brasil em 2017 contribuiu para uma perda de US$ 45,8 milh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em 12 meses \u2013 de US$ 45,9 milh\u00f5es para US$ 82,6 mil no per\u00edodo.<\/p>\n A CNI monitora ainda o comportamento de outras quatro medidas de defesa comercial que foram aplicadas h\u00e1 menos de 12 meses pelos Estados Unidos, Uni\u00e3o Europeia, Paquist\u00e3o e China contra produtos brasileiros.<\/p>\n PROPOSTA AOS PRESIDENCI\u00c1VEIS<\/strong>\u00a0– Na proposta\u00a0Defesa Comercial: agenda para um com\u00e9rcio justo<\/em><\/a>, entregue aos presidenci\u00e1veis, a CNI recomenda ao pr\u00f3ximo governo que evite inger\u00eancia pol\u00edtica com argumentos fr\u00e1geis na defesa comercial brasileira. O avan\u00e7o do com\u00e9rcio exterior brasileiro depende do uso t\u00e9cnico desse instrumento. O documento mostra que medidas antidumping, antissubs\u00eddios e salvaguardas s\u00e3o leg\u00edtimas, usadas para inibir pr\u00e1ticas desleais de com\u00e9rcio e estabelecidos por normas internacionais.<\/p>\n <\/p>\n ATENDIMENTO \u00c0 IMPRENSA<\/strong> (61) 3317-9406\u00a0\/ 9578 SITE<\/strong> REDES SOCIAIS<\/strong>
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