{"id":11870,"date":"2018-09-20T08:49:21","date_gmt":"2018-09-20T12:49:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fieam.org.br\/fieam\/?p=11870"},"modified":"2018-09-20T08:49:21","modified_gmt":"2018-09-20T12:49:21","slug":"desvalorizacao-do-real-alta-do-preco-do-oleo-combustivel-e-greve-dos-caminhoneiros-provocam-aumento-nos-custos-da-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fieam.org.br\/fieam\/desvalorizacao-do-real-alta-do-preco-do-oleo-combustivel-e-greve-dos-caminhoneiros-provocam-aumento-nos-custos-da-industria\/","title":{"rendered":"Desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, alta do pre\u00e7o do \u00f3leo combust\u00edvel e greve dos caminhoneiros provocam aumento nos custos da ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"
Apesar do maior crescimento dos custos desde o quarto trimestre de 2015, a ind\u00fastria manteve a lucratividade no segundo trimestre de 2018<\/p>\n
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<\/p>\n O indicador de custos industriais apresentou crescimento de 3,7% no segundo trimestre de 2018 na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre, na s\u00e9rie livre de efeitos sazonais. Foi o maior aumento registrado desde o quarto trimestre de 2015, quando a expans\u00e3o chegou a 3,8%. Os dados est\u00e3o no estudo Indicador de Custos Industriais,<\/a> divulgado nesta quarta-feira, 19 de setembro, pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI)<\/a>.<\/p>\n De acordo com o estudo trimestral, tr\u00eas fatores contribu\u00edram para a alta nos custos da ind\u00fastria: a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, a alta do pre\u00e7o do \u00f3leo combust\u00edvel e a paralisa\u00e7\u00e3o no transporte de carga rodovi\u00e1ria que ocorreu em maio de 2018.<\/p>\n A moeda brasileira, que se desvalorizou 11,2% no segundo trimestre de 2018, na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre deste ano, gerou alguns efeitos. O primeiro deles foi o efeito direto sobre os custos dos bens intermedi\u00e1rios importados pela ind\u00fastria brasileira para a produ\u00e7\u00e3o, que teve uma alta de 15,2%. \u201c\u00c9 como se os produtos intermedi\u00e1rios importados, que s\u00e3o os componentes que a ind\u00fastria brasileira traz de outros pa\u00edses, ficassem 11,2% mais caros, sem tempo h\u00e1bil para as ind\u00fastrias negociarem pre\u00e7os ou encontrarem outros fornecedores\u201d, ilustra a economista da CNI Maria Carolina Correia Marques.<\/p>\n O segundo efeito da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real foi sobre o pre\u00e7o do \u00f3leo combust\u00edvel, que apresentou crescimento de 24,4% no segundo trimestre de 2018 em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre, alta influenciada tamb\u00e9m pelo aumento de 11% no pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo no per\u00edodo. Esses fatores elevaram 8,5% os custos com energia da ind\u00fastria brasileira no segundo trimestre.<\/p>\n Por fim, o terceiro efeito foi a greve dos caminhoneiros sobre o pre\u00e7o dos insumos dom\u00e9sticos. A paralisa\u00e7\u00e3o gerou uma escassez, que, por sua vez, elevou o pre\u00e7o dos intermedi\u00e1rios dom\u00e9sticos em 4,9% tamb\u00e9m no segundo trimestre de 2018. \u201cAdicionalmente, como consequ\u00eancia da greve dos caminhoneiros, foi estabelecido um tabelamento de frete que aumentou o pre\u00e7o com transporte rodovi\u00e1rio de carga. Esse aumento no valor do transporte \u00e9 repassado ao pre\u00e7o dos produtos e pressiona os pre\u00e7os dos intermedi\u00e1rios dom\u00e9sticos\u201d, explica Maria Carolina.\u00a0 O custo com capital de giro apresentou queda de 3,8% e se destaca com a nona retrata\u00e7\u00e3o seguida. \u00c9 o maior per\u00edodo de queda ininterrupto dos juros desde o in\u00edcio da s\u00e9rie em 2006.<\/p>\n Apesar da alta nos custos industriais, o estudo da CNI mostra que a ind\u00fastria preservou a sua lucratividade no trimestre, pois o aumento de pre\u00e7os dos produtos manufaturados foi de 3,8%, indicando capacidade de a ind\u00fastria repassar o aumento de custos do trimestre aos consumidores.<\/p>\n ATENDIMENTO \u00c0 IMPRENSA<\/strong> (61) 3317-9578 \/ 9895 SITE<\/strong> REDES SOCIAIS<\/strong>
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