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Número de indústrias que planeja investir em 2016 é o menor em cinco anos, mostra pesquisa da CNI

Com a queda da demanda e o aumento da ociosidade, provocados pela crise, 

mais da metade das empresas não cumpriu os projetos que estavam planejados para 2015

 

A crise econômica atingiu em cheio os investimentos das indústrias de grande porte, que têm 250 ou mais empregados. Apenas 64% dessas empresas pretendem investir neste ano, o menor número desde 2010, informa a pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 18 de fevereiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

​​De acordo com os empresários, as principais razões para a redução de investimentos são a incerteza econômica, a elevada ociosidade, a reavaliação da demanda e o custo do crédito.

Entre as empresas que têm planos de investimentos, 67% pretendem tocar projetos já em andamento e 33% planejam iniciar novos empreendimentos. “O percentual de empresas que pretende destinar seus recursos principalmente para novos investimentos é o menor da série, diz a pesquisa da CNI. Em 2010, ano em que o levantamento começou a ser feito,  esse número era de 48%.

A boa notícia é que os investimentos de 2016 estão voltados principalmente para a inovação. Entre as indústrias que pretendem investir,   46% privilegiarão a melhoria ou a introdução de novos processos e 18% o desenvolvimento de produtos. “Os investimentos em inovação são importantes para o país sair da crise, porque aumentam a produtividade e modernizam as empresas”, avalia o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.  O aumento da capacidade instalada está nos planos de apenas 20% das indústrias, o menor percentual da série da pesquisa iniciada em 2010.

Além disso, os planos das empresas para 2016 preveem o aumento dos investimentos destinados a atender o mercado externo.  O número de empresas cujo foco principal dos investimentos é o mercado interno caiu de 68% em 2015 para 62% neste ano. “A experiência de uma fraca demanda doméstica, aliada a uma expectativa ainda pessimista, estimula a indústria a procurar o mercado externo”, diz o estudo.

​​

FRUSTRAÇÃO EM 2015 –  Conforme a pesquisa, muitas empresas suspenderam os planos de investimentos no ano passado.  O número de empresas que investiu em 2015 foi de 74%, o menor desde 2010, quando a pesquisa começou a ser feita. Mais da metade – 58% – não cumpriram os projetos como estava planejando. “A principal razão apontada para a frustração dos planos de investimentos foi a incerteza econômica”, informa a CNI.

As principais características dos investimentos em 2015 foram:

  • 67% das empresas destinaram seus investimentos principalmente à continuação de projetos anteriores.
  • 33% investiram em novos projetos
  • 86% compraram máquinas e equipamentos. Dessas, 55% adquiriram principalmente máquinas e equipamentos nacionais e 23% compraram principalmente ou exclusivamente  importados.
  • 45% das empresas buscaram a redução dos custos e o aumento da competitividade
  • 39% concentraram os investimentos na melhoria do processo produtivo
  • ​​

17% investiram no aumento da capacidade instalada

Esta edição da pesquisa Investimento na Indústria foi feita entre 9 de novembro e 14 de dezembro de 2015 com 860 empresas de grande porte, que têm 250 ou mais empregados.

 

Arquivo disponível para download.

 

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