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NR34 é tema de encontro do Setor Naval na FIEAM

“A NR34 nivela as padrões de segurança no trabalho da construção naval com os demais segmentos produtivos, entre eles o da construção civil. Agora, precisamos continuar unindo forças para que fiscais, empresários, trabalhadores e a sociedade em geral tenham conhecimento das normas e que os problemas deste setor sejam minimizados”.

Reunião do setor naval, reune representantes das indústrias, sindicatos, e MTE

A declaração foi feita ontem pelo assessor da Presidência do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Jorge Faria, em reunião na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), para discutir sobre a nova Norma Regulamentadora – NR34, referente à padronização das condições e meio ambiente de trabalho no segmento.

Na abertura da reunião, Faria apresentou o cenário brasileiro da construção e reparação naval que ao longo dos últimos dez anos está em crescente ascensão. O setor emprega 56 mil trabalhadores diretos, e somados aos 28 mil empregos da indústria náutica de lazer, o total de empregos sobe para 84 mil. Vale ressaltar que para cada emprego direto são gerados mais quatro indiretos.    

Assessor da presidência do Sinaval, Jorge Faria

Segundo o presidente em exercício do Sindnaval, Mateus Araújo, o sindicato fechou o balanço de empregabilidade do setor no Amazonas, apontando o fomento de mais de mil empregos comparado a 2009. “A construção naval no Estado conta com 8.300 trabalhadores legalizados, números estes que nos deixa no terceiro lugar na pesquisa do Sinaval sobre distribuição regional da produção e do emprego, perdendo apenas para Rio de Janeiro e Pernambuco”, aponta Mateus Araújo.

Para Luiz Lumbreras, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a formulação e aprovação da NR34 é um avanço para o setor, tornando este trabalho uma referência para os países do Mercosul e circunvizinhos. Lumbreras explica que a 1 etapa da função da Comissão Tripartite foi de promover o diálogo e negociações entre trabalhadores e o Governo, reunindo a partir dos apontamentos gerados nessas discussões as normas pertinentes à segurança, saúde e relações dos profissionais da indústria naval.   

“O trabalho da CTNaval não pára. O momento é de acompanhar a implantação da NR34 com a divulgação da mesma. Caso haja dificuldade na sua aplicação será necessário o aprimoramento da normatização para que se alcance os objetivos desejáveis”, diz o representante do Ministério de Trabalho e Emprego.

Representante da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM CUT), Edson Rocha

Porém, o representante dos trabalhadores, Edson Rocha, alerta que só o lançamento da NR34 não mudará nada na indústria naval, é preciso criar a cultura da segurança e do vigor do direito do trabalhador. “Temos que assumir a NR34 e fazer valer o que nela consta, sensibilizando trabalhadores e empresários, pois qualidade de vida dos operários está ligada a qualidade do relacionamento com empregadores e Governo”, conclui.

Estavam presentes no encontro representantes da Comissão Tripartite sobre Condições de Trabalho na Indústria Naval (CTNaval), Luiz Lumbreras, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e Edson Rocha, da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), entre outros convidados da Suframa e de Secretarias de Estado do Amazonas.

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