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Microindustrial do Ano produz doces amazônicos

Microindustrial Destaque do Ano, Jane Ferreira, produz 48 itens de produtos, entre bombons, biscoitos, doces e geleias

A amazonense Jane do Socorro Barros Ferreira, 48 anos, que será agraciada na quinta-feira (17) com o título de Microindustrial do Ano, concedido pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) em solenidade no Clube do Trabalhador, tornou-se empreendedora por acaso. Há 22 anos, recém-proprietária de um sítio no município de Presidente Figueiredo (a 108 quilômetros de Manaus), viu na propriedade uma oportunidade para renda e decidiu começar. “Tinha no quintal de casa plantações de cupuaçu e maracujá, comecei a me aventurar na produção de doces e nunca mais parei”, recordou.

A partir de receitas caseiras que aprendeu a desenvolver com as matriarcas da família, a amazonense, casada e mãe de quatro filhos, começou a produzir dois produtos – a geleia de cupuaçu e o “salame”, conhecido doce de corte feito da mistura de cupuaçu com castanha. A empresa, hoje Amazon Comércio de Doces Ltda, chamava-se Jugupa, formado pela junção dos nomes do marido e dos dois cunhados.

“Mesmo com poucos itens na produção fui convidada, em 1998, pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (IDAM) para representar o município de Presidente Figueiredo na Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), em Manaus”, relatou.

A microempreendeora revela que a participação no evento foi um sucesso de vendas, o que a incentivou a iniciar a comercialização de seus doces em um quiosque cedido pela Prefeitura do Município de Presidente Figueiredo, no Parque do Urubuí, ponto central da cidade. “Comecei a olhar com olhos de profissional e vi que os meus clientes eram turistas da capital e decidi migrar para Manaus e investir no negócio”, disse ela.

Após seis anos tentando estruturar a criação da Amazon Doces, Jane Ferreira ingressou sua microempresa em 2012 no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE), bairro Crespo, onde tem a sua matriz fixa no local e desenvolve, entre outros doces, a Jujuba de Cupuaçu com Mangarataia (gengibre), hoje um dos carros-chefes da empresa, produto inovador feito 100% da fruta, sem adição de goma e glúten.

 

Investimento próprio

A empresária Jane Ferreira enfatiza que aos poucos a Amazon Doces consolida a sua ampliação com investimentos próprios, receita que tem dado certo: hoje possui dois quiosques, um localizado um no Shopping Manauara e outro no Samaúma Park, este último funciona nos fins de semana e feriados. Também já entrega seus produtos em Porto Velho (RO), São Paulo (SP), Rio De Janeiro (RJ), Brasília (BSB) e Chapecó (SC). A demanda atende também na capital, estabelecimentos comerciais como restaurantes, aeroporto, hotéis e o Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

Atenta às novidades do mercado, a microempreendora conta que investe na participação de feiras em nível nacional. “Isso dá visibilidade e naturalmente surgem parcerias”, destaca, para ressalvar que busca ser muito realista e cautelosa com o desenvolvimento do negócio. “Sempre dou um passo de cada vez, porque às vezes voamos muito e acabamos em queda, então costumo ser mais pé no chão”, disse ela.

A empresaria, Jane Ferreira, ama desenvolver novos produtos e participa efetivamente da produção

Quarenta e oito itens de produtos compõem o leque de produtos, entre bombons, biscoitos, doces, geleias e licores feitos de frutas amazônicas, como cupuaçu, açaí, camu-camu, maracujá, banana pacovan, castanha, jenipapo, araçá-boi, bacuri e buriti. A microempresa produz mensalmente quatro mil potes de doces, entre geleias e jujubas, vinte mil bombons e cinco mil potes de biscoitos (100 e 400g) e no último ano atingiu faturamento de R$ 189 mil.

“A Amazon Doces vem crescendo ano após ano, fruto disso é o aumento de 20% na nossa produção em relação a 2017”, ressaltou a empresária. Em datas sazonais com o Dia Internacional da Mulher e Páscoa, a produção chegou a ser quatro vezes maior do que no ano anterior.

Cerca de 40 pessoas fornecem mão de obra indireta para a empresa, dentre elas, artesãos, indígenas, ribeirinhos, empreendedores rurais e empresas de processamento de frutas. Atualmente a Amazon Doces emprega diretamente sete pessoas, no processo produtivo, dentro do CIDE, e nas vendas nos quiosques.

“Sempre me coloco entre os funcionários porque nunca gostei de ficar dentro do escritório, faço parte da construção do produto, amo desenvolver novos doces e coloco a mão na massa diariamente”, enfatiza a empresaria.

Determinada a permanecer como uma empresa artesanal com produtos totalmente naturais, Jane Ferreira se diz agradecida com a homenagem que marca a sua trajetória no trabalho com doces amazônicos. Com planos para 2018, a empresária adianta que trabalha para construir a sede do empreendimento fora do CIDE e fala em mecanizar alguns processos, mas sem industrializar os produtos.

“Não queremos mexer na essência do produto, que é o nosso grande diferencial de ser 100% natural, mas queremos uma máquina que se adapte ao nosso produto e nos auxilie a aumentar produção, para termos estoque, coisa que não temos hoje”, revelou.

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