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Melhoram as perspectivas na indústria da construção, informa CNI

Ritmo de queda na atividade e no emprego no setor diminuem, mas ociosidade
continua elevada. Mesmo assim, empresários estão menos pessimistas

 

Mesmo com a retração da atividade e a alta ociosidade no setor, as perspectivas dos empresários da indústria da construção estão menos pessimistas. Os indicadores de expectativas para os próximos seis meses para o nível de atividade, contratação de novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias-primas e número de empregos se aproximaram da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.

O índice de expectativa do nível de atividade ficou em 49,8 pontos, o de número de empregados subiu para 48,2 pontos e o de novos empreendimentos e serviços alcançou 48,4 pontos, informa a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira, 23 de agosto, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando ficam acima de 50 pontos mostram otimismo.

Além disso, o índice de confiança do empresário do setor aumentou 1,9 pontos em relação a julho e ficou em 50,3 pontos.  “A expectativa de retomada da economia e de manutenção do ciclo de queda dos juros contribuíram para a melhora das perspectivas dos empresários da construção”, afirma a economista da CNI Flávia Ferraz. Embora ainda esteja em um nível muito baixo, o índice de intenção de investimentos também melhorou um pouco. Subiu para 29,1 pontos neste mês e está 2,3 pontos acima do registrado em agosto de 2016.

QUEDA MENOR – A pesquisa mostra ainda que diminuiu o ritmo de retração da atividade do setor. O índice de nível de atividade na indústria da construção aumentou para 44,3 pontos em julho, valor 1,5 ponto superior ao de junho. O índice de número de empregados subiu de 41,8 pontos em junho para 42,6 pontos em julho. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos mostram queda na produção e no emprego.

Com a atividade retraída, o nível de utilização da capacidade de operação ficou em 56% em julho, 8 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês. Isso significa que 44% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal do setor ficaram parados em julho.

Esta edição da Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1º e 10 de agosto com 624 empresas. Dessas, 209 são pequenas, 289 são médias e 126 são de grande porte.

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