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ICC apresenta caminhos para máxima eficiência tributária na FIEAM

 

Representante da Câmara de Comércio Internacional, Patrícia Ferraz, apresenta benefícios da arbitragem

Representante nacional da Câmara de Comércio Internacional (ICC), Patrícia Ferraz, divulgou na última quinta-feira (28), na Reunião de Diretoria da Federação das Indústrias do Estado Amazonas (FIEAM), proposta de solução mais rápida em arbitragem que o Judiciário.

A advogada de Direito Empresarial e Contratos apresentou a lei de arbitragem e seus benefícios junto a essa nova forma de resolução de conflitos. Em 2016, o Brasil ficou em terceiro lugar no mundo na utilização de arbitragem, sendo líder na América Latina. Somente em litígio de arbitragem, o país submeteu 24 bilhões de reais.

“Nos últimos 20 anos a utilização da arbitragem no Brasil se tornou mais ágil do que o Judiciário, as sentenças se tornaram mais especializadas, garantindo o sigilo da empresa em todo o processo”, ressalta Ferraz.

Com aplicabilidade em todos os setores econômicos, como: construção e engenharia; energia; comércio e distribuição; telecom e tecnologias especializadas; finanças e seguros; equipamento industrial; metais e matérias-primas; transporte; saúde e farmacêutica; químico, plástico e borracha; entretenimento; serviços empresariais; comida e setor agronômico; entre outros, o destaque maior é na energia, na construção e engenharia.

Advogado especializado em tributos Luiz Souza (direita), fala sobre caminhos para eficiência tributária na reunião de diretoria da FIEAM

O presidente da FIEAM, Antonio Silva, destacou a importância de resoluções como essa para os empresários e suas empresas, tendo nesse processo um facilitador para questões no Judiciário. “A arbitragem é um caminho. Trouxemos a Câmara de Comércio Internacional para esclarecer melhor esse assunto para nós empresários que almejam o atendimento num curto prazo e um total controle da gestão no Judiciário”, disse Silva.

Sobre o planejamento tributário para os próximos anos, o advogado especializado em tributos da Tributarie, Luiz Souza, explicou qual seria o custo para a máxima eficiência tributária.

“A solução seria haver um sistema menos complexo, com pessoas especializadas e ter um imposto sobre o valor acrescentado (IVA), com aproveitamento de créditos eficaz”, ressalta o advogado.

Segundo Souza, o Brasil precisa realizar uma revisão estrutural do tributo, por conta do sistema tributário arcaico. A carga tributária representa hoje cerca de 40% do PIB das empresas do Brasil, tendo crescimento no decorrer dos anos. O peso da carga na América Latina é menor, cerca de 20%.

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