Depois de quatro dias de fortes emoções para as 29 organizações finalistas do Prêmio Qualidade Amazonas, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, encerra, nesta sexta-feira (28), no Auditório da Suframa, a 19ª Mostra de Gestão e Melhorias para a Qualidade. O evento, iniciado na última terça-feira, chega à reta final com mais de 30 horas de benchmarking e, este ano, com recorde de público.
Para Antonio Silva, só de aceitar expor para avaliação externa seus processos internos, principalmente seus modelos de gestão, as organizações que participam do PQA, ano a ano, podem se considerar vitoriosas. “Em especial, quando atravessamos um ano tão difícil quanto este para o nosso Polo Industrial de Manaus. Estar no PQA demonstra o compromisso dessas organizações com uma gestão responsável e transparente”, disse Silva.
Selecionados entre 52 inscritos, os 29 finalistas apresentam a uma banca de três avaliadores seus relatórios finais das respectivas práticas, sendo sete da modalidade Gestão e 22 da modalidade Processo. Essas apresentações são acompanhadas pelos próprios colaboradores das organizações, mas também por professores e alunos das áreas de qualidade e gestão.

As analistas do Núcleo de Desenvolvimento Institucional da Embrapa, Carolina Nicolau, 39, e Léa Trindade, 37, têm acompanhado desde o primeiro dia a Mostra da Qualidade 2018, segundo elas, em busca de boas práticas em gestão e processos. “Entendemos a importância de programações como essa para ações de benchmarking e troca de conhecimento”, disse Carolina, ressaltando que mesmo com a competitividade entre as empresas, a Mostra deveria ter maior adesão de universidades, estudantes e público em geral. Neste ano, a mostra chega a reunir 200 pessoas em alguns momentos de pico.
Depois de avaliar o modelo de gestão da 12ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército, o analista e consultor do Serpro, Félix Ricardi, em sua primeira participação como juiz do Prêmio Qualidade Amazonas, disse que relatórios como o que foi apresentado pelo chefe da 12ª Icefex, coronel André Luiz, têm o mesmo peso de uma pós-graduação, com a teoria e a prática.
Unidade pertencente ao Sistema de Controle Interno do Exército, por sua vez vinculado à Secretaria de Economia e Finanças, a 12ª Icefex tem como diretriz o foco no cliente, que são as unidades gestoras vinculadas, e como estratégia assegurar que as recomendações de controle interno sejam implementadas.
De acordo com o coronel André Luiz, o grau de implementação das recomendações do Controle Interno da 12ª Icefex, tem se mantido dentro das metas, superando inclusive, em 2018, os resultados da 4ª Inspetoria, localizada em Juiz de Fora, em Minas Gerais, utilizada como referencial comparativo. “A 4ª Icefex tem uma missão um pouco diferenciada da nossa até pela questão da logística regional e a quantidade de unidades gestoras vinculadas, na proporção de 24/34”, disse o coronel.
Processos no polo de duas rodas

O reprocessamento do cavaco de alumínio gerado no processo de usinagem e sua reutilização dentro da fundição, foi explorado no projeto da Yamaha Motor Componentes da Amazônia Ltda para redução de custos com aquisição de matéria-prima. Em 2018, a empresa economizou cerca de R$ 1 milhão e meio na aquisição de matéria-prima.
Para se manter competitiva no mercado e melhorar a rentabilidade é necessário, segundo o especialista da Engenharia Industrial da Yamaha Componentes, Alessandro Lima, buscar formas de otimizar os processos, reduzir as perdas e garantir a qualidade dos produtos. “O cavaco jogado direto no forno não consegue fundir, vira borra e o aproveitamento é exatamente isso, com o aumento da densidade ele consegue fazer o alumínio que é uma das principais matérias-primas para fazer novas peças”, explicou ele.
A redução de R$ 180 mil em recursos gastos na aquisição de tinta foi um dos benefícios do projeto da Yamaha Motor da Amazônia Ltda. O trabalho desenvolvido era voltado para a pintura verniz visando elevação da eficiência que antes era 37% e hoje, segundo especialista industrial da Yamaha, Jander Gonçalves, está em torno de 82%.
Em um dia marcado por filosofia oriental, dada a concentração de indústrias de origem japonesa, palavras como Kaizen e Koritsu ganharam importância extra, com destaque para o Kando que, na apresentação da Yamaha Motor da Amazônia, foi definido como uma mistura de inspiração, satisfação e empolgação – comparado no vídeo àqueles 3 segundos da falta de ar ao nos depararmos com uma obra de arte ou diante de um gol de placa num Maracanã lotado.
PROGRAMAÇÃO – Dia 28
08:30 – ESTAÇÃO NAVAL DO RIO NEGRO
Apresentação: Modelo de Gestão
09:20 – CENTRO DE INTENDÊNCIA DA MARINHA EM MANAUS – CEIMMA
Apresentação: Modelo de Gestão
10:10 – 3º ESQUADRÃO DE HELICÓPTEROS DE EMPREGO GERAL
Apresentação do Modelo de Gestão
11:00 – BALL AMAZÔNIA LTDA
Tema: Redução de Reclamação de Qualidade nos Clientes
11:40 – Encerramento



