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FIEAM apresenta cenário socioeconômico para alto escalão das Forças Armadas

Quarenta e seis oficiais superiores conheceram atividades socioeconômicas, segurança e sustentabilidade da região em palestra na FIEAM
Quarenta e seis oficiais superiores conheceram atividades socioeconômicas, segurança e sustentabilidade da região em palestra na FIEAM

Oficiais superiores encerram o curso Política, estratégia e alta administração do exército na Amazônia

 

Quarenta e seis oficiais superiores das Forças Armadas do Brasil participam em Manaus de palestras sobre atividades socioeconômicas, segurança e sustentabilidade da região. Durante a manhã de terça-feira, 28, os militares estiveram na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas para conhecer o Modelo Zona Franca de Manaus e como funciona o Polo Industrial de Manaus. Temas como a importância do PIM na geração de emprego e renda para a população, desenvolvimento do Norte do Brasil e sustentabilidade da área verde do Amazonas também foram discutidos.

De acordo com o coordenador do curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, coronel Araújo, os oficiais desta comitiva se tornarão futuros assessores do alto escalão do Exército, Marinha e Aeronáutica e para isso precisam passar por treinamento, viagens e aprendizado em várias Estados do Brasil, conhecendo de perto a realidade de cada região.

Instrutor e Coordenador do curso para oficiais supeirores das Forças Armadas, cel. Mora e cel Araújo
Instrutor e Coordenador do curso para oficiais supeirores das Forças Armadas, cel. Mora e cel Araújo

“Consideramos a Amazônia um das partes mais importantes de nosso país que merece um estudo aprofundado e muitos dos que participam da palestra Políticas estratégicas da FIEAM serão os futuros generais condutores do destino de nossas Forças Armadas”, destacou cel. Araújo.

A palestra foi ministrada pelo assessor econômico da presidência da FIEAM, economista Gilmar Freitas, que apresentou a missão da entidade que defende a livre iniciativa do segmento industrial do Amazonas, contribuindo para o seu desenvolvimento sustentável econômico, social, político e ambiental.

Gilmar também traçou retrospectiva de 2008 até o primeiro semestre de 2012 quanto ao faturamento, empregabilidade e perspectiva de produção e rentabilidade do PIM até o final do ano.

“Temos um modelo que vem alcançando bons resultados, com reações positivas diante de crises econômicas mundiais. Em 2009 foi o ano de menor faturamento, consequência da crise iniciada em 2008, o que nos fez decrescer 32% em comparação ao ano anterior que obteve US$ 30,10 bilhões de faturamento, caindo em 2009 para US$ 25,96 bilhões”, explicou o economista da FIEAM.

Assessor econômico da presidência da FIEAM, Gilmar Freitas, apresenta cenário do PIM
Assessor econômico da presidência da FIEAM, Gilmar Freitas, apresenta cenário do PIM

Gilmar enfatizou que a recuperação do PIM foi quase que imediata, com crescimento consecutivo nos anos seguintes.  O faturamento em 2010 aumentou 55%, chegando a US$ 35,22 bilhões, em 2011 cresceu 24%, arrecadando US$ 41,21 bilhões, e neste primeiro semestre já foram atingidos US$ 17,86 bilhões, valor este registrado no período de janeiro a junho e que aponta crescimento em comparação ao ano de 2010, que foi de US$ 15,96 bilhões, e menor que 2011, que alcançou recorde de faturamento com US$ 19,81 bilhões.

Segundo o instrutor chefe do curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, coronel Mora, o curso teve duração de um ano e a estadia da turma na Amazônia é a fase final da programação de formação dos oficiais para desenvolverem atividades estratégicas nas Forças Armadas. O grupo iniciou a as viagens de estudo e observação ao centro do poder político em Brasília, seguindo para o centro econômico do país, em São Paulo, a terceira viagem foi para o centro de Ciência e Tecnologia em São José dos Campos, Vale do Paraíba e São Paulo, fechando o ciclo na área prioritária para as Forças Armadas em termo de defesa, que é a Amazônia, sendo contempladas visitas nos Estados do Amazonas e Pará.

“Precisamos conhecer as problemáticas do nosso país, entender seus problemas para propor soluções. Aqui queremos atender o povo amazonense e assessorar nossa chefia quantos as particularidades desta região”, explicou cel. Mora.

 

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