Em reunião promovida hoje (17) pelo Conselho da Indústria de Defesa da Amazônia (Condefesa Amazônia), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), o general de Brigada Pablo José Lira de Almeida, diretor de Material de Engenharia, órgão subordinado ao Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército Brasileiro, sediado em Brasília (DF), apresentou as demandas e perspectivas de aquisição de materiais de engenharia da Classe VI, incluindo embarcações militares, drones, equipamentos remotamente controlados, componentes de pontes metálicas, placas reforçadoras de solo e sistemas de tratamento de água, com previsão de investimentos e processos licitatórios até 2030.
De acordo com o diretor-executivo do Condefesa Amazônia, general de Divisão Veterano Omar Zendim, explicou que a iniciativa tem o objetivo de aproximar as Empresas Estratégicas de Defesa (EED) da indústria naval e tecnológica de Manaus das futuras necessidades do Exército Brasileiro. Entre os participantes, estava o engenheiro Fabio Magnago, secretário-executivo do Cluster Naval.
“Estamos criando uma ponte entre a capacidade produtiva da indústria amazonense e as demandas estratégicas do Exército Brasileiro. A Amazônia possui competência técnica e industrial para participar desse processo, gerando desenvolvimento econômico, empregos e fortalecimento da soberania nacional”, destacou Zendim.
Oportunidades para a indústria naval

Na ocasião, o general Pablo José Lira de Almeida detalhou projetos que deverão ser licitados nos próximos anos, com destaque para embarcações de manobra, lanchas leves blindadas, embarcações blindadas base pelotão e ambulanchas para evacuação médica.
O diretor de Material de Engenharia ressaltou que o Exército busca ampliar a capacidade operacional na Amazônia por meio de soluções desenvolvidas no país. “Nosso foco é fortalecer a capacidade logística e de engenharia do Exército Brasileiro, especialmente na Amazônia, por meio da aquisição e do desenvolvimento de materiais que aumentem a mobilidade, a proteção e o poder de combate da tropa. Vemos na indústria nacional, e particularmente na indústria amazonense, um parceiro importante para esses desafios”, afirmou o General.
Tecnologia e nacionalização

Entre os temas debatidos estiveram ainda a aquisição de drones com inteligência artificial para leitura de terreno e identificação de obstáculos, robôs para desativação de artefatos explosivos e a nacionalização de equipamentos estratégicos, como placas reforçadoras de solo e estações de tratamento de água por ultrafiltração e osmose reversa.
De acordo com o diretor, a agenda reforça o potencial do Polo Industrial de Manaus para atender demandas de defesa e inovação. “A indústria naval e tecnológica do Amazonas reúne condições de participar de projetos de alto valor agregado, contribuindo tanto para a defesa nacional quanto para o desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade amazônica”.
Integração estratégica
A visita do diretor de Material de Engenharia ao Condefesa Amazônia integra um esforço de aproximação entre o setor produtivo e as Forças Armadas, com foco na geração de negócios, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento da Base Industrial de Defesa no Amazonas.
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