
As principais linhas de financiamento para o setor naval da Amazônia nortearam a pauta do II Encontro da Indústria Naval, realizado nesta quinta-feira (21) pelo Sindicato da Indústria da Construção Naval (Sindnaval), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O evento, realizado no auditório do SENAI,reuniu agentes financeiros e instituições como a Federação das Indústrias do Amazonas (FIEAM).
O presidente da FIEAM, Antonio Silva, disse que a indústria naval é um potencial de destaque na economia regional e que o fomento ao crédito para o setor contribui com o crescimento do segmento e com a abertura de novos postos de trabalho.
O presidente do Sindnaval, Matheus Araújo informou que a indústria naval do Amazonas é o segundo maior polo hidrográfico do Brasil com

faturamento de R$ 800 milhões por ano. O setor agrega 62 estaleiros e emprega cerca de 10 mil trabalhadores formais.
Participante de uma das mesas do encontro, o diretor do BNDES, Nelson Tucci, disse que apesar do crédito ter ficado apertado e as taxas de juros mais altas, é necessário investimento e confiança nos negócios para aperfeiçoar o crescimento do setor.
De acordo com Tucci, as taxas de juros para modalidades de financiamentos para a indústria naval variam em 7% ao ano (a.a.), com prazos entre 5 a 20 anos. Uma das linhas de crédito para o módulo hidroviário é o cartão BNDES, destinado a micro, pequenas e médias empresas nacionais, que exerçam atividades econômicas apoiadas pelo BNDES e que estejam em dias com o INSS, FGTS e tributos federais.
O cartão tem taxa de juros de 0,99%a.m. e está disponível para solicitação no site www.cartaobndes.gov.br .
A previsão de Tucci é que até 2019 o polo naval ganhe mais de 400 novas embarcações. Com isso o transporte de grãos pelo Rio Madeira até Itacoatiara terá capacidade dobrada nos terminais, totalizando investimento de cerca de 15 milhões nos próximos 5 anos.
O superintendente da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) Djalma Mello, ressaltou que a indústria naval é prioridade. Umas das propostas feitas ao Governo Federal é a redução de 75% do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica da indústria naval. Segundo Mello quatro bilhões já foram liberados para todos os segmentos que a Sudam opera por meio do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), recurso do tesouro nacional com juros de 7 a 9% ao ano. Para aderir ao fundo, é necessário que a empresa se submeta a uma consulta prévia feita pela Sudam.
Francis Chehuan, 68, gerente da navegação Chehuan, a empresa amazonense tem 30 anos e gera emprego para mais de 80 pessoas. O empresário prestigiou o encontro e disse que a dificuldade para adquirir créditos parte do alto custo das navegações e da manutenção dos barcos, disse ainda que a navegação tem o patrimônio flutuante dificultando a aceitação por parte dos bancos.
Indústria com potencial de franco crescimento

O secretário executivo da Secretaria de Estado de Planejamento e de Ciência e Tecnologia (Seplancti), Nivaldo Mendonça, estima que em 10 anos de implantação do polo, o faturamento vai atingir R$ 15 bilhões e formalizar 30 mil empregos, responsáveis pela produção industrial de barcos esportivos e de luxo, lazer, turismo, flutuantes, balsas e pequenas embarcações.
O Polo Naval do Amazonas trará inúmeros benefícios ao Estado com destaque para o fomento à pesquisa, tecnologia e inovação no setor, na geração de emprego e renda para a população, e na abertura de novas oportunidades de negócios para os empresários da construção naval.
A localização geográfica do novo polo naval brasileiro chama atenção de grandes estaleiros mundiais, pois com de 22 mil quilômetros de rios navegáveis, as vias fluviais do Amazonas viabilizam a ligação com países dos oceanos Atlântico e Pacífico. Desde o início da retomada da discussão da implantação do Polo, Matheus atendeu 20 comitivas internacionais com interesse em realizar investimentos com prospecção de novos negócios.

A proposta do Polo Naval está em trâmite na Justiça Federal do Amazonas, que atendeu ao pedido do Ministério Público Federal do Estado para a suspenção do projeto devido à ausência da consulta às comunidades do Puraquequara, localizada na zona Leste da capital, onde se estuda a instalação do polo.
A área contempla as principais referências técnicas de profundidade do canal que atinge 28 metros na vazante e 55 metros na enchente, além de ser área estratégica e de expansão de Manaus, próxima ao PIM, com total de 10,5 quilômetros de frente e 3 quilômetros de fundo.
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