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Aumenta a confiança dos brasileiros nas pessoas, mostra pesquisa da CNI

Entrevistados acreditam que familiares são mais confiáveis do que amigos ou vizinhos. Mesmo assim,
91% da população acha que a maioria quer tirar vantagem em vez de agir de forma correta

 

A confiança dos brasileiros nas pessoas aumentou significativamente nos últimos cinco anos. O percentual da população que tem muita ou alguma confiança na maioria das pessoas subiu de 37% em 2012 para 59% neste ano, informa a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Confiança Interpessoal, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O aumento da confiança nas pessoas é positivo porque reduz a burocracia, pois dispensa a necessidades de comprovantes e de garantias”, afirma o gerente-executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

De acordo com o estudo, a confiança é maior para os grupos sociais mais próximos. Entre os entrevistados, 91% dizem que tem muita ou alguma confiança em pessoas da família. Em segundo lugar, com 78% das respostas aparecem os amigos e, em terceiro, ambos empatados 67% das menções, vem os vizinhos e os colegas de trabalho ou da escola.

Na comparação com os dados de 2012, a pesquisa mostra que a confiança dos brasileiros na família caiu. O percentual dos que dizem ter muita confiança em pessoas da família recuou de 73% em 2012 para 55% em 2017. Em compensação, cresceu a confiança nos demais grupos sociais. Exemplo disso é que o número dos que afirmam ter muita confiança nos colegas de trabalho ou da escola subiu 18 pontos percentuais em cinco anos e passou de 35% em 2012 para 53% neste ano. “A confiança em colegas de trabalho ou da escola facilita as tarefas colaborativas, promove a troca de experiências e de conhecimentos, o que aumenta a produtividade”, avalia Fonseca.

Mesmo assim, 91% dos brasileiros dizem que a maioria das pessoas quer tirar vantagem, em vez de agir de maneira correta. Esse número era de 81% em 2012. “Apenas 7% dos entrevistados responderam acreditar que a maioria das pessoas age de maneira correta, percentual que era de 16% em 2012”, diz pesquisa. Essa percepção, analisa a CNI, pode ser resultado pelos escândalos de corrupção no Brasil nos últimos anos.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre os dias 16 e 19 de março.

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