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Ação Pró-Amazônia discute a logística na Panamazônia

A Ação Pró-Amazônia, associação formada pelas Federações das Indústrias dos Estados da Amazônia Legal, se reuniu em Manaus, na última sexta-feira (24), com a proposta de debater sobre o “Panorama e oportunidades da logística na Panamazônia”. A reunião foi realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).

O evento contou com a presença de representantes de cinco dos nove estados que compõem a Amazônia Legal: Jandir Milan, presidente da Ação Pró-Amazônia e presidente da FIEMT (Mato Grosso); Edilson Baldez das Neves, presidente da FIEMA (Maranhão); Rivaldo Fernandes Neves, presidente da FIER (Roraima); José Adriano Ribeiro da Silva, presidente da FIEAC (Acre) e Antonio Silva, presidente da FIEAM.

Na ocasião, o diretor adjunto da Coordenadoria de Sistema de Transporte e Logística – CSTL da FIEAM, Augusto Rocha, fez uma apresentação sobre o Panorama na Panamazônia, organizado em quatro blocos: Cenário econômico; a competitividade; o cenário da logística da região e ações e oportunidades que podem aumentar a competitividade na Panamazônia, pelo olhar da FIEAM.

De acordo com Rocha, a consolidação na indústria de transporte de contêineres atingiu um ponto alto formando hoje três novas alianças globais, o que serve de alerta para o aumento dos custos logísticos da região que ainda continua alto. “Mesmo com essa consolidação, um transporte de contêiner de Manaus para Santos é mais caro 72% do que de Xangai para Santos. Isso é um pouco assustador para quem produz aqui na região” afirma.

O diretor fez uma crítica sobre o perigo de privatização de empresas exclusivamente para o capital estrangeiro. “Eu sou completamente favorável à privatização, mas sou contra o aumento da carga tributária. Com a privatização, teria que reduzir a carga tributária, uma vez que houve redução nas obrigações do governo”, explica Rocha.

Ele aponta a falta de modal apropriado para cada produto como o principal causador do desequilíbrio da matriz logística. Grande parte dos produtos da região é transportada em rodovias, “mas talvez o melhor modal para a soja seja o aquaviário ou ferroviário”, frisa o diretor.

Então o cenário econômico apontado segundo sua visão, mostra que “o nosso custo é sempre maior que o dos Estados Unidos e outros países. No fim das contas a gente acaba transportando impostos enquanto o mundo inteiro não”, comenta Rocha.

A falta de investimento em infraestrutura agrava ainda o cenário para manter e ampliar o investimento. As soluções apontadas na reunião passam pel a entrega da BR-319, que, quando pronta, reduziria o tempo de viagem do Amazonas para São Paulo de 10 a 12 dias para sete dias.

Estudo aponta que o aeroporto de Manaus tem uma posição muito oportuna para todo o norte da América do Sul. “Ele pode ser um lobby concentrador de voos para a Europa, América do Norte e todo o norte da América do Sul, então há espaço para crescimento e investimento adicional”, disse.

O presidente da FIEAM, Antonio Silva ressalta que apesar da região ser potencialmente rica e cobiçada, nem sempre é priorizada pelo governo. “Nós continuamos investindo no Amazonas porque somos corajosos. Acreditamos, confiamos e continuamos investindo aqui na região, mesmo com a dificuldade no custo de logística que é muito complicado”, pontua o presidente.

“Temos que continuar preservando a floresta, sim, por isso é necessário produzir e, para isso, temos que ter o apoio do nosso próprio país”, declara Antonio Silva.

Durante a reunião as autoridades presentes destacaram também pontos que podem ser explorados para a solução dos gargalos logísticos na região. A Ação Pró-Amazônia é formada pelas Federações das Indústrias dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, e há 26 anos é vista como referência quando se trata do desenvolvimento da Amazônia.

 

 

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