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Economistas do BTG Pactual preveem crescimento igual ou menor que 2013

O responsável pela área de clientes corporativos do BTG Pactual, Sergio Cutolo, em palestra ontem na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), previu crescimento da economia brasileira para 2014 não muito maior do que a deste ano, com a possibilidade de patamar menor.

Presidente da FIEAM reúne economistas da BTG para apresentar visão econômica de 2014
Presidente da FIEAM reúne economistas da BTG para apresentar visão econômica de 2014

Segundo Cutolo, a economia norte-americana continuará influenciando o mundo e o reflexo da sua crescente recuperação deve complicar o cenário de crescimento do Brasil.

“Os estímulos dados para que as taxas de juros nos Estados Unidos se mantivessem baixas vão continuar sendo retirados e a partir do aumento dos juros, a economia americana passará a atrair investimentos que migraram para o Brasil e outros países em desenvolvimento, o que nos leva a perder cenário externo muito favorável dos anos anteriores, com exceção ao período da crise de 2008 e 2009”, explica.

O palestrante destacou o nível de inflação que se encontra no topo do previsto e pelos piores índices da situação fiscal dos últimos 17 anos que elevam cada vez mais as contas públicas do país.

Com a inflação elevada (6%), a perspectiva é de um crescimento por volta de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 6,5% de juros.

O estrategista de investimento do BTG Pactual ASSET Management, João Scandiuzzi, revela que a inflação complica o crescimento do PIB e deixa para um futuro mais longe da meta de crescimento do país e de juros de 4,5%.

 

Indústria em descompasso

 

Quanto ao desenvolvimento da indústria brasileira, Scandiuzzi acrescenta que o segmento produtivo vive combinação bastante rara e ruim. “Estamos num descompasso entre oferta e demanda. O PIB e a oferta crescem pouco, mas a demanda vem crescendo muito mais que os dois. A implicação disso é o aumento dos preços, levando o Brasil a sair da situação de superávit para déficit, pois para atender a demanda de bens e produtos torna-se necessário o aumento da importação”.

As estatísticas apresentadas pelo estrategista econômico apresentam o Brasil como país que produz menos do que em 2008, agravando o problema da oferta interna de produtos. “A estagnação da indústria e os altos salários ocasionam uma retenção do processo produtivo, sem contar que o segmento também é influenciado pela moeda americana”, aponta Scandiuzzi.

Além do ganho maior de salário dos trabalhadores, o segmento industrial perde margem de lucro, pois fica impedido de repassar o aumento do custo de produção aos produtos, devido à concorrência do mercado exterior, gerando um grande problema ao país por conta dos ganhos salariais acima da produtividade industrial.

O segmento que mais lucra neste momento é o comércio que com o aumento dos ganhos salariais tendem a atingir mais que os 5,8% de crescimento anual da massa salarial, que é o aumento de emprego e salário.

 

Visão da economia mundial

 

João Scandiuzzi apresentou a visão geral do que é esperado na economia mundial de 2014. Em comparação com 2013, espera-se para 2014 a aceleração do crescimento da economia mundial, passando de 2,9% para 3,6% no mundo, sendo de 1,2% para 2% nas economias desenvolvidas e 4,55 para 5,1% em países emergentes.

“Embora o crescimento do mundo esteja melhor, no ponto de vista financeiro, teremos alguns chacoalhos e temos que estar consciente disso”, ponderou o economista.

Scandiuzzi aponta menos peso de ajuste fiscal na Europa que neste ano foi muito forte na Espanha, França e Itália. “Com a crise sob controle, a Europa deve ter um pequeno crescimento, mesmo que seja um medíocre índice de 1%, mas já demonstra o avanço deste cenário com menos corte e mais crescimento”, avaliou.

O bom momento em 2014 é liderado pelos Estados Unidos tanto no capital público do país quanto no privado. De acordo com o estrategista de investimento do BTG, a situação atual da economia norte-americana é saudável, refletindo no lucro das empresas e bancos, bem como na redução da dívida das famílias americanas.

“O cenário nos Estados Unidos não tem mais nada a ver com o pós-crise. Bancos, empresas e as famílias americanas estão obtendo resultados positivos. O setor público também vai tirar menos do crescimento do país, o que neste ano interferiu no decréscimo de 1.5% e em 2014 será retirado apenas 0.5%”, expõe Scandiuzzi. [nggallery id=134]

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