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Empresas discutem Indústria 4.0 na FIEAM

As empresas precisam primeiramente organizar bem os seus processos. O alerta foi dado pelo diretor de Operações do Departamento Nacional do SENAI, Gustavo Leal Filho, em reunião ontem (13) na Federação das Indústrias o Estado do Amazonas (FIEAM), ao discutir sobre como automatizar mais o processo produtivo e utilizar as tecnologias de base digital advindas da Indústria 4.0, como segurança da informação, realidade aumentada, Big Data, robôs autônomos, simulações, manufatura aditivada, sistemas integrados, computação de nuvem e internet das coisas.

Leal Filho revela que o nível de absorção das tecnologias industriais ainda é muito baixo. Quarenta e dois por cento das empresas brasileiras desconhecem a importância das tecnologias digitais para a competitividade da indústria e mais da metade (52%) não utiliza nenhuma tecnologia digital.

Antonio Silva fala de oportunidades para melhoria da produtividade nas empresas

“A gente pode imaginar que, na verdade, essas metodologias (de base digital) são uma extensão ou radicalização do processo de automação do processo produtivo, e essas tecnologias vão automatizar ainda mais os processos fabris. Esse é o sentido das coisas”, disse ele.

Para o presidente da FIEAM e presidente do Conselho Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas), Antonio Silva, o universo produtivo da indústria 4.0 é um processo evolutivo. “Apesar da maioria das empresas brasileiras estarem em  nível ruim em relação à produtividade, existe enorme oportunidade de melhoria”. O SENAI por meio das consultorias no programas Indústria Mais Produtiva já aumentou 52% da produtividade nos processos alvo das empresas.

O uso de programas como o do SENAI e das universidades (UFAM e UEA), segundo o diretor da empresa Tutiplast, empresário Claudio Barrella, é fundamentaisl para conseguir evoluir e adotar boas práticas tecnológicas. O uso desses recursos dentro da empresa faz parte das várias fases para atingir o sucesso e chegar a Indústria 4.0.

“Temos que pensar lá na frente, mas, olhando o hoje, ferramentas como essas vão ajudar a ter um ganho na produtividade, aumento de recursos financeiros, melhora na eficiência ganhando qualidade do produto”, disse ele, alertando que a mudança tem que ser na empresa como um todo nos diferentes setores de evolução. “É importante olhar o treinamento das pessoas porque são elas que vão modificar tudo isso”.

Os grandes diferenciais das novas tecnologias são a capacidade que as máquinas têm de aprender e se adaptar dentro do seu meio ambiente e resolver problemas. O primeiro pré-requisito para entrar nessa Indústria 4.0, segundo Leal Filho, é o processo de digitalização, você cria no mundo digital um espelho da planta produtiva e em tempo real todas as informações são armazenadas com a criatividade.

Diretor da Tutiplast, Claudio Barrella, alerta empresários sobre a necessidade de readequação na Indústria 4.0

“Se você tem o seu processo produtivo, qualquer que seja, você precisa levar as informações dele para o mundo digital, esse é o primeiro passo e, para fazer isso, é necessário colocar sensores ao longo do processo para medir as variáveis importantes dentro dele”, explicou ele.

O sensor junto aos equipamentos leva os dados para nuvem de forma fácil e de baixo investimento, segundo Leal Filho, hoje o custo de ter essa conectividade e levar os dados para o mundo digital tende a ser zero. Com essa primeira etapa os dados todos migram em tempo real e você começa a entender o que está acontecendo na sua planta fabril e isso pode demonstrar um impacto positivo ou negativo na gestão da produção em tempo real.

Quando você tem os dados e começa a interpretá-los a incorporação dos algoritmos é o segundo passo, de acordo com Leal Filho. Os dados começam a fazer correlação e você começa a entender porque isso está acontecendo. A incorporação da inteligência artificial com algoritmos novos toma decisões baseados na melhor atuação para aquele determinado cenário.

“Com a planta mais sofisticada, no último nível desse processo de aplicação, máquina conversa com máquina, Sistema Cyber Físico que é o mundo digital conversando com o mundo físico e criando ambientes flexíveis de maior customização, novos modelos de negócio agregando valor para o cliente”, pontuo ele acrescentando que cerca 2% das indústrias brasileiras estão chegando nesse patamar.

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